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Aqui no nosso point você encontra resenhas, curiosidades, trailers e críticas dos mais variados subgêneros de filmes de terror de todos os tempos. Tudo muito bem explicado para poder atender á vocês da melhor forma possível. Antes de mais nada, estejam cientes que todas as nossas resenhas CONTÉM SPOILER! Por isso, desfrute do nosso conteúdo em sua totalidade por conta e risco. Minhas críticas não são especializadas, eu sou apenas um cinéfilo entusiasta e tudo que eu relato nos parágrafos referentes as resenhas é puramente minha opinião pessoal, por isso sintam-se a vontade para concordar ou discordar mas mantendo a compostura no campo dos comentários ao final da postagem da semana. O cronograma deste blog segue as postagens de sábado sem hora definida e este ciclo só é quebrado tendo mais de uma postagem na semana em caso muito especial como por exemplo lançamentos. Preparados? então, apaguem as luzes, preparem um balde enorme de pipoca, garanta seu refrigerante e bom divertimento!

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Hotel dos Horrores / Bloddy New Year (1987)

 

Dos confins do Google da vida, eu encontrei uma produção que até agora eu não consegui classificar tamanho o desgosto de seu conteúdo podre.

Para ser breve e poupar você amigo de um trauma permanente, vou resumir o mais breve esta resenha que trás um filme que se passa em um hotel numa ilha esquecida por Deus onde um grupo de adolescentes irresponsáveis fugindo de um trio de funcionários de um parque de diversão na praia vão passar a sua última aventura.

O hotel em questão é assombrado pelos fantasmas de um grupo de hospedes que morreram durante os festejos de final de ano por conta de uma catástrofe inevitável...

O filme abre com um vídeo antigo de uma festa de ano novo no salão de um hotel onde as pessoas dançam alegremente para receber o ano de 1960 com entusiasmo.

A cena transcende do preto e branco para a realidade em cores onde vemos uma jovem da festa sendo abduzida por algo ou alguém que não conseguimos ver.

Chegamos aos dias atuais (no caso os anos 1980) e conhecemos um grupo de jovens formados por: Spud, Rick e sua namorada Janet e Tom e sua namorada Lesley em uma praia se divertindo.

Adjacente à praia, há um parque de diversões com direito até mesmo à um toboágua onde Rick e seus amigos se divertem logo depois de pegarem um bronzeado.

Em um passeio pelas xícaras giratórias, os rapazes acabam entrando numa briga com dois funcionários e o próprio dono do brinquedo depois que uma garota é assediada. Rick se mancomuna com Tom para boicotar as xícaras roubando uma peça do motor e iniciam uma correria pelo parque.

O dono das xícaras e seus dois funcionários perseguem Rick e Tom que se escondem em um túnel do terror e os jovens conhecem Carol, a garota que eles salvaram e esta se une à eles. Os perseguidores encontram os rapazes que correm e se encontram com Janet e Lesley na saída.

Os jovens dão um perdido nos perseguidores o agora sexteto foge de barco pela baia e ficando à deriva por algum tempo.

A embarcação começa a vazar e geral se mobiliza para evitar o afundamento o que é inútil e isso faz com que os casais precisem nadar até a costa.

Ao chegarem a uma encosta pedregosa na ilha, a galera escala o local chegando até a entrada de um hotel aparentemente abandonado onde encontram uma embarcação arruinada o que significa que mais alguém já passou por lá antes.

Entrando finalmente no hotel, percebe-se que o local está enfeitado para o ano novo e sem sinal de vida.

Enquanto os demais dão um geral pelo estabelecimento, Lesley leva o maior susto ao ver pela janela alguém a observando do lado de fora e Tom seguindo os gritos da amada sai para averiguar sem anda encontrar.

Os casais se dividem logo depois para se acomodar em quartos separados até que uma camareira de meia idade aparece servindo Carol.

Enquanto isso, Janet toma banho de banheira sem perceber que está sendo observada até que Rick aparece.

Do outro lado, Spud procura um cobertor para aquecer Carol que acabou ficando ensopada e acaba ouvindo uma música alta tocar do nada. Seguindo a música, Spud chega até o salão de festas onde uma dupla canta sobre o palco e do nada eles desaparecem, a música cessa e as luzes se apagam.

