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Aqui no nosso point você encontra resenhas, curiosidades, trailers e críticas dos mais variados subgêneros de filmes de terror de todos os tempos. Tudo muito bem explicado para poder atender á vocês da melhor forma possível. Antes de mais nada, estejam cientes que todas as nossas resenhas CONTÉM SPOILER! Por isso, desfrute do nosso conteúdo em sua totalidade por conta e risco. Minhas críticas não são especializadas, eu sou apenas um cinéfilo entusiasta e tudo que eu relato nos parágrafos referentes as resenhas é puramente minha opinião pessoal, por isso sintam-se a vontade para concordar ou discordar mas mantendo a compostura no campo dos comentários ao final da postagem da semana. O cronograma deste blog segue as postagens de sábado sem hora definida e este ciclo só é quebrado tendo mais de uma postagem na semana em caso muito especial como por exemplo lançamentos. Preparados? então, apaguem as luzes, preparem um balde enorme de pipoca, garanta seu refrigerante e bom divertimento!

sábado, 26 de setembro de 2026

Criminally Insane / Crazy Fat Ethel (1975)

 

Trazendo mais um obscuro e bota obscuro nisso filme de terror slasher deveras experimental de tão baixo orçamento mas que acabou angariando uma quantidade de entusiastas com o passar dos anos.

Trata-se de uma obra B dirigida pelo até então novato Nick Millard que buscou tentar inovar com o subgênero do terror em crescimento com o sucesso de O massacre da serra elétrica trazendo como protagonista uma mulher obesa com problemas emocionais que mata simplesmente por fome.

A história não é nada criativa e muito elaborada, como eu disse, temos uma serial killer acima do peso que após receber alta de uma instituição psiquiátrica por falta de pagamento, volta a morar com a avó, a única parente que tem paciência para lidar com a jovem e assim que começa a passar fome por conta de indicações médicas, ela sai do controle e passa a dominar a casa e o dinheiro que resta para poder se empanturrar e quem fica no seu caminho acaba morto.

O filme mal tem uma hora de duração e não tem muito a se desenvolver já que o roteirista (ou os) não se preocupou com a história e sim com acumular o maior número de mortes possíveis para chocar o público.

O filme abre com a protagonista Ethel Janowski, uma jovem morbidamente obesa fora de controle precisando ser segurada por um enfermeiro e um médico de uma instituição psiquiátrica que a seda e a interna compulsoriamente.

Na cena seguinte, a avó da Ethel visita o médico da jovem, o doutor Gerard para saber como a neta está e o profissional que o descontrole emocional da paciente se deve ao seu excesso de peso, ou seja, ela precisa parar de comer tanto e tanta porcaria e além disso, ele diz que o seguro da senhora não pode cobrir as despesas da internação não sobrando outra alternativa a não ser dar alta para Ethel.

Ethel volta para a casa e é obrigada a focar nos afazeres domésticos e a ficar isolada para a segurança dos vizinhos.

Em um momento não muito distante, Ethel prepara vários ovos e dezenas de tiras de bacon fritos para o café da manhã e ao fazer a refeição, ela diz para a avó que seu médico tentou mata-la de fome com um único e insosso ovo cozido e uma única torrada seca. A velha contra ataca dizendo que o racionamento de comida faz parte da dieta imposta pelo doutor Gerard para que a jovem perca peso e assim controle seus ataques.

Na hora de dormir, Ethel leva uma bandeja cm uma caixa inteira de biscoitos e uma caixa lacrada de leite para a cama e nem assim se sente saciada. Quando vai até a cozinha, Ethel descobre que a dispensa e a geladeira foram esvaziadas e que todo conteúdo foi trancado num compartimento da pia com um cadeado.

Inutilmente, ela tenta arrombar o cadeado e nisso, a avó aparece dizendo ter precisado confiscar todas as guloseimas tanto pela dieta da neta quanto pelo fato de o dinheiro do seguro que ela recebe já não está mais cobrindo as despesas da compra de comida que Ethel consome.

Furiosa, Ethel exige a chave do cadeado e como a vó nega, a gordinha corre atrás dela com uma faca na mão e quando a alcança desfere um golpe pelas costas.

Ethel tenta tirar a chave da mão da avó que está rígida e a esfaqueia até conseguir que ela solte e depois, com total frieza, Ethel se empanturra com bolachas.

Ao amanhecer, Ethel arrasta o corpo da avó até o quarto dela deixando-a trancada. Depois, a gordinha telefona para o mercado Caruso pedindo para fazer um delivery da compra da semana e ao desligar, faz a limpa na casa para levantar a grana do pagamento.

