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quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Água Negra / Dark Water / Honogurai Mizu no soko kara (2002-2005)

 

 
Um pouco atrasado, mas eu finalmente trago uma resenha daquelas duplas onde eu destrincho um filme de terror asiático e seu remake ocidental e sempre seguindo o mesmo ritual: o resumo básico da readaptação Hollywoodiana e a contraparte nas críticas ao final.

Então começando pelo filme de 2005 estrelado por Jennifer Connelly, inspirado na obra original de Hideo Nakata de Ringu (versão original de O chamado), dirigido pelo brasileiro Walter Salles de Central do Brasil e Cidade de Deus.

A trama nos apresenta a uma jovem mãe de uma menina de seis anos que está passando por um período conturbado após o divórcio onde busca a guarda da filha com quem passa a morar num apartamento decadente onde o estranho vazamento de uma água negra assola a moradia e trás de volta os traumas da protagonistas e desperta uma fantasma do passado do local que esconde um segredo sombrio.

Conforme a trama avança, os demônios da mulher afloram e o apartamento luta para tirar toda sanidade que ainda resta à família fragilizando seu elo sagrado.   

O filme abre em 1974 em Seatle numa tarde chuvosa quando a pequena Dahlia espera por sua mãe na creche, sendo a única que ainda não foi recolhida pelo seu responsável e que isso é uma constante.

Pulamos para 2005 em Nova York e Dahlia agora é uma mulher divorciada de Kyle Williams com quem teve uma filha de seis anos chamada Cecilia, carinhosamente tratada por Ceci e o ex casal se encontra numa audiência de custodia acalorada pela guarda da menina.

Dahlia apesar dos poucos recursos e do gênio explosivo consegue a tutela temporária da filha e se muda com ela debaixo de um toró para um conjunto habitacional em Manhattan.

Ao chegar ao conjunto, Dahlia é recebida pelo corretor Cory Murray que apresenta as recém chegadas ao porteiro e faz tudo o senhor Veeck, um senhor meio avoado e distante que parece ser a única alma viva naquele inóspito lugar.

Finalmente, Murray e as Williams tomam o elevador com destino ao andar de número nove e no caminho, a cabine se abre sozinha e Ceci salta do elevador. Enquanto Murray vai atrás da menina, Dahlia fica imóvel no elevador vislumbrando um estranho vazamento de água no teto da cabine que a faz se lembrar de sua negligenciada infância.

Depois que tudo se normaliza, o trio finalmente conhece o decadente e escurecido apartamento onde também há um vazamento no teto proveniente do apartamento de cima.

Enquanto Dahlia conhece o interior da moradia, Ceci dá um perdido e sobe até o terraço que fica acima do décimo andar até que finalmente a mãe dá por falta da menina.

Rapidamente, Dahlia se mobiliza na busca de Ceci e ao chegar ao bloco do andar número dez, percebe alguém entrar no apartamento conjugado ao dela, mas Murray a contradiz dizendo que não há ninguém morando naquele andar.

Logo, o corretor encontra Ceci com uma mochila da Hello Kitty que ela encontrou e a menina empolgada pede para ficar com o pertence que a mãe nega dizendo pertencer a alguma criança do prédio, mas Murray a contradiz mais uma vez dizendo que não há crianças morando no conjunto há anos.

Com tudo finalmente calmo, Dahlia leva a mochila até a portaria e o senhor Veeck diz para Ceci que se dentro de uma semana ninguém reclamar o pertence de volta a menina poderá ficar com ele. Além disso, quando confrontado por Dahlia, o porteiro diz ter fiscalizado todos os blocos e que a porta que dá acesso ao terraço estava trancada.

A cena corta para outra audiência de custódia e Kyle na presença de seus advogados ameaça processar Dahlia por conta da distância que a ex mulher foi morar e que dificulta suas visitas à filha fora que o local onde a menina foi morar é deveras insalubre para uma criança.

Os dias se passam com um pouco de paz e com a mudança concluída, mãe e filha notam que há um vazamento no teto na hora da historinha para a menina dormir.

Na manhã seguinte, Dahlia prepara Ceci para seu primeiro dia na creche nova. Na saída, Dahlia percebe que o vazamento no teto aumentou e deixa um balde aparando a água da goteira.

Finalmente, Ceci é levada à creche onde é bem recebida pelas professoras e as crianças enquanto Dahlia volta para casa e passa pela portaria para pedir ao senhor Veeck para dar uma olhada no vazamento, mas o senhor mal humorado diz que aquele tipo de reparo é responsabilidade de Murray e que todo o prédio padece do mesmo mal.

