Com um bom tempo de atraso eu trago a sequência do fracasso estrondoso de 2024 que prometeu uma trilogia fiel aos longa metragens anteriores, mas que acabou decepcionando público e crítica.
Com o mesmo orçamento do primeiro capítulo de oito milhões e meio de dólares e seguindo a direção de Renny Harlin, a trama segue de onde terminou com a protagonista Maya, única sobrevivente do massacre dos mascarados com sérios traumas num hospital inóspito e na mira dos assassinos que almejam concluir o jogo de matar.
Começa então uma nova onda de perseguições, neuroses, desconfianças e apenas um objetivo: sobreviver.
Tudo começa na mesma lanchonete na mesma cidade onde o primeiro filme se passa seguindo no mesmo dia em que tudo começou e a cena corta para a floresta no meio de um toró onde uma mulher misteriosa, a que usa máscara de boneca bate a porta de uma casa perguntando por uma tal de Tamara, assim como ocorreu com Maya, a sobrevivente do filme anterior.
Ainda nas florestas, os maníacos mascarados acabam de fazer uma nova vítima, um rapaz que implora por sua vida antes de ser esfaqueado mortalmente.
Passada a intro, somos levados onde Maya desperta depois de descobrir que Ryan, seu namorado não conseguiu escapar com vida e logo presta depoimento ao xerife Rotter mencionando que os mascarados procuravam por uma tal de Tamara.
Na cena seguinte, o xerife e seu parceiro Tommy Walters almoçam na lanchonete discutindo de forma fria sobre o massacre na floresta ainda sem solução.
Temos um momento flashback centrado em uma linda menina durante o recreio da escola, enamorada do garoto mais bonito do playground que lhe corresponde ao mesmo tempo que a lourinha da turma a bolina pelo mesmo interesse amoroso.
O único consolo da pequena solitária é a companhia de uma boneca cujo rosto é semelhante à máscara que uma das assassinas da floresta usa. Seria ela então?
Voltando ao presente e ao hospital, Maya acorda após ter um sonho com Ryan e a enfermeira de plantão, Danica a medica e quando perguntada sobre a tal de Tamara, a profissional responde apenas que se trata de uma lenda urbana.
Maya volta a descansar logo depois e imagina Ryan ao seu lado no leito e tenta ligar para uma amiga chamada Debbie que lhe deixou anteriormente uma mensagem em vídeo, mas ao ouvir barulhos estranhos vindo do corredor, a jovem sai do quarto e faz uma ronda pelo local deserto.
O local está tão deserto que parece até o fim do mundo e ao pressentir que vai ar alguma merda, Maya tenta deixar o hospital porém a porta principal está emperrada.
Desconfiada, Maya volta para seu quarto enquanto o assassino da máscara de pano está ao seu encalço vasculhando os leitos antecessores ao qual seu alvo está.
Maya vê o maníaco de longe e corre se enfiando no elevador de roupa suja quase sendo pega pela Máscara de boneca. Ao chegar no andar do despejo de roupa suja, Maya caminha pelo corredor cheio de tubulações até dar de cara com o Máscara de pano que a segue com um machado em mãos até a sala das máquinas.
A jovem em pânico se esconde entre alguns cilindros e quando o algoz a descobre, Maya borrifa gás de um dos cilindros dando tempo para ela correr até o necrotério onde não há saída.
Depois de se recompor, o Máscara de pano segue sua presa e chega ao necrotério tendo dado tempo para Maya se esconder na gaveta onde está o corpo de Ryan e começa a abrir todas as gavetas e bolsas com corpos para autópsia.
Quando o assassino fica frente a frente com a gaveta onde está Maya, um funcionário aparece mas é morto com uma única machadada tendo seu corpo arrastado.
Com a barra limpa, Maya evade do necrotério e finalmente consegue fugir do hospital no meio da noite chuvosa se dirigindo pela estrada principal.
Maya chega a um aras onde tenta conseguir um carro, mas acaba indo até um quartinho de ferramentas onde é stalkeada pela Máscara de boneca.
A jovem acaba sendo pega pela caseira do local que antes de poder dizer o por que o xerife Rotter não poderá ajudar ela é morta com uma flechada.
Iterada que os dois mascarados a estão cercando, Maya foge até o estábulo onde a Máscara de boneca aparece, porém a jovem vítima se esconde e se arma com uma forquilha.
Quando a assassina se aproxima, Maya lhe crava a forquilha e corre do Máscara de pano se trancando dentro de um banheiro onde é puxada pelos cabelos por um buraco feito na porta, mas a jovem consegue fugir por uma janela.
Maya corre pela estrada e encontra casualmente Shelly, a garçonete da lanchonete com uma amiga chamada Chris Sampson que lhe dão carona, porém a jovem tem um surto quando as portas são travadas.
