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Aqui no nosso point você encontra resenhas, curiosidades, trailers e críticas dos mais variados subgêneros de filmes de terror de todos os tempos. Tudo muito bem explicado para poder atender á vocês da melhor forma possível. Antes de mais nada, estejam cientes que todas as nossas resenhas CONTÉM SPOILER! Por isso, desfrute do nosso conteúdo em sua totalidade por conta e risco. Minhas críticas não são especializadas, eu sou apenas um cinéfilo entusiasta e tudo que eu relato nos parágrafos referentes as resenhas é puramente minha opinião pessoal, por isso sintam-se a vontade para concordar ou discordar mas mantendo a compostura no campo dos comentários ao final da postagem da semana. O cronograma deste blog segue as postagens de sábado sem hora definida e este ciclo só é quebrado tendo mais de uma postagem na semana em caso muito especial como por exemplo lançamentos. Preparados? então, apaguem as luzes, preparem um balde enorme de pipoca, garanta seu refrigerante e bom divertimento!

quarta-feira, 4 de março de 2026

Medo - A Tale of two Sisters / 장화, 홍련 (2003) / O Mistério das duas Irmãs / The Uninvited (2009)

 

Acreditando que por um longo tempo eu não traria mais uma resenha dupla de um filme de terror asiático e seu remake Hollywoodiano, acabei descobrindo através de uma obra que há tempos eu estava para ver pela primeira vez que a mesma é um remake de um obscuro filme sul coreano que mescla o sobrenatural com o psicológico.

E eu trago desta vez o perturbador O mistério das duas irmãs que vem de um filme de 2003 e como ambos os filmes apesar da mesma espinha dorsal tem um enredo diferente e um desdobramento quase igual, trarei o mais breve possível um resumo de ambos começando como sempre pelo remake ocidental que é mais famoso.

Na trama, somos apresentados a uma jovem que recebe alta de um hospital psiquiátrico depois de um trauma de um ano atrás, porém a casa está totalmente diferente de como visto pela última vez trazendo à protagonista a desconfiança de que sua nova madrasta é uma assassina.

Paralelo a isso, a jovem ainda tem visões de um trio de crianças assassinadas no passado que a levam a investigar o que de fato aconteceu no passado, porém no final nem tudo é o que parece.

Tudo começa numa festa de drogados à noite na praia e somos apresentados à jovem Anna Ivers tendo um romance com o namorado Matthew Hendricks que leva ao início de um coito, porém com a cabeça cheia, Anna acaba terminando o ato antes mesmo de ser consumado e se embrenha pela floresta adjacente para cortar caminho para casa.

No meio da mata fechada, Anna acaba encontrando três sacos amarrados e ao abrir um deles movida pela curiosidade acaba encontrando o corpo de uma menininha de cabelo ruivo em estágio de decomposição. O corpo é tomado pelo espírito da pequena que vira sua cabeça de trás para frente e fiz diretamente para Anna não ir para casa.

Assustada, Anna corre pelo restante da floresta entrando em sua propriedade onde existe sua grandiosa residência adjunta à uma casinha de barcos e ferramentas onde também está isolada mediante a um internamento forçado, a mãe da jovem que padece de alguma doença degenerativa terminal precisando ficar um sino preso ao pulso para pedir por ajuda de longe e justamente neste momento, ela tem um ataque quando vê a filha chegar.

Quando Anna corre fazendo o caminho para casa temos fragmentos de lembranças embaralhadas onde Anna vê algo que a surpreende pela fechadura de uma porta, depois corta para a jovem com um regador cheio em mãos, a porta do quarto de barcos batendo com força e derrubando uma lamparina e finalmente Anna longe do local vendo-o explodir depois de um incêndio que acabou tirando a vida da mãe.

O filme tem uma transição para pouco mais de um ano depois e Anna que está em um hospital psiquiátrico por conta do trauma termina de relatar para o seu terapeuta, o doutor Silberling tudo o que se passou e que a levou a precisar de ajuda.

Acreditando que a paciente está mentalmente reabilitada, Silberling assina a alta de Anna que se despede de uma colega de um quarto adjacente ao seu que é nitidamente perturbada, mas que guarda uma relação carinhosa com a recém curada.