Poucas horas depois, o jovem entregador do Caruso chega à residência e exige de Ethel o pagamento adiantado e ela diz não ter todo o dinheiro que garante o pagamento integral. Num acesso, Ethel acerta a cabeça do rapaz com um vidro de catchup e usa de suas lascas de vidro para desferir vários golpes terminando por matar o entregador.

Ao mesmo tempo, uma jovem sobe a escadaria que dá acesso à porta principal da casa de Ethel e toca a campainha enquanto a gorda esconde o corpo do entregador no quarto da avó.

Quanto Ethel atende a tal jovem, descobrimos que ela é Rosalie, irmã de Ethel que veio passar alguns dias com a avó que a gorda diz ter precisado viajar por alguns dias. Rosalie percebe uma mancha de sangue no chão do hall bem onde o entregador foi assassinado e Ethel diz que aquilo é de um corte acidental que ela fez em si mesma.

Rosalie adverte à irmã que ela tem um namorado tóxico chamado John e que se ele aparecer não é para deixa-lo entrar.

Na cena seguinte, Rosalie sobe as escadas do hall da casa da avó com um homem mais velho e bêbado e ao anoitecer ela tem dificuldade para pegar no sono por conta de um odor forte que ela sente vindo de algum cômodo próximo.

De manhã, Ethel recebe uma ligação do doutor Gerard e diz que sua avó não está e que o denunciou para ela por tê-la tentado matar de fome batendo o telefone logo em seguida.

Rosalie se levanta e pergunta à irmã sobre o forte odor que vem do quarto da avó e a gorda diz não estar sentindo nenhum cheiro ruim mudando de assunto perguntando quem era o bêbado que a jovem trouxe para casa na noite anterior. Rosalie diz se tratar de um amigo e que trará outros e pagará pela sua estadia para que Ethel não a questione.

Depois, Ethel vai até o quarto da avó e ao perceber que ela está começando a apodrecer resolve cavar um buraco no canteiro mas um vizinho a flagra e diz inocentemente que aquela terra não serve para plantar, mas a mal humorada diz que irá enterrar um gato morto.

Ethel no entanto, não consegue cavar muito fundo pois a terra está firme e seca demais para abrir uma vala. Nisso, ela volta ao quarto da avó para refletir sobre como se livrar dos corpos.

À noite, Rosalie encontra John num bar querendo se acertar com ela e a leva para casa e posteriormente para a cama onde ela questiona o por que do namorado tê-la espancado outro dia e o mal caráter diz que a jovem precisa de uma surra de vez em quando.

Na manhã seguinte, o doutor Gerard vai até a casa de Ethel dizendo querer ver a avó da gordinha que corre e se esconde no quarto. O médico diz para Ethel que ela perdeu três sessões de eletrochoque e quando ele espera alguma resposta, Ethel surge de surpresa acertando-o com a base de um abajur.

Rosalie ouve o barulho de seu quarto e vai até a sacada para perguntar à irmã o que ela está fazendo mas não recebe resposta alguma.

Enquanto Rosalie volta para o eu quarto, Ethel arrasta o corpo do médico até o quarto da avó o escondendo.

Na manhã seguinte, Rosalie diz para John que irá apresenta-lo para sua irmã. Depois, ele tira sarro do namorado por ele usar maquiagem e ele justifica dizendo que durante o tempo que eles deram ele saiu com uma mulher que trabalha em Hollywood e que os grande astros usam maquiagem.

Horas depois, o casal se amassa e cheira coca na frente de Ethel que vê tevê enquanto devora um pedaço enorme de bolo e ela pergunta para a irmã o que ela e John estão cheirando e a jovem mente dizendo ser um remédio para o nariz.

Alguém do lado de fora toca a campainha e quando Rosalie atende é um tal detetive McDonough da divisão de pessoas desaparecidas da policia e diz estar procurando um jovem chamado Glenn Dickey que era entregador do mercado Caruso e que suas investigações apontaram que ele foi visto pela última vez na residência de Ethel.

Ethel é chamada para responder algumas perguntas e ela fiz ter pago pelo que encomendou ao Caruso e o tal Glenn foi embora logo depois e ela ainda aumenta a mentira dizendo que o entregador teria ido com alguns amigos para Tijuana.

O detetive vai embora satisfeito e Rosalie sai de casa para espairecer.

À noite, John acorda do sono sentindo um cheiro forte e Rosalie diz tê-lo sentido outro dia vindo do quarto da avó e quando vão até lá para averiguar descobrem que a porta está trancada.

Rosalie chama por Ethel e pergunta o que fede tanto lá dentro do quarto e a gordinha torna a dizer que não sente nenhum fedor. John diz que irá arrombar a porta quando descobre que a chave está com a avó e Ethel diz que talvez a velha volte de viagem na manhã seguinte.

Geral volta a tentar dormir e Ethel sai da cama com um cutelo na mão caminhando até o quarto da irmã desferindo golpes na cabeça de John que agoniza.

Rosalie acorda e é encurralada, implora por sua vida e grita sendo golpeada várias vezes.

John que ainda está vivo se arrasta para fora do quarto mas Ethel o alcança gargalhando e o golpeia pelas costas até ele finalmente morrer.

Satisfeita, Ethel se serve um banquete e sobe até o quarto do casal que é posto na cama como se estivessem vivo e a gorda diz que irá mantê-los lá mesmo.

Ethel amanhece com o corpo do doutor Gerard em sua cama indicando que ela poderia ter praticado necrofilia e louca, ela nutre fome pelo sangue indo atrás de uma vítima aleatória que ela faz em pedaços mas se vocês prestarem bem atenção vão perceber que na verdade ela está desmembrando um manequim feminino de tão tosco.

Na cena seguinte, Ethel desce as escadas maquiada trajando um enorme vestido vermelho que a faz parecer um bombom de licor natalino e vai até o parque correr envolta do lago alegremente.

Dias depois, um homem toca a campainha da casa e é um amigo ou amante de Rosalie que diz querer vê-la. Ele corre até o quarto e encontra os corpos da jovem e de John e Ethel dá-lhe uma chave de braço e depois o enforca até a morte.

Na cena seguinte, Ethel borrifa um aerossol nos corpos da avó e dos outros para disfarçar o cheiro mas acaba ficando com a lata completamente vazia já não dando mais para esconder o odor.

Ao sair para buscar o cutelo, Ethel descobre o detetive McDonough em sua sala dizendo que a gorda deixou a porta aberta e exige que ela responda mais algumas perguntas sobre o desaparecimento do jovem Glenn.

Ethel se contradiz alegando que depois que pagou Glenn ela viu um homem suspeito e armado perseguir o garoto.

Horas depois, Ethel esquarteja os corpos da avó e os demais e arrasta os pedaços dentro de um saco até o carro da família e depois de dar o migué numa vizinha curiosa ela dirige até o penhasco de uma praia.

Quando Ethel ia se desfazer do saco, uma família aparece do nada para tirar uma foto e isso faz a gorda desistir e meter marcha de volta para casa.

Em um certo momento, aquela vizinha curiosa vai até o carro de Ethel que está parado com o porta-malas aberto e descobre os corpos soltando um grito.

Horas depois, o detetive McDonough encontra a casa aberta e adentra ao ouvir o barulho de golpes de cutelo. Quando chega à fonte dos ruídos encontra Ethel canibalizando parte de um cadáver e fica repugnado com a cena clamando por Deus...

Como eu já disse, o filme é deveras B, é pobre, mal filmado, creio que nunca recebeu uma remasterização e então se vocês forem tentar a sorte vão encontra-lo com uma qualidade bem porca e provavelmente sem uma legenda decente.

Os efeitos práticos são bem merda e limitando ao sangue de textura de esmalte cereja e uma maquiagem bem pobre de corpo entrando em decomposição.

A única e rara coisa boa é a atuação da entre muitas aspas atriz Priscilla Alden que deu vida à Ethel e não fez muita coisa depois disso, tendo voltado a interpreta-la numa sequencia em 1987 além de uma outra mini franquia também dirigida por Nick Millard chamada Death Nurse que também teve dois filmes.

Inclusive para quem se interessar pela sequencia de Criminnaly Insane, saibam que ela é tão curta quanto a primeira parte e tem apenas meia hora de história inédita sendo a outra metade flashback do primeiro filme para encher linguiça do jeito que Millard gosta.

Aliás, bota linguiça nisso, pois aquelas sequencias onde Ethel mata uma manequim e depois desfila de vestido vermelho não agregam a nada e poderiam ter sido descartadas embora a gente entenda o contexto. O que o diretor queria simbolizar neste momento segundo eu entendi é que Ethel despirocou de vez e já não precisa mais reprimir seu instinto assassino, além de que ela passou a matar apenas por prazer enquanto antes era apenas por surto e para não ser descoberta. Ela virou uma psicopata completa e as consequências serão exploradas na continuação que eu verei uma hora ou outra assim como Death Nurse.  

 

Trailer: 


 

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