Calma, mas ainda desconfiada Maya segue com as garotas e posteriormente mais dois caroneiros estranhos chamados Gregory e Wayne encontrados no meio do caminho.
A tensão volta a pegar Maya que desconfia de tudo e todos e na surdina surrupia um par de sapatos, uma faca e um kit de primeiros socorros. A neurose faz Maya enxergar o Máscara de pano em Gregory que por si só é deveras estranho e mal educado e o colapso nervoso a faz se jogar do carro em movimento fugindo pela floresta.
Geral sai do veículo dando início Às buscas que o xerife Rotter e Walters fazem uma ronda pela estrada ao fim da chuva.
Bem escondida, Maya usa o kit de primeiros socorros para conter o sangramento de um ponto que se abriu e os fecha com o que tem à mão.
Amanhecendo, Maya caminha pela floresta por onde os mascarados a procuram e encontram um curativo deixado para trás.
Cansada pela caminhada, Maya faz uma fogueira e ouve passos acelerados vindo em sua direção a fazendo dar o pinote até encontrar um carro abandonado onde ela se esconde.
Lá, ela se safa de um par de tiros e depois de um momento breve de silêncio mais disparos são efetuados e mais um momento de silêncio.
Alguém do lado de fora começa a balançar o carro fazendo Maya sair descobrindo que se trata de um javali de CGI horroroso que a ataca até ela se fingir de morta e o animal se afastar. No entanto, assim que Maya se recompõe o javali dá meia volta e torna a ataca-la mas desta vez, a jovem revida com um pedaço de tora e a faca matando de vez o bicho.
A Máscara de boneca faz uma ronda pela boneca e voltamos a ter um flashback com a menina solitária desta vez brincando num cercado de uma fazenda com o menino que ela gosta dando a entender que ela conseguiu conquista-lo e no mesmo instante, a lourinha que é sua bully cai de bicicleta de propósito para fazer com que o menino abandone a amiga solitária e ajude a falsiane e se vá com ela.
Sozinha novamente e triste, a menina busca consolo em um ratinho que aparece do nada e repentinamente, o animal tem seu pescoço quebrado revelando o lado psicopata da garota.
Voltando ao presente, na lanchonete, Walters deixa o xerife Rotter iterado que as buscas à Maya seguem e o profissional demonstra zero interesse na integridade da desaparecida e apenas se importa com o alcance que o ocorrido pode ter aos populares e sua reputação que pode ser manchada.
De volta á floresta, Maya chega até a cabana que ela havia alugado com Ryan e que está com o lacre da polícia por ser cena de crime, mas ela adentra o local assim mesmo após um breve surto e acaba revivendo o assassinato do amado.
Depois, a jovem bebe água direto da torneira e come tudo o que está ao seu alcance e por fim se arma com uma faca (ué, mas ela já não tinha uma?). Na sequencia, Maya troca de roupa e enche uma mochila para ir embora mas ao sair, encontra um homem chamado Billy Bufford que se apresenta como policial e diz ter vindo ajuda-la.
Na saída no entanto, Billy é morto pela Máscara de boneca com uma flechada no olho e Maya foge com o carro do morto.
No caminho, o motor do carro começa a superaquecer forçando Maya a parar na frente de uma outra cabana pedindo ajuda e quem sai é Wayne, um dos estranhos para quem Shelly deu carona na noite anterior e nisso, Maya desmaia.
Horas depois, Maya acorda numa cama com curativos e pontos cirúrgicos pelo corpo.
Saindo do quarto, Maya encontra Gregory caindo de bêbado seguido de Shelly, Chris e Wayne que estão hospedados juntos na cabana.
Shelly devolve o celular de Maya e seus pertences que ela pegou no hospital e isso só põe mais dúvidas na cabeça da jovem que já não está batendo bem.
Perto dali, numa oficina, um rapaz que chega com a ambulância do mesmo hospital onde Maya esteve pede ao mecânico um pouco de combustível e o homem pergunta se o motorista pretende ir até a cabana junto ao lago. O rapaz responde que está indo para lá buscar alguém.
De volta a cabana, Maya volta a ficar neurótica com Gregory que não se faz de rogado e diz que outras pessoas além da jovem sobreviveram ao massacre dos mascarados e diz que eles não tem motivos para matar.
A Máscara de boneca invade o quarto assim que Gregory se vai e ataca Maya com uma tesoura, porém a jovem revida, sai do quarto e tranca a algoz por fora.
Maya tenta fugir logo depois por uma janela, porém elas tem grades restando fazer uma ligação, mas por azar não há sinal para o aparelho a forçando a buscar outra saída e acaba encontrando Shelly e Chris mortas amarradas.