O pai de Anna, Steven a recebe animado do lado de fora e a leva para casa dando um livro recém lançado e escrito por ele com uma dedicatória dele para ela e também lhe dá alguns biscoitos feitos pela ex enfermeira, Rachel Summers que cuidou da falecida senhora Ivers.

De volta ao lar, Anna reencontra seu quarto intacto e ao olhar pela janela, vislumbra sua irmã Alex nadando no lago.

Depois de trocar de roupa para se encontrar com a irmã, Anna reencontra antes Rachel que deixa a entender que ela ganhou um lugar fixo na família já que ela passou a morar lá depois que a paciente morreu.

Finalmente fora de casa, Anna reencontra Alex que confirma que a enfermeira agora é madrasta delas, pois está noiva do pai e além disso, ela reclama pelo fato de que a irmã não respondeu as cartas que ela mandou pelo pai para o hospital psiquiátrico. 

Anna responde que não recebeu nada e Alex tira satisfações com o pai suspeitando que ele não enviou suas cartas, mas o homem a ignora totalmente a fazendo sair de casa para esfriar a cabeça.

De volta dentro de casa, Anna vai até a cozinha e descobre que Rachel redecorou o cômodo retirando de uma parede um quadro negro de anotações que era de mãe e que ela também se desfez de algumas lembranças antigas que ela considera inútil e diz que tudo está jogado no sótão.

Anna vai até o sótão e encontra as fotos da família em sua maioria as fotos de sua mãe com seu pai se revoltando. A jovem volta para seu quarto e acaba dormindo enquanto ouve musica pelo fone até a noite. Uma movimentação estranha pela fresta térrea da porta acorda Anna mas acaba silenciando momentaneamente.

A paz é quebrada quando Anna sente uma movimentação estranha vinda debaixo de sua cama e de lá surgem braços cadavéricos que se mexem tentando agarrar a jovem, mas a chegada repentina de Alex que estava em uma festa faz a manifestação cessar.

Anna e Alex tem uma discussão sobre como Rachel se aproveitou do cadáver fresco da mãe para seduzir Steven e que agora o pai delas está na mão da nova mulher como a um cachorrinho adestrado.

Na manhã seguinte, Anna e Rachel se esbarram na cozinha rapidamente e depois a jovem sai para nadar com Alex por um tempo e depois da diversão ela se reencontra com seu namorado Matt que aparece de lancha. O rapaz no entanto mal tem tempo para um remembre e acaba tendo que voltar por onde veio por ordem de Rachel.

Horas mais tarde, Anna tenta a contragosto ver um filme em família, mas a falsidade de Rachel com o pai a enoja a fazendo deixar a sala de cinema para ir à casa de barcos que fora reformada depois do incêndio.

Anna acaba tendo uma visão com o corpo da menininha do saco na floresta que no meio do breu se manifesta tomando a forma da incinerada mãe da jovem e esta aponta para Anna e a chama de assassina.

A visão se vai tão logo Alex chega e Anna diz ter visto a mãe e que ela tentou avisa-la de que Rachel provocou o incêndio, porém a irmã diz que a até então enfermeira estava de folga naquela noite.

As duas seguem confabulando na banheira dentro de casa por um bom tempo até que Rachel surge convidando Anna para sair e a leva até uma lanchonete onde a madrasta ostenta um colar de pérolas que ela diz terem pertencido a uma antiga paciente dela.

Rachel diz que precisa contar um segredo e segue dizendo em forma de indireta que todo mundo esconde um segredo do passado do qual nos envergonhamos e que o melhor é esquecer de tudo.

Quando o sinto da porta principal da lanchonete soa anunciando a chegada de um cliente, Anna tem uma visão com a menina do saco da floresta só que em sua forma viva, sentada sobre o balcão a encarando e depois ela desaparece misteriosamente.

Depois, Anna e Rachel vão até um pequeno mercado fazer compras e a jovem se afasta rapidamente indo até o estoque onde encontra Matt que trabalha lá como entregador. Anna marca um encontro urgente e nisso chega Rachel dizendo que não precisa mais dos serviços de entrega à domicílio do rapaz.

Horas depois, de volta à casa, Anna procura por Alex e a encontra revirando o closet de Rachel onde ela descobre um consolo e um estojo de couro cheio de seringas com sedativo pesado.

As irmãs saem no meio da noite para se encontrar com Matt junto à um barranco no lago mas o rapaz não aparece e então as irmãs voltam para casa para dormir.

Anna sonha com a menina fantasma da lanchonete que agora tem a companhia de dois meninos, um mais novo e outro mais velho que ela, sentados sobre o balcão encarando a jovem. Junto a isso, temos um fragmento de um sonho onde pelo buraco da fechadura de uma porta escorre sangue sem explicação.

Do nada, Matt aparece no quarto de Anna encharcado e com ferimentos nas costas por um acidente de percurso. O rapaz demonstra estar em pânico sabe-se lá por que ou por causa de quem e os dois se beijam e se tocam. Anna sente protuberâncias na coluna do namorado e este diz que a mãe dela tentou alerta-lo sobre algo que ele não consegue explicar, pois antes que isso fosse possível, a coluna de Matt se contorce para o lado o deixando saliente.

Assustada, Anna o abandona dentro do quarto e simplesmente amanhece do nada e ao retornar, Anna não encontra o namorado que só aparece horas depois, ou melhor, o corpo dele que é resgatado pela guarda costeira no fundo do lago perto da residência dos Ivers.

O xerife encarregado, Emery diz que o resgate encontrou Matt com sua coluna quebrada e se põe à disposição de Anna sabendo do trauma que ela carrega.

Depois que o xerife se vai, Anna diz ao pai que Matt veio vê-la na noite anterior e que ele disse ter visto algo na noite do incêndio que vitimou sua mãe e Steven a aconselha a deixar o passado em seu devido lugar.

Aos prantos, Anna tenta convencer Alex que ela viu Matt à noite e ambas entram num consenso de que Rachel deve ter matado o rapaz já que não ia com a cara dele e que havia dado um ultimato para ele não se aproximar mais de sua casa naquele dia no mercado.

Alex telefona para o conselho de enfermagem de onde Rachel supostamente saiu mas ninguém a conhece.

Anna vai até o quarto de Rachel que está se maquiando e muito friamente aconselha a enteada a realçar seus lábios com um bom e forte batom para ficar mais vistosa e oferece seu colar de pérolas para a jovem.

Sem papas, Anna a confronta dizendo o que acabou de descobrir de fontes confiáveis e ainda acrescenta que a única Rachel Summers que consta na documentação da madrasta e que também fora investigado de antemão é o nome de uma falecida professora de Nova Orleans. Por fim, Anna pergunta quem é Rachel de verdade.

Rachel fica sem reação e Anna diz que irá falar com o pai, mas a madrasta diz já ter falado com o noivo e ainda diz que foi uma péssima ideia do doutor Silberling tê-la dado alta mas ameaça manda-la de volta para o sanatório já que tudo está contra a jovem e ainda diz que ela não está disposta a perder tudo que conquistou.

Horas depois, ocorre uma luxuosa festa dentro da residência e Alex confidencia para Alex que está nas mãos de Rachel mas que irá arriscar tudo na manhã seguinte a denunciando para evitar um escândalo por agora e uma exposição ao ridículo em público que a faria ser taxada de louca.

Anna vai até a cozinha se colocando falsamente à disposição de Rachel que está tomando conta de um assado e pede à enteada para retirar o lixo.

Ao tirar o saco do cesto, Anna vê alguma coisa lá dentro que a faz começar a revistar o conteúdo, porém ela acaba derrubando uma lata de molho de tomate. Ao se abaixar para limpar a sujeira, Anna é pega de surpresa com a manifestação cadavérica da menina fantasma da lanchonete e do saco da floresta que diz que a jovem "é a próxima" e depois desaparece.

Rachel aparece logo sem seguida e ao ver o desastre no chão da cozinha arma uma cena apontando um garfo de destrinchar peru para a enteada em tom de ameaça fazendo Steven pensar que a filha teve um surto psicótico o que acaba encerrando o jantar abruptamente.

Mais tarde, Anna vai até o pai para revelar que Rachel mente sobre sua identidade e que ela está tentando separa-la dele. Steven ignora o apelo da filha e diz que irá se casar prontamente com a noiva.

Na manhã seguinte enquanto Steven sai para trabalhar, Rachel leva Anna e Alex para o sepultamento de Alex e lá, a jovem vê ao longe vê uma aparição da versão vivente da menina fantasma que a atrai para um jazigo não muito longe.

A menina se junta aos dois meninos da lanchonete que também são fantasmas e os três somem assim que Anna chega ao jazigo da família Wright depois de cair sobre uma vala rasa onde tem três lápides pequenas juntas cobertas por folhas secas. Os nomes dos falecidos: David, Samuel e Iris, sim eles são a trindade de fantasmas, os precocemente falecidos (no mesmo ano, aliás) irmãos Wright.

Depois do sepultamento de Matt, Alex se itera da recente descoberta da irmã e junto dela pesquisa pelo sobrenome das crianças na internet chegando a uma reportagem antiga datada de 1996 onde os irmãos Wright foram encontrados mortos em covas rasas e seus corpos tinham vestígios de um sedativo pesado cuja ministração era restrita à profissionais da área da medicina.

A sustância fora detectada pelo pai das crianças, Harrison Wright que era médico na época. A perícia constatou também que além de serem sedados, Iris e os irmãos foram repetidamente esfaqueados e depois de uma investigação minuciosa, a polícia chegou até a até então jovem babá das crianças de dezenove anos chamada Mildred Kemp.

Segundo a reportagem, Kemp se tornou obcecada pelos pais de Iris e os irmãos depois da morte da mãe das crianças em um acidente misterioso de carro. Kemp acabou desaparecendo depois que a situação ficou feia para ela.

As meninas encontram uma foto de Kemp da época e Anna reconhece o colar de pérolas que a suspeita porta e que ela sem sombra de dúvidas é Rachel mais jovem e que ela roubou o colar da senhora Wright. O que as meninas não sabem é que Rachel está ouvindo tudo atrás da porta.

Depois, as meninas vão ao quarto de Rachel cuja porta está trancada e Alex resolve chegar até lá pelo parapeito.

Estranhamente, a porta se destranca e Anna consegue entrar no quarto da madrasta que aparece com uma seringa de sedativo na mão e a jovem a desmascara a agredindo para evitar de ser espetada. No embate, Anna é jogada sobre a penteadeira da madrasta e a acerta com um vidro de perfume na cabeça.

Anna recupera o colar para usa-lo como prova e corre mas Rachel a segura pela perna sendo neutralizada novamente.

Sem tempo a perder, Anna vai até o quarto de Alex onde Rachel a alcança e tenta barrar a entrada, mas acaba tendo sua mão esmagada pela batida da porta que e trancada posteriormente.

Depois de encontrar Alex semi paralisada por conta do sedativo, Anna bloqueia a porta com a penteadeira para ganhar tempo e quase perdendo a consciência, Alex pede para a irmã procurar o xerife Emery e assim ela o faz saindo pela janela.

Alex rouba o carro de Rachel que consegue chegar ao estacionamento se jogando na frente do veículo mas a enteada consegue disparar até ficar fora de alcance.

Minutos depois, Anna deixar o xerife a par dos crimes de Rachel dizendo que ela é Mildred Kemp e apresenta o colar de pérolas como prova.

Emery pede que a garota espere enquanto ele vai checar o arquivo morto da delegacia para ver se encontra algo sobre a tal Kemp e deixa a menina sozinha em sua sala.

Anna acaba cochilando e sonha com sua mãe que se personifica em Rachel assim que ela acorda descobrindo que a madrasta chegou a delegacia, dobrou o xerife na conversa do surto psicótico e com a ajuda do mesmo a seda.

Rachel leva Anna para casa e a arrasta semi inconsciente até o quarto da jovem onde a despe e coloca uma camisola nela. A madrasta diz que a enteada matou toda e qualquer vontade que ela tinha de querer ser mãe desde que a conheceu.

Ainda meia grogue, Anna enxerga uma faca sobre a mesinha da cabeceira mas não consegue alcança-la pois recebe outra dose de sedativo e nocauteia.

Horas depois, Anna acorda e sai do quarto percebendo um rastro de sangue arrastado pelos corredores passando pela escada, seguindo pelo hall da casa e finalmente chegando até a área externa onde o rastro para na caçamba de lixo.

Ao abrir a tampa e um saco grande de lixo com respingos de sangue, Anna encontra o corpo de Rachel e Alex aparece com uma faca ensanguentada e a camisola completamente idem e a jovem diz ter feito o que devia.

Steven chega no mesmo momento e Anna revela que Alex a salvou de Rachel e que a madrasta é a responsável pelo incêndio que matou sua mãe. Insana, Anna pede à irmã que confirme o que ela disse para o pai e Steven diz que não pode ver Alex por que... ela está morta! A menina na verdade morreu no incêndio junto com a mãe.

A revelação se confirma quando Anna se vira para o lado, não vê Alex apenas enxerga ela sozinha e com a faca do crime em sua mão. Ela visualiza Alex sobre o reflexo da porta espelhada da entrada principal da casa, porém a imagem da irmã se desfigura personificando a si mesma refletida e com a camisola completamente ensanguentada.

Anna recupera suas memória reprimida pelo trauma e através de um flashback os fragmentos do início do filme se juntam como peças de um quebra-cabeças e o que aconteceu de fato foi o seguinte: vocês se lembram que Anna deixou um coito na praia para voltar para casa, pois ela estava preocupada demais com a mãe para se concentrar.

Após o ataque da mãe na casa de barco, Anna foi correndo até sua casa para pedir socorro para o pai e ao visualizar através do buraco da fechadura da sala de cinema, ela viu o pai transando com Rachel. Tomada pelo ódio da negligência e desrespeito de Steven para com sua mulher, Anna se dirigiu de volta à casa de barco, encheu um regador com combustível e acabou deixando a mangueira respingar no chão.

Anna encontrou Alex no caminho e ao dizer o que viu, bateu a porta principal com tanta força que uma lamparina caiu dando início à um incêndio. Alex em pânico tentou fazer o que pode para ir até a mãe numa tentativa vã de remove-la de seu leito antes que fosse tarde demais, porém quando Anna estava no meio do caminho para casa, a casa de barcos explodiu sobre seus olhos e é isso, a culpa a corroeu, ela enlouqueceu e reprimiu suas lembranças desde então.

Outras lembranças soltas permeiam a cabeça de Anna que se lembra que foi ela na noite do encontro com Matt que o matou jogando-o do barranco e que por isso ele quebrou a coluna na queda e caiu no lago, pois ele viu o que a namorada fez na noite da explosão e por isso a assombrou.

Anna também se lembra que antes do suposto que supostamente Rachel aplicou nela, ela havia pego uma faca na cozinha e é a mesma que ela escondeu na mesa da cabeceira e que usou para matar Rachel.

O xerife Emery aparece para remoção do corpo da madrasta de Anna e diz que cruzou os dados da carteira de motorista da mulher com alguns dados que ela encontrou no arquivo da polícia e descobriu que anos antes ela tinha uma relação abusiva com um ex marido e por isso ela acabou entrando no serviço de proteção à testemunha mudando de nome, mas nada a ver com Mildred Kemp, esta pessoa não existe assim como a história dos irmãos Wright, tudo foi criação da mente de Anna que idealizou Rachel como uma tirana assassina em série quando a mesma na verdade era inocente além de imaginar que Alex estava viva, também fruto de seu remorso.

Anna é algemada e volta a ser internada no hospital psiquiátrico onde reencontra-se com o doutor Silberlang. A jovem diz que assim como ele sugeriu ela terminou o que tinha começado e diz isso enquanto recorta a cabeça de Rachel de uma foto de família.

A jovem também reencontra sua colega de quarto loucona do início do filme que lhe dá as boas vindas agarrada a um colar de pérolas e retorna ao seu quarto. Quando a porta do mesmo se fecha descobrimos que a paciente se chama... Mildred Kemp...

E é isso, Mildred foi a inspiração para o suposto verdadeiro nome de Rachel e toda aquela história dos irmãos Wright foi criação da mente de Anna e se for parar para analisar isso é plausível pois o pai dela deu um livro de presente no dia que ela recebeu alta dizendo ter sido escrito por ele, logo ele é escritor e arrisco a dizer que a área dele era a de crônicas policiais, o que explica a veia criativa que Anna herdou dele, pois cada detalhe de seus devaneios tornaram a história da babá assassina coesa aos espectadores.

O filme chamou bastante atenção na época pelo plot twist a lá M. Night Shyamalan de Sexto sentido ou ainda Alejandro Aménabar de Os outros, cuja revelação ficou muito bem escondida uma vez que a gente fica tão imerso na fanfic de Anna que não prestamos total atenção do que é real.

Se você pega o filme para ver com atenção uma segunda vez você percebe algumas nuances que entregam na cara a verdade como por exemplo a falta de interação direta de Steven e mesmo Rachel com Alex. A gente até entende que a garota era rebelde e deveras ativa mas não havia um motivo plausível para ela ser esquecida (ain mas Steven estava hipnotizado de amor pela Rachel... amigo, foda-se, isso não é motivo plausível).

A trama é mediana no quesito qualidade técnica já que os efeitos poderiam ter sido melhor, o início é muito bem feito e frenético mas depois quando Anna volta para casa a história puxa o freio e fica um bom tempo enfadonha e com cenas de susto forçados só ganhando força depois que o Matt faz uma aparição como fantasma e depois morre.

As atuações estão de parabéns, e o meu destaque vai para Emily Browning, a Violet do filme Desventuras em série com Jim Carrey e o icônico Navio fantasma onde ela deu vida à menina fantasma Katie, fora a participação rápida no também filme de terror No cair da noite de 2003, neste caso interpretando Anna, talvez a sua melhor performance? Eu acredito muito que sim, ela deu um a aula e conseguiu me fazer de trouxa o tempo todo apesar de eu ter tido as minhas suspeitas e olha que eu já tinha visto uma crítica do filme mas meu subconsciente simplesmente enfiou o spoiler no ralo, eu não lembrava realmente da reviravolta.

Agora voltando ao ano de 2003, chegamos ao filme que deu origem à tudo e como eu disse, a história é bem diferente começando pelo fato que não existe um Matt e não existe a história dos irmãos fantasmas, muito pelo contrário, o filme original cujo nome é A tale of two sisters explora com mais intensidade a relação familiar, tanto que a maior parte da trama se passa entre quatro paredes e tem um desenrolar parecido com o remake, mas é muito mais complicado de se digerir, portanto se você piscar o olho um único segundo você perde informação.

Antes de começar farei o contraponto dos nomes das personagens para que vocês entendam quem inspirou quem.

Começando por Bae Soo-mi que é a contraparte de Anna que ao contrário de sua versão ocidental ela é mais ativa e áspera com todos. Bae Soo-yeon é a irmã caçula de Soo-mi, ao contrário de Alex, ela é totalmente passiva, introvertida e muito apegada à irmã. Bae Moo-hyeon é o pai das meninas, muito mais passivo que Alex sempre tenta se aproximar de Soo-mi depois que a filha recebe alta do hospital psiquiátrico mas não tem iniciativa. E finalmente Eun-joo que é a madrasta da história e ao contrário de Rachel ela não é hipócrita, ela fala na cara e é detestável até os fios de cabelo.

O filme abre diretamente na clínica psiquiátrica e bem mais rapidamente Soo-mi recebe alta depois de uma avaliação e volta para casa com Soo-yeon que também esteve internada. Ambas juntas sem o pai voltam para sua casa que é bem menor que a dos Ivers e fica no campo invés da praia.

Na primeira noite de volta à casa, tanto Soo-mi quanto Soo-yeon tem um sonho sobrenatural com uma fantasma de sua falecida mãe (uma personificação pálida de cabelos cumpridos e escuros tal qual a Kayako de Ju-on / O grito mas com a adição de sangue jorrando entre suas pernas o que indica que a aparição foi inspirada na mesma figura lendária que deu origem às personagens já mencionadas e no final da resenha vocês vão entender o por que) o que faz com que a caçula vá dormir ao lado da irmã mais velha.

Na manhã seguinte, tanto Soo-mi quanto Soo-yeon e até mesmo Eun-joo acordam menstruadas e quando Soo-mi vai até o banheiro buscar absorventes, é aí que a madrasta é irônica ao dizer que as três foram premiadas ao mesmo tempo e é odioso como ela é sínica.

Pouco tempo depois, Soo-mi acaba encontrando algumas fotos antigas da família em um quarto de despejo e uma delas revela que Eun-joo era enfermeira e que tomava conta da mãe das meninas quando ela estava com uma doença terminal.

Outra descoberta que Soo-mi faz é que sua irmã tem hematomas nos pulsos o que indica que Eun-joo a maltrata porém a menina não confirma e nem nega. Ao confrontar Eun-joo, Soo-mi é obrigada a aguentar que aquelas marcas são uma vingança pessoal da madrasta por alguma má criação da caçula.

Anoitecendo, os tios das meninas Sun-kyu e Mi-hee são convidados para um jantar apenas entre eles e Moo-hyeon e Eun-joo que se comporta de forma estranha rindo, falando alto e mencionando lembranças em família que segundo o tio não existe, ele não se lembra e isso causa um climão principalmente com o dono da casa que de tão passivo não consegue simplesmente não consegue mandar a mulher aquietar o priquito.  

De repente, Mi-hee tem uma convulsão caindo da cadeira e ao ver um vulto embaixo da pia acaba tendo um ataque de pânico que a faz vomitar um toró de sopa e quando volta a si mais calma, menciona ter visto uma menina debaixo da pia.

Quando Eun-joo se abaixa para procurar apenas encontra uma piranha de cabelo porém, antes de por as mãos no pertence acaba perdendo-o para a tal menina que é um fantasma.

Horas depois da visita ir embora, encontra um de seus periquitos de estimação morto ensanguentado e suas fotos da época que era enfermeira rasgados e com o rosto dela pintado com marcador permanente em casa uma.

Acreditando ser obra de Soo-yeon, Eun-joo a castiga a prendendo no guarda-roupa do quarto da menina, mas Soo-mi a tira de lá e ao encontrar o pai enterrando um segundo periquito morto revela os maus tratos que a caçula sofre e sem saída, Moo-hyeon ordena que a filha reaja sobre o que está dizendo, por que Soo-hyeon... está morta!

Soo-mi se nega a acreditar pois a irmã está do lado dela e as duas tem um surto nervoso.

Na manhã seguinte, Eun-joo arrasta um saco ensanguentado pela casa e bate nele sendo flagrada às escondidas por Soo-mi que acredita que a irmã foi assassinada e está naquele saco.

Eun-joo se afasta por um tempo do saco e vai até a área externa da casa para pegar uma estátua de pedra sólida enquanto Soo-mi tenta abrir o saco assim que vê a brecha, mas a madrasta aparece na hora tentando esmaga-la.

As duas acabam se agredindo e Soo-mi bate a cabeça sobre um armário e acorda um tempo depois sendo descoberta por Moo-hyeon, porém quando vemos, é Eun-joo e não Soo-mi e logo atrás aparece uma mulher misteriosa usando um traje azul escuro.

Aquela quando se revela é na verdade Eun-joo, uma pessoa totalmente diferente e aquela que pensamos ser a madrasta se transfigura em Soo-mi.

A verdade é que o tempo todo, Soo-mi e o pai estiveram na casa sozinhos, a verdadeira Eun-joo sabendo do mal que causaria sua presença na casa com a volta da enteada acabou viajando. Aquela Eun-joo que vimos até agora era uma personalidade alternativa criada por Soo-mi assim como ela criou uma projeção da irmã.

Em miúdos, na noite do jantar com os tios, era Soo-mi o tempo todo e não Eun-joo e ela criou em sua mente todas aquelas situações. Assim como Anna no remake, Soo-mi sofre de transtorno de personalidade Bordeline e uma grande prova disso foi a menstruação tripla que de tripla não tinha nada, apenas Soo-mi havia sido premiada.

O suposto corpo que Soo-mi batia no saco personificando sua madrasta era apenas bonecas de porcelana e foi ela mesma que assassinou a sangue frio os periquitos de Eun-joo.

Soo-mi é mandada de volta para o sanatório onde a madrasta a visita e tenta um novo recomeço, mas a garota aperna seu braço similar àquele que supostamente ela encontrou no pulso de Soo-yeon.

De volta à casa do marido, Eun-joo é atraída por assobios semelhantes aos costumeiros de Soo-mi até o quarto da enteada falecida cujo fantasma se manifesta dentro do guarda roupa entre os edredons fazendo com que eles expilam uma gosma densa e branca e Eun-joo é assassinada.

De longe, Soo-mi sente que sua vingança foi consumada e sorri.

Entramos em um flashback de poucos anos atrás quando a mãe das meninas era viva e esta acabou descobrindo que o marido era infiel com Eun-joo que era sua enfermeira sem ter a menor consideração pelo seu estado e tomada pelo ressentimento ela acabou se enforcando dentro do guarda-roupa de Soo-yeon.

A menina por sua vez encontrou o corpo da mãe e ao tentar sacudi-lo, o guarda-roupa caiu sobre as duas a prendendo o que a forçou a se debater com a pouca força que tinha.

Geral ouve o ruído abafado mas ignora, menos Eun-joo que acaba chegando ao quarto e simplesmente negligencia ajuda pelo medo, se afastando. No caminho, ela encontra Soo-mi que a trata rispidamente e a enfermeira diz que a jovem vai se arrepender de sua atitude.

Soo-yeon exala seus últimos suspiros acabando por morrer solitariamente.

Soo-mi sai a casa e caminha pela campina com um semblante apático. A cena entra numa transição do colorido para o preto e branco e a câmera fecha um close no rosto da garota conforme os créditos aparecem...

Ufaaa, é isso, um desfecho mais puxado para o sobrenatural como todo filme de terror asiático que se preze.

Aliás, como eu disse lá em cima na parte do sonho da mãe fantasma das irmãs Soo? Aquela personificação tem toda pinta de ter sido inspirada na lenda da Onryõ, um espírito vingativo que se origina da violência (não importa o tipo) e passa a assombrar uma casa a partir de sua morte amaldiçoando à todos que nela estão. A única diferença da descrição da Onryõ para a fantasma da mãe das Soo é que esta usava um camisolão preto e não branco, mas detalhes...

Como eu disse, o filme de 2003 é mais focado na relação da família Bae e por isso se concentra 99% do tempo dentro da casa e por isso a duração é de mais ou menos meia hora a mais que o remake, mas nem por isso é arrastado, ao contrário, a trama é fluída e carrega uma atmosfera perturbadora o tempo todo com uma trilha sonora imersiva e incômoda.

Os personagens são deveras misteriosos e protagonizaram momentos celebres ainda que no final tudo tenha sido um teatro muito bem arquitetado por uma mente doentia e tão criativa quanto a de Anna da versão de 2009.

Desta vez eu não consigo definir uma versão preferida, porém narrativamente falando eu gostei mais da reviravolta do remake por conta da simplicidade e de como tudo ficou muito bem escondido e chegou aonde chegou e no final tudo foi muito bem costurado sem deixar nenhuma ponta solta. O original no entanto me deixou com um nó na cabeça e eu tive que dar uma pesquisada para entender cada gotinha de informação, pois como eu disse no início da resenha da versão original, uma piscada e você perde.

E é isso no final; as duas versões tem o seu valor, cada uma aborda um subgênero diferente com sua própria história sem deixar a essência de lado e até parecem filmes opostos se não tivessem a mesma ideia em comum: duas irmãs, muito mistério e um cenário onde nem tudo é o que parece.

 

Trailer (Versão de 2003): 


 

Trailer (Versão de 2009):


 

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