Na sequencia, Dahlia vai até uma agência para uma entrevista de emprego que ela consegue e na saída liga para Murray para pedir que ele contrate um encanador, mas o corretor redireciona a responsabilidade ao senhor Veeck que e nega a mover uma palha e bate a porta na cara da mãe de Ceci.

Dahlia toma o elevador que estranhamente passa direto para o décimo andar onde para e depois volta a descer. No meio do caminho, surge um vizinho que diz que o elevador sempre enguiça e a acompanha até o nono andar.

Chegando em casa, Dahlia encontra um bilhete de seu representante legal pedindo que ela contrate outro advogado e ao entrar no quarto de Ceci encontra o balde com as goteiras transbordado com uma estranha água negra.

Depois, Dahlia pega um copo d'água da torneira para beber e um pequeno chumaço de cabelo negro cai no copo. Isso faz com que ela ligue de volta para Murray insistindo para ele dar seus pulos com o reparo do vazamento.

Dahlia e deita para tirar uma soneca e acaba perdendo a noção do tempo até que cai um toró e ela acorda ouvindo uma voz de criança vindo do apartamento de cima.

Encucada, Dahlia vai até o apartamento acima e bate a porta que estranhamente está aberta. Ao entrar, Dahlia nota um cenário de inundação total. Ao se virar, ela percebe uma foto na parede de um casal e uma menina que seriam os moradores do local. Depois, Dahlia vai até o banheiro onde tudo está alagado por conta da torneira da pia que está aberta no máximo.

O senhor Veeck aparece repentinamente e diz que os moradores do 10F se foram há alguns anos e que o apartamento se tornou ponto de dois jovens drogados chamados Steve e Billy e que eles são os responsáveis pelo vandalismo.

Depois, o porteiro faz uma rápida analise do vazamento no apartamento de Dahlia e diz que vai marcar hora com um encanador para o dia seguinte.

No final do dia, Dahlia vai até a creche buscar Ceci e uma das professoras diz que a menina não conseguiu se entrosar com os outros amiguinhos e que ela preferiu se refugiar num amigo imaginário.

Chegando a noite, Dahlia põe a filha para dormir e ao ficar sozinha, a menina cantarola a musiquinha da creche.

Depois, Dahlia liga para sua amiga Mary que a está assessorando na custódia de Ceci e a mesma diz que a amiga precisa conseguir logo outro advogado e nisso, Dahlia ouve um barulho vindo do apartamento de cima.

Na sequencia, Dahlia encontra Ceci acordada e pergunta sobre o tal amigo secreto que a menina diz ser uma menina um pouco mais velha que ela e que se chama Natasha Rimsky.

Um tempo depois de dormir, Dahlia inquieta vai até o apartamento 10F onde encontra uma mulher vomitando sobre a privada e esta se transfigura na mãe da jovem que diz odiá-la e uma força sobrenatural a joga para fora do apartamento e acaba que este evento se revela um sonho ruim.

Na manhã seguinte, Dahlia deixa Ceci na creche e recebe uma ligação de Mary que redirecionou para ela um advogado chamado Jeff Platzer que numa ligação se dispõe a ajudar a nova cliente assim que falar com a advogada de Kyle para e iterar sobre o andamento do processo da guarda de Ceci.

Poucas horas depois, Dahlia vai até a creche para falar com a professora da filha e a docente diz que Ceci teve um acesso por que ela não deixou sua amiga imaginária participar de uma atividade com as outras crianças.

Depois de voltar para casa com Ceci, Dahlia agradece ao senhor Veeck pela reforma no teto e a menina pergunta se alguém veio reclamar a mochila da Hello Kitty e o velho diz que a dona veio busca-la, mas Ceci diz que ele mente e a sós com a mãe ela diz que Natasha é real e que ela está perdida como a mãe.

Dahlia recebe uma ligação de Kyle e o questiona se ele disse algo para a filha sobre sua infância traumática com a mãe e ele nega dizendo que irá buscar a menina para passar o dia com ele.

Assim Kyle faz em pouco tempo deixando Dahlia sozinha. Depois de se despedir da filha, Dahlia leva um pouco de roupa suja até a lavanderia e acaba encontrando-se com Steve e Billy, os drogados que vandalizaram o 10F e os dois a intimidam indo embora logo na sequencia.

Dahlia coloca a roupa para lavar e ao dar uma olhada numa caçamba de lixo acaba encontrando a mochila da Hello Kitty que tem uma etiqueta com o nome de sua dona: Natasha Rimsky!

Atônita, Dahlia abre uma torneira para lavar as mãos e uma estranha água negra sai do cano.

A lavadora com a roupa de Dahlia expele litros de água negra por todo lado e o senhor Veeck acaba tendo que limpar a sujeira toda.

Dahlia pergunta ao porteiro quem é Natasha Rismky e ele responde que ela é uma antiga moradora do 10F que foi morar com o pai em outra cidade depois do divórcio há alguns anos.

Com tudo calmo, Dahlia se deita e o teto começa a criar um novo foco de vazamento no mesmo lugar de antes.

Ceci volta para casa no dia seguinte, atualiza a mãe sobre como foi o dia com o pai e a menina diz não querer ir morar com ele.

Um tempo depois, enquanto se banha, Ceci cantarola a musiquinha da creche que incomoda Dahlia.
À noite, Ceci vai até a cama de Dahlia para pedir para dormir com ela por estar com medo. Dahlia corda algumas horas depois completamente ensopada e percebe que a filha nunca dormiu ao seu lado. Ela também se dá conta de que dormiu um dia inteiro e que portanto ela nunca foi buscar Ceci com o pai.

Depois, Ceci liga para casa perguntando para a mãe por que ela não ligou o dia todo.

Agora sim no dia seguinte de verdade, Dahlia finalmente conhece o doutor Jeff Platzer e ele a deixa a par de que Kyle a acusou de ser mentalmente instável mas ela justifica ser dependente de remédios para enxaqueca por conta do trauma deixado pelo abandono do pai depois do divórcio e do alcoolismo de sua mãe que para piorar era completamente relapsa com ela.

Depois da reunião, Dahlia busca Ceci que ostenta uma boneca nova dada pelo pai. Dahlia deixa a menina esperando o elevador chegar por que esqueceu-se de algo e quando a cabine se abre, a menina entra sozinha e se percebe que um novo vazamento no mesmo lugar se instalou.

Rapidamente, Dahlia tenta parar o elevador e ao conseguir abri-lo pega Ceci brincando com sua amiga imaginária e junto dela a mochila da Hello Kitty.

Mais tarde, Dahlia entrega a mochila ao senhor Veeck e dá um ultimato sobre os drogados ameaçando jogar seus advogados em cima do velho.

No dia seguinte na creche, Ceci tem um espasmo involuntário enquanto pinta e é sua amiga imaginária que atrapalha sua pintura controlando a mão de Ceci que pede para ela parar até ter um ataque.

A professora pede para a menina ir tomar uma água para se acalmar e assim que Ceci chega ao banheiro e abre uma das torneiras todas as outras se abrem e expelem água negra. Ceci vê o vulto materializado de Natasha sobre a porta; o banheiro se inunda e a menina em pânico solta um grito.

Dahlia é contatada pela professora que diz que Ceci desmaiou no banheiro e que foi levada por Kyle. Descontrolada, Dahlia liga para Jeff que a aconselha a voltar para casa pois Kyle e Ceci devem ter ido para lá. Ao chegar ao lar no entanto, Dahlia não encontra ninguém e o ataque aumenta quando a mulher ouve a voz da mãe em sua mente.

Em paralelo, Jeff e Murray vão ao apartamento de Dahlia que está um nojo pelo vazamento e encontram a mulher dormindo como se nada tivesse acontecido.

Jeff acorda Dahlia e diz que Ceci está bem e que ela voltará para a creche pela manhã.

Com Veeck presente, é mencionado que a mãe de Natasha Rimsky era alcoólatra e sempre se atrasava para buscar a menina na escola. Certo dia a mulher simplesmente ignorou devido a bebedeira e a menina acabou voltando para casa sozinha. Os pais da menina acabaram se divorciando e que negligenciaram totalmente um ao outro durante a audiência de custodia sendo que um acreditava que o outro havia levado a menina embora durante a mudança e como um não ligou para o outro para confirmar nada, Natasha foi dada como desaparecida, mas há uma hipótese de que o senhor Rismky a levou e que a matou.

Depois que todos se vão, Dahlia vai até o 10F e ao confirmar que Natasha é a menina da foto da parede, ela ouve a voz da menina pedindo ajuda para a mãe.

Dahlia vai ao terraço como movida por uma vontade sobrenatural e ao vislumbrar a caixa d'água vazando ela sobe as escadas do recipiente coincidindo com um flashback onde a menina Natasha fez o mesmo ao encontrar a porta do terraço aberta. Ao abrir a tampa da caixa, Natasha acabou caindo e se afogou.

Sincronizadamente ao flashback, Dahlia abre a tampa da caixa d'água e encontra o corpo submerso de Natasha preservado deixando claro que a água negra é fruto dos fluidos da cadáver que vazaram pelo 10F e chegaram ao 9F, o apartamento das Williams como uma espécie de aviso.

A policia é prontamente acionada e Veeck é preso por ter negligenciado a caixa d'água, o monitoramento das câmeras. 

Na presença de Jeff é confirmado que os Rismky nunca confirmaram o paradeiro de Natasha e que por isso ninguém nunca a procurou e como a manutenção das caixas d'água nunca mais foram feitas pouco depois do desaparecimento da menina também por negligência de Veeck não tinha como suspeitar de nada pois o porteiro encobriu tudo.

Na manhã seguinte, Kyle leva Ceci à creche e Dahlia vai até lá para cumprimentar a filha e marcar de busca-la mais tarde. Depois, Dahlia fala com Kyle sobre sua decisão de se mudar para mais perto do ex marido para manter a filha mais perto dele e eles poderem ter uma relação cordial sem precisar mais de audiências chatas e estressantes.

Em um outro momento, depois de ficar bem com Ceci e anunciar a mudança, Dahlia faz o jantar enquanto a filha fica sozinha na banheira.

Pouco tempo depois, a menina aparece de roupão e capuz escondendo o rosto e se senta no sofá pedindo para a mãe lhe contar uma historinha, porém a Ceci de verdade ainda está na banheira e a encapuzada se revela a fantasma de Natasha que diz que quer que Dahlia seja sua mãe.

Dahlia corre até o banheiro e pega Natasha tentando afogar Ceci. Em pânico, Dahlia tenta arrebentar o vidro do box e acaba inundando o banheiro. Dahlia grita para Natasha que aceita ser mãe dela desde que poupe Ceci.

Uma enxurrada de agua negra pega Dahlia a afogando. Na cena seguinte, a fantasma de Dahlia leva Natasha pela mão para o além.

A policia leva Ceci e o corpo de Dahlia e Kyle vai até a delegacia pera buscar a filha em choque.

Três semanas depois, Ceci e Kyle terminam de fazer as malas para deixar o apartamento amaldiçoado e a menina deixa seu lar com lágrimas nos olhos pelas lembranças boas da mãe.

Kyle toma o elevador com Ceci, mas a menina acaba ficando presa na saída tendo um encontro com a fantasma de Dahlia que a tranquiliza.

Com o elevador aberto, a menina deixa o prédio com um sorriso no rosto rumo a uma nova vida...

A versão original é basicamente a mesma coisa diferindo apenas o seu final. Mas antes eu vou repassar os nomes dos personagens principais da versão originais para ficar mais fácil de se situar: Dahlia originalmente é Yoshimi Matsubara, Ceci é Ikuko, Natasha Rimsky é Mitsuko Kawai, o senhor Veeck é senhor Kamiya, Murray é o senhor Ohta e Kyle é Kunio Hamada.

Pois bem, o ato final, quando Ikuko é afogada pela fantasma de Mitsuko, ao contrario do remake Yoshie não chega a tempo e a filha está por um fio de morrer. É então que Yoshie no desespero toma a menina nos braços e evade pelo elevador que acaba tendo um curto no meio do percurso.

Yoshimi percebe que Ikuki está saindo do apartamento sozinha, enxarcada e desorientada chamando pela mãe e ao se virar percebe que quem está em seus braços é Mitsuko. Sem saída, Yoshimi resolve fazer um pacto com a fantasma aceitando ser sua mãe e assim a cabine se fecha e o elevador sobe frente aos olhos de Ikuko que voltou a si.

Ikuko desesperada sobe até o décimo andar onde a cabine se abre e joga uma enxurrada de água sobre a menina e Yoshimi já não está mais no elevador. A menina chora solitária e inconsolável.

Passam-se dez anos e agora Ikuko é uma colegial traumatizada que todos os dias para em frente à sua antiga creche para ficar vendo mães e filhas e em pensamento ela diz não se lembrar muito do lugar onde ela passava as tardes mas sim que se lembra dos momentos agradáveis que passara com a mãe.

Depois, Ikuko vai até o antigo prédio onde morou na infância e que agora está abandonado. Ikuko entra em seu antigo apartamento que está deveras conservado e encontra Yoshimi acreditando que a mãe estava vivendo lá escondida o tempo todo.

A jovem pede à mãe para deixa-la morar com ela pois seu pai já se casou novamente e teve outros filhos, mas Yoshimi diz não poder mais ficar com a filha.

Ikuko é observada por trás por Mitsuko e ao se virar para ver a antiga amiga, esta desaparece e quando a colegial se vira para a mãe novamente ela também desapareceu deixando claro que a mãe realmente morreu há dez anos e que agora vive em seu antigo lar com sua nova filha dando a felicidade que seus pais de verdade negaram e tentando se redimir por ter sido uma péssima mãe em vida por influencia de sua mãe e que seu sacrifício foi para cortar o ciclo antes que tudo acabasse se repetindo com Ikuko...

No mais, temos pouca coisa diferente da versão original como por exemplo o pai de Ikuko que era um canalha notório que só queria a guarda da menina para fazer mal para Yoshimi enquanto Kyle era um ótimo pai e só queria o melhor para a menina.

No original não teve a prisão do senhor Kamiya, na verdade é explicito que o apartamento foi abandonado depois que o caso de Ikuko veio à tona e o mais provável é que o porteiro apenas perdeu seu emprego.

A vibe de cada apartamento também é bem diferente: enquanto o original é um condomínio bem claro, agradável para o baixo padrão e completamente arejado o do remake é completamente depressivo, sem luz, com paletas de cores num tom verde escurecido, fora que o clima continuo de chuva forte, o céu sempre escuro dá uma cara mais dark para a versão de 2005 o que eu gostei muito.

Fora que o remake tentou deixar alguns dos personagens secundários como Murray e Jeff mais presentes e carismáticos quase beirando à comédia forçada, enquanto os originais parecem tão figurantes que faz a gente pensar que eles são apenas assombrações do apartamento seguindo seu roteiro.

A história de Mitsuko é muito melhor explorado do que o de Natasha tendo muito mais flashback e um aprofundamento que faltou na versão de 2005 onde o muito que tivemos foram informações soltas e confusas.

Aliás, o impacto visual da personagem Mitsuko é bem mais forte que a de Natasha, pois ela é basicamente uma cadáver viva com a pele escurecida e o rosto deformado quase esquelético, enquanto que no remake a fantasma de Natasha tinha sua forma de quando era viva, o que tira um pouco do clima.

Eu vou confessar que desta vez, uma rara exceção, eu gostei mais do remake por conta do final mais direto apesar do original deixar claro que o apartamento ficou abandonado, enquanto que a versão Hollywoodiana não deu uma conclusão para a moradia deixando talvez uma abertura para uma continuação que nunca saiu? Vai saber, o negócio é que as críticas ao remake foram baixas e o filme flopou e é constantemente esquecido.

Claro que não dá para ignorar a direção certeira de Hideo Nakata na versão original, afinal ele é o pai de Ringu, a versão original de O chamado e deu um charme ímpar a sua versão trazendo muito do mistério e do suspense de sua obra maior com cenas marcantes e uma atmosfera sobrenatural de dar medo.

Como curiosidade, a versão original trás o saudoso Isao Yatsu, veterano do cinema de horror japonês que tanto em Ju-On quanto em sua versão Hollywoodiana O grito, fez uma aparição como um velhinho de um asilo chamado Saito numa cena em que ele vê o fantasma de Toshio e brinca com ele de "cadê o neném" numa cena icônica e deveras engraçada. Em Água negra, ele deu vida ao senhor Kamiya com eu jeito inconfundível de senhorzinho fora do cabo.

Para terminar de embalar a resenha com um tom ainda mais medonho, eu trago uma história real que aconteceu em 2013 com uma jovem nipo-canadense chamada Elisa Lam que num determinado momento de sua vida, resolveu sair de férias para os Estados Unidos e se hospedou em um hotel chamado Cecil, em Los Angeles.

Há imagens das câmeras de segurança do hotel que viralizou onde se flagra com muitos cortes Elisa observando algo ou alguém que a faz se sentir ameaçada e depois de muito "sai ou não sai" ela deixa o elevador onde estava profundamente assustada e nunca mais foi encontrada com vida.

Seu desaparecimento foi decretado mas depois de um tempo, os hospedes do Cecil fizeram reclamações com a portaria sobre um cheiro e odor desagradável que vinha da água. Ao ser feito uma fiscalização nas caixas d'água, Elisa foi encontrada morta, sem roupa e com seus pertences boiando.

Há teorias sobre as hipóteses para sua morte que vão desde assassinato até um provável suicídio oriundo de um depoimento dos pais da moça que constaram que Elisa sofria de depressão e bipolaridade, mas claro, nunca nada foi provado e a causa da morte permanece um mistério e choca os entusiastas do filme por se tratar de um caso que parece muito com a trama principal de ambas as versões. 

 
Trailer (Versão de 2002): 

 
Trailer (Versão de 2005):

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