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Aqui no nosso point você encontra resenhas, curiosidades, trailers e críticas dos mais variados subgêneros de filmes de terror de todos os tempos. Tudo muito bem explicado para poder atender á vocês da melhor forma possível. Antes de mais nada, estejam cientes que todas as nossas resenhas CONTÉM SPOILER! Por isso, desfrute do nosso conteúdo em sua totalidade por conta e risco. Minhas críticas não são especializadas, eu sou apenas um cinéfilo entusiasta e tudo que eu relato nos parágrafos referentes as resenhas é puramente minha opinião pessoal, por isso sintam-se a vontade para concordar ou discordar mas mantendo a compostura no campo dos comentários ao final da postagem da semana. O cronograma deste blog segue as postagens de sábado sem hora definida e este ciclo só é quebrado tendo mais de uma postagem na semana em caso muito especial como por exemplo lançamentos. Preparados? então, apaguem as luzes, preparem um balde enorme de pipoca, garanta seu refrigerante e bom divertimento!

sábado, 4 de julho de 2026

Espíritos 2 - Você nunca está Sozinho / Alone / Faet (2007)

 

Depois do sucesso do clássico Espíritos, a sequencia (entre muitas aspas já que o título original não tem nada a ver com o clássico de 2004 e só recebeu o nome de Espíritos 2 por aqui por conta do sucesso do antecessor para que a suposta continuação vendesse apenas pelo título BR, um belo click bait diga-se de passagem) saiu apenas três anos depois trazendo outra boa trama que infelizmente não conseguiu chamar a atenção e é deveras esquecida.

Na história acompanhamos uma dupla de irmãs gêmeas siamesas passam por uma cirurgia de separação onde uma delas acaba morrendo. Anos depois, a sobrevivente volta à sua cidade natal e é aterrorizada pelo fantasma de sua irmã que quer vingança por conta de uma promessa não cumprida.

O filme abre no passado com uma mulher que é mãe de duas pequenas meninas gêmeas idênticas que nasceram unidas pelo estômago costurando dois vestidos os unindo em um toda feliz da vida.

A cena corta para o presente e somos apresentados a agora mulher Pim, uma das gêmeas agora separada vivendo em Seoul andando pela sua casa silenciosa e escura até chegar a sala de estar onde é surpreendida por seu marido Wee e seus amigos com uma festa de aniversário.

Durante a comemoração, uma amiga cartomante de Pim tira a sorte nas cartas e diz que a jovem tem uma promessa não cumprida com alguém especial para ela.

Depois da festa, Wee recebe uma ligação da Tailândia relatando que a mãe de Pim teve um AVC e a avisa de pronto.

Sentindo-se culpada por ter se mudado para tão longe, Pim toma o primeiro voo para sua cidade natal com Wee e durante a viagem, tem um sonho com o dia em que passou pela cirurgia que a separou de sua irmã Ploy que ocorreu por insistência da mulher de Wee na época.

Horas depois do voo, Pim vai ao hospital onde sua mãe está internada para visita-la e como não tem muito o que possa ser feito no momento, ela vai para sua casa da infância com o marido e as lembranças de Ploy com quem ela fazia dueto ao piano quando eram crianças permeiam toda a casa.

Depois, Pim vê os vestidos que ela usava quando era ligada à irmã, seus brinquedos inclusivos como uma dupla de bailarinas de uma caixinha de música customizadas para parecerem siamesas e as fotos de infância trazendo à tona as recordações.

Com a chegada da noite, Pim se prepara para ir dormir e percebe que um símbolo de infinito se formou no espelho do banheiro com o vapor da água quente.

Ao se deitar, Pim percebe um olho fantasmagórico aparecer no pé da cama a fazendo acordar Wee pelo susto.

Na manhã seguinte, Pim volta a visitar a mãe para perguntar com ela para ter ficado doente mas como a velha não consegue se comunicar, a jovem resolve perguntar à Noi, a cuidadora da mãe que diz que a patroa chorava o dia todo em seu quarto como se estivesse com medo de algo.