Ao sair da casa, Maya encontra o corpo de Gregory e dá o pinote até a Van da ambulância que está parada, mas acaba encontrando a Máscara de boneca tendo um embate com ela que culmina com uma tesourada na têmpora da assassina que desaba.
O máscara de pano aparece quebrado os vidros com um porrete mas Maya dá a partida e a Máscara de boneca que ainda está viva a esgana com uma fita fazendo a ambulância capotar.
Maya se arrasta para fora do veículo junto à uma madeireira e se dirige até a Máscara de boneca que está inconsciente, mas antes que ela pudesse descobrir a identidade da assassina, os capangas mascarados se aproximam com um carro fazendo a jovem se esconder.
O Máscara de pano retira a máscara da boneca sem vida revelando Shelly!
O flashback mostra a pequena que agora sabemos que era Shelly na infância e ela está solitária num balanço vendo seu antigo namoradinho brincando com a lourinha de casinha. O menino bate a porta e pergunta se a Tamara está e a menina abre a porta da casinha de madeira dando um selinho no amado, ou seja, a bully se chama Tamara.
A pequena Shelly vai até a casinha quando Tamara entra de volta para dentro querendo repetir a disse, mas quem bate desta vez é a solitária que pergunta se "a Tamara está aí?" e mata a rival com golpes de pedra na cabeça.
O namoradinho vendo aquilo demonstra interesse pela antiga namorada e os dois se dão as mãos enquanto vislumbram o corpo embebecido de sangue de Tamara estirado no chão enquanto adultos ao fundo chocados correm até as crianças.
De volta ao presente, o Máscara de pano abraça Shelly lamentando sua morte enquanto Maya observa de longe e o anuncio de continuação estampa a tela jogando na sequência uma breve prévia do próximo e último capítulo...
Fica bem claro que o Máscara de pano é o menino do flashback e também está muito obvio que ele poderia ser Gregory, porém no primeiro capítulo já tínhamos outros suspeitos e pelo jeito vai acabar que não é nenhum deles e agora minha cisma está em cima do xerife Rotter apenas por que é muito clichê em filmes de terror que os xerifes tenham um caso com garçonetes de comunidades pequenas. Fora que quando a caseira do aras (ou dona, ei lá) ia alertar Maya que o xerife não ia ajuda-la, ficou um gancho ai para teorizar o que o desinteressado esconde de verdade, se é culpa no cartório ou apenas preguiça de fazer o serviço bem feito. Áh, mas o xerife é bem mais velho que a Shelly... o cara envelheceu mal e a garçonete não estava tão bem conservada assim, além do mais, não foi precisado o tempo exato do flashback, ou ainda uma última e mais vaga teoria minha: o xerife é pai de Shelly, sabe dos podres dela e é omisso, afinal ela voltou para o convívio social depois de ter matado uma coleguinha; por influência de quem? Papito!
Tem também o mecânico que brevemente apareceu interessado justamente em saber se o motorista da ambulância ia para a cabana onde está Maya e quando a ambulância chega ao local o rapaz já não está no veículo. Aí eu já não sei se foi uma sementinha de mistério plantada e o rapaz foi morto fora de tela pelo mecânico ou se temos uma cena deletada que acabou dando uma cagada na continuidade, pois o motorista simplesmente desaparece e foda-se?
Agora vamos ao que interessa: o filme ao contrário do que eu teorizei lá na resenha do primeiro filme segue a mesma protagonista e isso só nos levou a uma trama esticada e cansativa que não agregou muita coisa e ainda só trouxe mais questionamentos não respondendo muita coisa do que já estava pendente.
Madelaine Petsch que retorna como Maya traz uma atuação não muito melhor que no filme anterior, aliás, aqui ela está bem fraca e sem sal e a narrativa é muito jogada nela não dando destaques para outros personagens que poderiam agregar alguma coisa à trama. Aliás dos poucos que aparecem eles morrem rápido até demais e isso incomoda demais pois fica um ciclo de repetições sem fim apenas para cobrir o pouco mais de uma hora e meia de duração.
Outra coisa triste do filme foi aquele javali com gráfico de Playstation 2 que só encheu linguiça e deixou a final girl ainda mais forçada do que ela já estava. Aliás, o fato de Maya ser perseguida à exaustão e só ter ferimentos leves, mesmo toda fodida, com um ponto aberto, cansada, com fome e sede e ainda por cima neurótica torna a personagem 100% fora da margem do crível.
Ao menos a primeira parte manteve parte da essência do primeiro filme de 2008 e teve uma narrativa coesa e linear, já esta sequencia foi só um tapa buraco forçado e pobre para o que ainda está por vir. Aliás a estreia do longa que fecha a trilogia está prevista para abril de 2026 e só resta esperar ou por uma chave de cocô para fechar de vez esta tortura cinematográfica ou de repente um fechamento decente que compense o tempo perdido.
Trailer:
