Desta vez eu trago um lançamento de pouco mais de uma semana aproveitando a adesão que o filme vem sofrendo desde o lançamento dividindo opiniões desde as alegações de ser mais um filme genérico de terror que mistura de tudo um pouco e não ter nada de múmia na obra até as boas críticas o considerando como o melhor filme do gênero até o momento.
Dirigido por Lee Cronin de A morte do demônio: A ascensão e ainda este ano sua sequência A morte do demônio: Em chamas, o filme narra a epopeia de uma família americana em Cairo no Egito para encontrar a filha mais nova que fica desaparecida por oito anos e é encontrada sob circunstâncias muito estranhas.
Sem saber que estão lidando com uma grande ameaça, os pais da menina reencontrada nos dias atuais, acabam lutando pela vida e pela sua sanidade enquanto tentam descobrir o que de fato aconteceu no dia do sequestro da menina e por que ela está em um estado tão decadente tanto física quando psicologicamente.
O filme começa com uma família egípcia formada pelos pais e três físicos fazendo o caminho de volta para casa no meio do deserto cantando ao som da música que toca no rádio. Todos empolgados com exceção da mãe que tudo o que quer é um pouco de paz depois de um dia aparentemente estressante.
Ao chegarem em casa, a família descobre que seu passarinho de estimação foi severamente atacado por algo ou alguém e que está agonizando numa poça de seu próprio sangue.
Fria, a mãe agarra o bichinho e num ato de misericórdia ela acaba com o sofrimento do passarinho.
Pouco tempo depois, a mulher e o marido vão até uma espécie de sítio arqueológico onde há um tipo de pirâmide negra quase que totalmente soterrado e eles adentram ao achado onde há um sarcófago igualmente negro com uma múmia legítima dentro.
Esta, acaba despertando agitada e através de uma força sobrenatural, um cabo de metal com garras é lançado e perfura o pescoço do homem que morre rapidamente.
Depois da introdução, o filme corta para a família Cannon formada pelo jornalista Charlie, sua mulher e enfermeira Larissa e seus dois filhos pequenos Sebastian e Katie.
Enquanto Lari se prepara para mais um dia no hospital de Cairo, Charlie repassa a tabela de código morse para Katie que é escoteira e precisa aprender direitinho para ganhar um broche.
Ao mesmo tempo, o patriarca vê uma reportagem sua no noticiário local, até que as crianças acabam tendo um arranca rabo por que Sebastian usou uma boneca da irmã como experimento de para quedas a jogando do alto da varanda e os pais acabam apartando.
Katie acaba ficando irritada com o pai por que ele não chamou a atenção do filho mais velho e vai para o jardim brincar sozinha até que uma mulher misteriosa aparece e dá a entender que a menina já a conhece.
Enquanto Charlie está distraído ao telefone, a mulher cujo rosto não vemos, diz que irá fazer truques de mágica para a pequena amiga. Depois de fazer um ilusionismo barato de parquinho, a mulher oferece chocolate e logo depois uma maçã para Katie.
Sem se fazer de rogada, Katie toca a maçã e a mulher pede perdão pelo que vai fazer à pequena e começa a conjurar algum tipo de feitiço que faz com que um inseto saia da maçã e corra para dentro da boca da menina que começa a sufocar até ficar pálida.
Depois de terminar o telefonema, Charlie encontra algumas embalagens de chocolate idênticas a que a mulher misteriosa deu à Katie escondidas no armário da menina e Sebastian diz que foi uma amiga da irmã que as deu e que a menina está no final do jardim brincando.
Charlie sai rapidamente para procurar por Katie mas não a encontra onde deveria estar, mas percebe que a tela do jardim está rompida deixando claro que a caçula foi abduzida. Rapidamente, ele corre pelo vilarejo perguntando aos populares se eles viram a filha.
Ao chegar ao comércio, Charlie vê a mulher misteriosa carregando um grande pacote que parece ser Katie e a segue no meio de uma forte tempestade de areia até perdê-la por conta de uma explosão de areia.
A cena corta para a delegacia do Cairo onde o delegado solicita o trabalho de detetive e tradutora da agente Zaki Dahlia para atender aos Cannon que vieram denunciar o desaparecimento da filha menor.
O delegado demonstrando zero interesse e zero empatia pelo sofrimento de Charlie e Lari insinua que a menina sofreu algum tipo de morte acidental por negligência dos pais e isso provoca a ira de Charlie que só falta quebrar o lugar todo.
Passam-se oito anos sem que os Cannon tenham qualquer resposta do paradeiro de Katie e eles agora vivem em Albuquerque no Novo México e atualmente eles tem uma filha de exatos oito anos chamada Maud e moram com a mãe de Lari que é mexicana e católica fervorosa conduzindo a oração de graças no jantar além de ser bem humorada e notoriamente apegada à nova caçula.
Enquanto isso, no deserto do Cairo, um garoto para sua pedalada para consertar sua bicicleta até ouvir o ruído de uma explosão não muito longe dali. Ao se aproximar da fonte da explosão, descobre um avião militar destruído e seus dois tripulantes brutalmente mortos o fazendo se enojar.
Ao dar meia volta para fugir, o garoto se depara com o sarcófago negro em pé.
Horas depois, na delegacia, a detetive Zaki e um professor em arqueologia usam um aparato para abrir o sarcófago e descobrem uma múmia dentro dele intacta.
Ao retirar algumas tiras de proteção de cima da múmia, revela-se o corpo preservado de uma menina que inesperadamente desperta agitada.
Enquanto isso, os Cannon passeiam pelas montanhas e acabam recebendo uma ligação do Egito dando a notícia de que Katie foi encontrada e a emoção faz Lari passar mal.
Sem perda de tempo, a família vai até o hospital onde Katie está sendo cuidada e o médico relata que a menina está absurdamente diferente de oito anos atrás, que ela apresenta um quadro pós traumático que a induz constantemente aos ataques de estresse e tiques que podem ser controlados num ambiente quieto e calmo.
Clinicamente a menina está ok, mas seu estado estético é deplorável, ela está com a pele acinzentada, com os membros rígidos que a impedem de caminhar, com as unhas enormes e duras como pedra, tal como se fosse um cadáver vivo; e sim, Katie é a múmia viva encontrada no Egito.
Ao reencontrar a menina, os pais se emocionam e ela não só não os reconhece como se quer consegue falar e ainda emite um grunhido animalesco.
Charlie e Lari são chamados por Zaki para que vejam as fotos do sarcófago deixando claro que Katie foi encontrada justamente lá, mas o por que ainda é um mistério a ser investigado.
Após a liberação de Katie, os Cannon a levam para casa e a acomodam em seu quarto intacto onde Maud a vê pela primeira vez e se apresenta enquanto a avó ora em agradecimento e pela pronta recuperação da neta do meio.
Levemente surda, Katie ouve a família falando entre si e a avó orando e do nada, ela tem um reflexo que a faz sentar sobre a cama acertando uma cabeçada na avó. Logo, a menina sai do controle e começa a ter espasmos e a emitir grunhido como se estivesse possuída por um espírito maligno.
Lari intervém nocauteando a menina com um sedativo.
No meio da noite quando todos se preparam para ir dormir, Maud acorda com o som alto do head fone de Sebastian e lhe dá um chá de Semancol.
Enquanto Lari prepara Katie para sua primeira noite em casa depois de anos, Charlie analisa as fotos do sarcófago e outras que mostram algumas tiras de bandagem com escritas pré históricas.
Do outro lado, o sono de Maud é interrompido novamente por um ruído vindo de dentro de um armário e ela avisa à Sebastan que se arma com um bastão de beisebol enquanto os pais se juntam para descobrir o que está acontecendo.
Lari abre a porta do armário e vê um vulto pequeno correr pelo breu e descobre ser Katie que corre até o porão sendo seguida por geral.
Charlie e o filho alcançam Katie no fundo do porão e a descobrem comendo um escorpião enorme. A menina tenta fugir, mas os pais a agarram e a induzem ao vômito sem perda de tempo.
Na manhã seguinte, Charlie leva Sebastian e Maud para a escola enquanto Lari e sua mãe tomam conta de Katie.
Horas depois, após banhar a menina, Lari corta suas unhas podres e duras enquanto Charlie reforça a porta do porão para que a filha não volte a dar uma escapada noturna.
Ao verificar um odor vindo do assoalho, Charlie descobre uma gosma preta vindo debaixo do tapete.
De volta com Lari, ao tentar cortar uma das unhas que está muito firme, ela acaba arrancando um naco de pele desde o dedo até a perna quase toda de Katie deixando-a em carne viva.
Antes que Charlie pudesse verificar a procedência da gosma, ele ouve um barulho vindo do quarto de Katie e ao chegar lá, descobre que a menina fugiu depois de ter agredido a mãe e a avó.
Ao procurar pela filha, Charlie a encontra cutucando a ferida da perna com um espeto piorando mais ainda a situação da perna que está em sangue puro.
Depois de contida, Katie é levada para o quarto onde Lari faz um curativo no ferimento e inicia uma discussão com Charlie que pondera não poder cuidar da filha naquele estado e que o melhor seria levar ela para alguma clínica especializada em doentes mentais, mais Lari se nega, pois ela quer lutar pela cura da filha não importa o custo.
Além disso, Lari joga mais merda no jardim culpando o marido por ele não saber nada da misteriosa amiga de Katie que a sequestrou há oito anos atrás.
Depois de levemente acalmar-se, Lari vai até a filha e tenta faze-la falar, mas o que a menina faz é soltar uma cuspida bem verde e gosmenta na cara da mãe a lá O exorcista.
Em paralelo, Charlie encontra na pele morta da perna de Katie o mesmo fluído que ele encontrou de baixo do tapete e o examina descobrindo várias tiras com o mesmo dialeto antigo das tiras de bandagem das fotos do sarcófago.
Charlie vai até a universidade arqueológica para falar com o professor Bixler e lhe mostra as mensagens das tiras antigas que o velho diz ser dialeto Hierático, que provém de milênios antes de Cristo e antecede aos Hieróglifos tradicionais. Empolgado, Charlie pergunta ao professor se ele consegue decifrar.
Horas depois, agora na hora de dormir, Charlie zela o sono de Katie e a abraça em prantos.
A menina começa a emitir sons com as batidas de seus dentes que Charlie identifica como código morse e ele transcreve tudo numa folha de papel. Depois, Charlie procura pela velha tabela de código morse dos escoteiros para traduzir as batidas e descobre o nome "Layla" repetidas vezes.
Mais tarde, Maud acorda de seu sono (de novo) para ir ao banheiro e ouve a voz de Katie cantarolando "You are my sunshine" e vai até a porta do quarto da irmã mais velha. Katie manipula a irmã dizendo ter voltado a falar normalmente e diz gostar muito da caçula querendo saber mais dela.
Desconfiada, Maud não responde nada e repentinamente, ela percebe a língua de Katie na fresta do rodapé da porta lambendo seus dedos dos pés. Maud sai correndo, mas Katie mudando o tom de voz para um timbre demoníaco conjura um feitiço que prende os movimentos da caçula, a faz levitar e a atrai de volta para a porta do quarto a fazendo vibrar.
Enquanto isso, fuçando os pertences de Katie, ela encontra um bilhete antigo endereçado à filha e assinado com o nome da tal Layla cujo sobrenome é Kahlil.
Paralelamente, sem saber à principio de quem se trata, a detetive Zaki investiga Layla que sim, é a sequestradora e também a mulher cujo marido foi morto no início do filme, além de examinar as fotos de onde o sarcófago foi encontrado.
Na manhã seguinte, Charlie se encontra com o professor Bixler para saber sobre o que ele conseguiu decifrar da mensagem e ele revela que se trata da conjuração de um feitiço para manter controlada uma entidade maligna conhecida como Nazmarania que é uma espécie de parasita e que tem como intenção destruir famílias.
A criatura data de 2000 a.C e segundo as pesquisas de Bixler há duas hipótese para o paradeiro de Nazmarania: ou ela foi selada pelo ritual da conjuração ou ela apenas desapareceu.
Enquanto isso, Katie usa Maud telepaticamente a fazendo xingar sua professora de piranha.
Do outro lado, Zaki vai até um casebre que é a mesma da família do início do filme e entra na pirâmide guiada pela luz de uma lanterna para examinar o local, enquanto que do lado de fora, Layla está fazendo o caminho de volta para casa em seu carro despreocupadamente.
Depois de se surpreender com o conteúdo da pirâmide, Zaki volta para o casebre onde pega Layla no ato e esta tenta ataca-la mas acaba levando um tiro.
Do lado de fora, uma jovem suspeita vê tudo e Zaki a segue até o pé de um abismo onde a garota cava até desenterrar uma caixa contendo uma fita VHS com o nome de Katie na etiqueta. A estranha é rendida e entrega a caixa.
Na casa dos Cannon, Lari prepara a banheira para Katie mas a água do nada começa a sair escura e barrenta fazendo a enfermeira ir até a cisterna verificar se há algum problema com o fornecimento de água potável.
Enquanto isso, a avó ora e benze Katie que morde sua mão e pula sobre a velha. A menina diz com a vós demoníaca que pode fazer o coração da avó parar e a velha a chuta para longe assustada.
A cadeira de rodas de Katie começa a se mexer sozinha e ela brota atrás da avó derrubando a avó e ri diabolicamente. Usando de seus poderes, Katie faz o rosário da avó se mover sozinho até envolver e enforcar o pescoço da velha que levita, é impulsionada para fora da casa pela janela fazendo-a cair sobre o carro de Charlie que acabara de chegar com as crianças.
Enquanto Maud ri de satisfação enquanto três cachorros aparecem e começam a devorar a avó ainda viva e Lari que vê da janela se enoja.
Na delegacia, Zaki coloca o VHS da jovem estranha para rodar revelando Layla dentro do casebre conjurando um feitiço que faz a detetive se chocar. Depois, ela ai até a cela onde está a jovem e a obriga a dizer o que sabe sobre o conteúdo do vídeo.
A jovem revela ter a língua cortada ao meio o que a dificulta de falar mas ela consegue dizer com muito esforço que Katie é o epicentro do ritual que envolve uma entidade maligna, a menina é o receptáculo.
Zaki rapidamente marca um encontro com Charlie.
Na manhã seguinte, ocorre o sepultamento da mãe de Lari. Enquanto Maud estranhamente remove todos os seus dentes, Sebastian ouve a voz de Katie o culpando pelo incidente com a boneca que a fez ir brincar no jardim e virar presa fácil para Layla.
Sebastian tenta tapar seus ouvidos, mas a voz da irmã encapetada ecoa em seu subconsciente.
Katie caminha pelo teto da casa enquanto Maud vai até o caixão da avó para roubar-lhe a dentadura. A menina a coloca em sua boca e ao ser abordada pela mãe, ela emite um sorriso hilário com a dentadura da avó numa cena icônica.
Do nada, Maud derruba com um tapa e morde um dos convidados do velório precisando ser contida pela mãe enquanto Katie pula sobre o caixão da avó e suga seu sangue.
Chegada a noite, tudo volta a ficar tranquilo enquanto Katie é amarrada em sua cadeira de rodas.
Em seu quarto, Sebastian é impulsionado a bater sua cabeça diversas vezes contra a parede enquanto Katie faz sua cadeira de rodas levitar na frente do pai.
Na cena seguinte, Zaki vai até a casa dos Cannon e mostra para Charlie e Lari o VHS que encontrou e explica que a sequestradora, Layla precisou de Katie para proteger sua família de Nazmarania, sendo a mesma a guardiã do segredo da entidade e para tanto, a menina teve a entidade transferida de outro receptáculo para ela.
Na gravação é mostrada uma seita comandada por Layla com Katie segurada por seus asseclas gritando por clemência ao ver um corpo velho praticamente morto dentro do sarcófago onde ela é direcionada.
A menina grita de pavor ao se dar conta de que ela será ofertada à Nazmarania e Layla inicia a conjuração de transferência tirando a entidade de dentro da múmia antiga que desperta e reage para dentro de Katie através de sua boca e ao término a menina desmaia e é introduzida e lacrada no sarcófago.
No presente, Katie reage retirando camadas de pele morta de seu pescoço com a ajuda de Sebstian.
Enquanto Charlie fica petrificado com o que acabara de ver, Lari vai até o quarto de Katie que está surtando e ela não consegue abrir a porta por fora.
Do nada, o corpo da avó das crianças volta a vida ao maior estilo Evil dead e provoca Charlie o incitando a trepar com ela.
Quando finalmente a porta do quarto de Katie se abre, a menina surge envolta em uma tempestade de areia e ataca o pai e Zaki a arremessando longe. Katie acerta várias cabeçadas em Charlie e arranca um naco da pele de seu pescoço.
Sebastian por sua vez, aparece possuído e acerta Lari com o bastão de beisebol.
Zaki volta a si e é esganada pela avó zumbi enquanto Katie rasteja até o pai ferido o impedindo de correr. A avó morta viva expele um escorpião e o transfere para a boca de Zaki que desesperada mete sua mão toda dentro da boca tirando o inseto inteiro.
Lari por sua vez, pega Sebastian por trás o nocauteando com uma dose de sedativo.
Katie segue Charlie que consegue se levantar e levar Zaki para outro cômodo até que a pequena ataca o pai novamente e ele resolve acabar com tudo da pior maneira: ele dá o sinal e seu aval para que Zaki que conhece o dialeto antigo da conjuração para que faça um ritual de transferência lá mesmo e o receptáculo para Nazmarania... será ele mesmo.
Charlie pede perdão para Lari e Zaki usa de suas últimas forças para conduzir o ritual enquanto Charlie segura Katie de frente para ele fazendo assim a entidade passar dela para ele.
Passado o perigo, Katie recupera a consciência e pergunta pelo pai.
Na cena seguinte que se passa muito tempo depois, Katie já está recuperada e tenta se comunicar com o pai aprisionado e acorrentado através de código morse batendo no sarcófago e ele incrivelmente responde.
Sebastian e Maud estão fora de perigo e totalmente são se divertindo com a irmã do meio em uma jogatina de tabuleiro.
Enquanto isso, Zaki recebe um telefonema de Lari dizendo precisar falar com ela sobre Charlie.
No hospital, Layla está internada aos cuidados de Lari que sabendo quem ela é aplica-lhe um sedativo e antes da mulher apagar ela lhe apresenta à Charlie mumificado na companhia de Zaki indicando que a hora de pagar pelos anos de sofrimento chegou.
A porta da cela é fechada e ouvimos por fora Zaki iniciar o ritual de transferência somado aos gritos de Layla ficando claro que ela terá seu castigo como receptáculo de Nazmarania e Charlie será salvo podendo voltar a ter uma vida normal com toda sua família...
Em entrevista Lee Cronin revelou estar tão satisfeito com as críticas e a bilheteria de Maldição da múmia que ele pensa fortemente em não só conduzir uma sequência como pensa ainda em expandir a franquia futuramente e eu acho desnecessário, é melhor deixar tudo redondinho tal como terminou a trama.
As críticas aliás estão bem mistas, como eu disse parte do público taxa a história como um amontoado de ideias chupinhadas de outras grandes obras coladas uma na outra e sem identidade própria enquanto boa parte aprovou e já considera uma das melhores produções no ramo do terror do ano.
Eu mesmo gosto bastante e não vejo essas ideias como cópias descaradas e sim inspirações carinhosas à clássicos que marcaram uma geração e merecem ser homenageados desde que sempre façam um bom trabalho para não parecer deboche.
E quanto as alegações de que o título é um click bait eu discordo, a Katie por si só pode sim ser considerada uma múmia, então o filme tem sim e é sim sobre múmia, por mais que muitos chorem e discordem sobre.
Agora eu concordo que a obra tem uma cena de pura nojeira a cada metro quadrado, mérito total da equipe de feitos práticos e da maquiagem, mas eu ainda sim acho que o sangue e a visceralidade do filme bem contido se formos comparar com outros mais nojentos ainda como o cult A mosca de David Cronenberg ou se for apelar, podemos usar A centopeia humana como exemplo, claro que este último é meramente escatológico, mas...
No mais, eu gostei muito do filme pelo seu ritmo acelerado que não deixa as quase duas hora e vinte de duração parecerem uma eternidade. Quase todo elenco é muito bem escolhido e escrito e uma das poucas exceções é o Shylo Molina que deu vida à Sebastian. Além do personagem não ter muita função dentro da trama ele é constantemente jogado para escanteio e só aparece para encher linguiça.
Por outro lado quem me ganhou foram as meninas Natalie Grace e Billie Roy que interpretaram Katie e Maud respectivamente. Natalie brilhou com sua atuação catatônica perfeita e posteriormente encarnando o diabo debochado e agressivo com sucesso. Enquanto a fofíssima Billie encantou com sua atuação madura, bem humorada e abrasiva, eu vejo futuro para estas duas. O único ponto que eu preciso ressaltar foi a falta de função para Maud no último arco, tendo ela sido descartada totalmente depois da cena do velório da avó. Se até Sebastian teve uma chance amassando a mãe por influência do mal, por que Maud não poderia ter tido um último e memorável evento?
Trailer:

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