O estado da mãe de Pim piora com o passar do dia. Pim volta ao hospital à noite e enquanto espera por notícias ela acaba derramando café em sua camisa e no meio do nada, a cicatriz deixada pela cirurgia de separação começa a sangrar muito mas a jovem tem um estalo e percebe que aquilo foi só uma alucinação.    

Finalmente atendida, Pim descobre através do médico que sua mãe saiu do estado crítico mas entrou em come e então a jovem volta para casa.

Na manhã seguinte, enquanto procura por seu cachorro de estimação, Lucky para alimenta-lo, Pim o encontra latindo para a janela e ao se virar para ver o que é ela percebe uma sombra negra impregnada que a faz se desequilibrar e bater e cabeça.

Pim acaba sendo internada e fica aos cuidados de Wee. Quando ela se acorda, vai até o banheiro e acaba vendo o fantasma de Ploy refletido num espelho o que a faz surtar e bater com a base do cateter sendo contida por Wee.

Mais calma, Pim diz ter visto o fantasma de Ploy e que sente que sua gêmea ainda está com ela mas o marido sugere que ela procure fazer terapia.

Quando Pim recebe alta, Wee apresenta para ela seu amigo de Seoul, Danai que é psiquiatra e fula, Pim sai da casa e entra em seu carro dando a partida de ré com tanta velocidade que ela acaba passando por cima de Lucky que morre na hora.

Resolvida, Pim vai ao consultório de Danai, passa por ressonância e pelo teste de Rorschach, aquele dos borrões. Pim fala sobre a promessa que ela fez à Ploy de que elas sempre ficariam juntas.

Entramos num momento de flashback onde vemos as pequenas Pim e Ploy convivendo felizes pregando peças inocentes na mãe como quando uma ficava doente a outra tomava o lugar da outra na hora de tomar o remédio mesmo estando sadia. Em outro momento, vemos que as meninas não conseguiam se enquadrar entre as outras crianças pois eram vistas como aberrações e que por isso viviam sozinhas.

A cena volta algumas horas depois, no presente e Pim caminha pela praia melancólica e ao se virar para trás vê um par de pegadas formadas ao lado das pegadas dela.

Depois, quando Pim volta para casa, ela vê o fantasma de Pim sem os olhos e com as orbitas sangrando falando com Wee. A fantasma se vira para Pim que acorda revelando que este último evento foi apenas um pesadelo.

Pim tenta dormir novamente, mas acaba vendo o fantasma de Ploy enforcada na hélice do ventilador de teto. A jovem fica paralisada e Wee acorda a tentando fazer reagir.

Na manhã seguinte, Wee procura Danai para falar sobre a esposa e o psiquiatra diz que gêmeos tem um vínculo sobrenatural e que quando um morre o outro sofre pelo apego.

Ao voltar para casa, Wee encontra Pim tentando se auto medicar com um monte de comprimidos e Danai sugere transferir a paciente para Seoul.

Vemos um flashback com o momento que Pim e Ploy foram internadas no hospital dias antes da cirurgia acontecer e elas acabam encontrando um jovem paciente cadeirante com um talento nato para a ilustração. O jovem acaba ficando tão fascinado pela condição das gêmeas que passa a desenha-las às escondidas, porém o desenho acaba indo parar nas mãos das garotas que se aproximam do rapaz dando início a uma bela amizade. E o rapaz era ninguém menos que Wee. 

De volta ao presente, Wee toma conta da sogra no hospital e a senhora acaba saindo do come agitada ao mesmo tempo que Pim em sua casa ouve um ruído vindo do piso superior e ao subir para verificar ela encontra os óculos de Ploy sobre a penteadeira.

Em pânico, Pim toma vários comprimidos e vai até a banheira para tentar relaxar até que repentinamente, um braço cadavérico emerge da água e puxa Pim pelo pescoço tentando afoga-la mas a jovem se livra.

Pim acaba ficando no escuro e desce até o hall com o uso de uma lanterna e ronda todo o lugar até chegar ao piano que toca brevemente a fazendo derrubar a lanterna sem perceber a presença do fantasma de Ploy enforcada e ao se vira fica cara a cara com ela.

No meio do pinote, Pim se choca com Wee e diz ter visto Ploy o que dá início a um papo entre os dois sobre o que Danai falou sobre o apego entre os gêmeos.

Vemos um flashback da época da internação das gêmeas em que Pim e Wee trocam olhares apaixonados pela primeira vez o que fez Ploy se sentir excluída e conforme os jovens começaram a ter um romance, Ploy começa a nutrir um ódio por Wee passando a ser controladora com a irmã.

Certo dia, após ser operado, Wee recebe alta e aguarda para se despedir de Pim, mas Ploy recusa-se a levantar da cama impossibilitando a irmã de deixar o quarto com ela e com isso, Pim resolve que quer definitivamente se separar da gêmea, mas Ploy começou a se recusar a passar pela operação movida pelo ciúmes e pelo sentimento de posse da irmã.

De volta ao presente, Pim visita o túmulo de Ploy com Wee e depois vai até o hospital onde ao tomar o elevador, ela vê o reflexo da irmã na porta da cabine abraçando o seu reflexo mas desaparece quando a jovem se concentra.

Pim volta para casa com um novo cachorro da mesma raça e cor que Lucky além do mesmo nome, o que faz Wee discutir com ela tentando faze-la reagir de que aquele não é o Lucky original.

Passam-se alguns meses, e um certo dia, a chuva se aproxima e Wee vai até o antigo quarto de infância das gêmeas para fechar a janela e encontra tudo bagunçado. O rapaz se abaixa para pegar algo que caiu debaixo da cama e sente que há alguém em cima pulando. Com muita dificuldade, Wee se arrasta para fora da cama e  não encontra ninguém.

Wee acaba encontrando um velho desenho que ele fez de Pim e Ploy e que Ploy havia rasgado de raiva e isso desencadeia um embate entre o casal.

Vemos um flashback em que Ploy tenta se matar com uma overdose de remédios para que Pim morra junto mas ela acaba sendo descoberta e impedida pela mãe e pela irmã.

Na cena seguinte acontece a cirurgia de separação e no presente, Pim revela para Wee que Ploy também estava apaixonada por ele e por isso sofria.

Mais tarde, Pim tem insônia e acaba vendo o fantasma de Ploy na cama e corre dela.

Na manhã seguinte, Pim procura Danai e o psiquiatra diz que a jovem está sofrendo de fortes alucinações e que ela deve parar e encarar a realidade da morte da irmã.

Revoltada, Pim pega um trem de volta para casa, pega as coisas de Ploy e queima tudo. Ao revirar o armário com as roupas siamesas, Pim vê o fantasma de Ploy e dá o pinote até seu carro.

Pim é perseguida pela fantasma e acaba colidindo com a estufa da mãe, mas escapa apenas com ferimentos leves. Ao se recompor, Pim vê a fantasma de Ploy ligada a ela.

Do nada, surge Wee para consolar a esposa, mas acaba que ele é outra alucinação que se transfigura em Ploy que tenta se religar à irmã que se afasta.

O teto da estufa cede e os estilhaços de vidro caem sob Pim que desmaia.

O Wee de verdade aparece logo depois encontrando Pim desacordada e a leva para casa onde ela acorda e a consola percebendo o acento ao lado da esposa afundar como se alguém estivesse sentado ao lado.

Wee leva Pim ao hospital e vai até o quarto da sogra que aponta para algo atrás do rapaz e sussurra algo o fazendo correr no meio de um toró à noite até o túmulo de Ploy descobrindo que na verdade quem está enterrada lá é Pin e o que prova isso é que Ploy quando era jovem fez uma cicatriz no dedo da mão com uma navalha, o que significa que a mulher com quem ele está casado só pode ser a Ploy vivendo a vida da irmã!

Sem perda de tempo, Wee volta para casa e a falsa Pim diz que recebeu uma ligação do hospital informando que sua mãe acaba de morrer depois de uma piora repentina.

Entramos numa cena em flashback onde vemos a falsa Pim no leito da mãe tentando tirar a máscara de oxigênio da velha.

Wee esfrega na cara da mulhher os óculos de Ploy que ele encontrou no túmulo revelando saber que na verdade Pim foi quem morreu, justamente foi o que ele ouviu da sogra e exige saber como sua verdadeira mulher morreu.

Em surto, Ploy insiste ser Pim e nisso, entramos num flashback onde a verdadeira Pim agora separada briga com Ploy dizendo que a irmã é um fardo na sua vida amorosa e num acesso de fúria, Ploy enforca a própria irmã até ela morrer e pouco depois sua mãe chega no quarto encontrando o corpo e por isso passou a odiar a filha sabendo da usurpação de identidade desde então.

De volta ao presente, Wee despreza Ploy e tira dela o pingente que ele acreditou ter dado para sua verdadeira esposa e se retira, porém no meio do caminho é acertado na cabeça perdendo os sentidos. Wee acorda amarrado e amordaçado numa cadeira.

Ploy aparece usando seus óculos e diz que todo mundo tinha favoritismo pela Pim e que depois que ela morreu sua mãe nunca mais lhe dirigiu a palavra  que acabou resultando no assassinato da velha pelas mãos de sua única filha.

Depois, a louca tenta aplicar uma dose cavalar de insulina em Wee mas a agulha quebra no processo e depois, ela tortura o marido jogando em cima dele a pele da cabeça do Lucky número dois e pergunta por que aquele não poderia ser o Lucky original.

De repente, alguém aparece no portão e é Noi, a cuidadora alegando ter esquecido seu celular dentro da casa mas que não se lembra onde. Ploy faz o possível para não deixar a empregada entrar e isso dá tempo para Wee se soltar e se esconder.

Ploy descobre a fuga do marido e o caça pela casa ameaçando incendiá-la já que boa parte do assoalho está coberta de gasolina.

Wee aparece agarrando Ploy pelo pulso e luta contra ela fazendo o isqueiro da louca cair aceso começando a queimar o assoalho.

O fogo se espalha e o casal segue lutando até acabarem rolando pelas escadas onde Wee torce a perna enquanto Ploy bate a cabeça e fica inconsciente.

Wee se arrasta até a geladeira para se levantar mas percebe que o osso de seu fêmur se rompeu. Ele pega uma ampola com anestésico e se auto injeta para conseguir fugir do fogo encontrando o corpo de Noi no caminho.

Ploy que já acordou se põe no caminho e bate em Wee com um abajur mas o rapaz segura a base e joga a louca para longe. Wee volta a se arrastar e Ploy o agarra pela perna ferida tentando agravar a fratura, mas o rapaz que está no meio de uma porta a bate no braço da louca a fazendo soltar.

Ploy no entanto volta a agarra-lo e os dois tem um segundo embate onde Wee tenta acerta-la com um soco mas paralisa ao vê-la sem os óculos lembrando a Pim. Sem escrúpulos, Ploy o golpeia e sobe em cima dele e acaba vendo o fantasma de Pim sobre o rapaz.

Aproveitando a brecha, Wee joga uma cômoda sobre Ploy que é esmagada e fica presa.

Wee consegue se arrastar para fora da casa que já está completamente consumida enquanto Ploy acorda e se debate. Nisso, aparece o fantasma de Pim que se deita sobre Ploy a fazendo gritar.

Algumas tábuas em chamas se soltam do teto caindo sobre a cômoda a consumindo completamente enquanto temos um vislumbre de todas as lembranças das gêmeas sendo tomadas pelas chamas e suas memórias de seu amor fraternal desde o nascimento até a fatídica separação.

Dias depois, Wee já recuperado vai até o cemitério visitar o túmulo visitar o túmulo onde agora a verdadeira Ploy descansa junto de Pim cumprindo a promessa de ficarem sempre juntos e o rapaz deposita o pingente da amada sobre o altar, agora sim para sua legitima mulher, o grande amor de sua vida...

O filme é muito promissor, tem toda a atmosfera de um bom filme de terror asiático sobrenatural com uma história instigante, um plot twist imprevisível e muito jumpscare que funciona.

Os efeitos de CGI são medianos mas até que são bem poucos então não incomodam.

O ritmo da trama é muito bom, as atuações são boas e garantem uma boa parcela de susto que prende o espectador na frente da tela até o final.

Não tem muito o que dizer, o filme vale cada segundo e para mim pelo menos segue a excelência do primeiro e só não virou uma franquia por que realmente o apego ao original pesou, isso é um fato.

Trailer:


 

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