Enquanto isso, Rick e Janet trocam de roupas encontrando apenas trajes do final dos anos 1950 no guarda-roupa do quarto onde eles escolheram ficar. Janet acaba vendo refletido no espelho uma mulher que ela pensa ser um fantasma e o namorado a acalma e a beija.

Tom joga bilhar no salão de jogos com Lesley e depois que o casal abandona a mesa, as bolas começam a se mexer sozinhas.

Spud volta para Carol dizendo que eles vão ficar loucos se continuarem no hotel e que é melhor ir embora sem os novos amigos, pois definitivamente os rapazes só querem saber de brincar.

Tom e Lesley saem para procurar o painel de energia elétrica do hotel e chegam ao porão onde eles iniciam um amasso enquanto do outro lado Rick e Janet já estão no meio de uma transa.

Depois do bem bom, Tom encontra um fusível e restaura a energia, porém um curto acaba fazendo com que alguns fogos de artifício dentro de uma caixa estourem.

Passado a confusão, geral se reúne na recepção e são atacados por um aspirador de pó que se move sozinho e depois do susto eles levam outro com um boneco sonoro do Papai Noel que se ativa sozinho.

Os casais sobem para seus respectivos quartos e nisso, a televisão da recepção liga sozinha sintonizando numa entrevista  de 1960 que fala sobre o monitoramento de um voo experimental de um jato antirradar do governo.

Um tempo depois, os casais vão até o bar do hotel para beber e conhecerem melhor os novos amigos e eles acabam ouvindo vozes vindo da sala de cinema e ao chegarem ao local encontram o telão e o projetor funcionando sem intervenção humana.

A galera resolve ver o filme que é um terror com ficção científica das antigas e no meio da exibição, o rolo de filme engasga e Rick deixa os demais para ir à sala de projeção dar uma olhada.

Um dos rolos de filme solta sua fita e esta se entrelaça na perna de Rick, enquanto que na sala de cinema, um personagem trajando vestes árabes que é personagem de um outro filme que a galera está vendo, salta da tela e agarra Spud cravando suas unhas no rosto dele enquanto as garotas entram em pânico.

Assim que Rick é derrubado pela fita, o árabe se teletransporta de volta para dentro do filme. Quando o rapaz volta para a sala de cinema, descobre pelos amigos que Spud acabou morrendo com o ataque.

Janet sai do hotel em pânico e corre pelo jardim.

Em paralelo, Tom e Lesley se separam do grupo e vão até um depósito de ferramentas para pesca onde a jovem é agarrada por uma rede e tem sua pele perfurada e puxada por ganchos.

Tom tenta tirar a namorada das redes, mas uma corda ganha vida e se arrasta pelas suas pernas e tenta prender Lesley mas o rapaz consegue tira-la da armadilha.

Depois, um pano verde sobre um baú se torna um monstro feito de algas e agarra Lesley. Tom tenta intervir mas é jogado longe. O rapaz agarra um arpão e ataca a coisa, mas ela volta a ser um pano inanimado.

Do outro lado, Janet que está mais calma, passeia com Rick e eles acabam ouvindo risadas ao longe.

O casal corre pelo bosque sendo perseguidos pelas risadas e ao chegarem até a costa, eles veem pegadas se formando na areia por alguém que não se pode ver.

As risadas voltam e o casal corre até a praia onde ouvem o ruído de um jato seguido da queda do mesmo que leva a uma explosão em uma construção lá perto.

Ao se aproximar para explorar o local, Rick vê um piloto refletido num espelho tentando agarra-lo.

Enquanto isso, Carol procura pelos amigos e encontra a camareira e a segue até a entrada do hotel. Lá dentro, a jovem é atacada por uma tempestade de neve e do nada tudo para como se fosse apenas fruto da imaginação da garota e perto dali, vemos uma boneca representando Carol presa num globo de neve totalmente congelada.

Carol sai do hotel e corre pelo jardim enquanto Janet e Rick que faziam o caminho de volta e encontram-se com Lesley que alerta os amigos sobre Tom.

Rick vai até o depósito de pesca para averiguar e ao abrir uma porta que dá acesso aos fundos ele é transportado até um penhasco de onde ele quase cai.

Fartos, a turma da meia volta e dão de cara com o dono das xícaras do parque que tenta atacar Rick e os dois lutam.

Lesley tenta intervir e o algoz dá-lhe um soco que vara seu estômago revelando que a jovem se tornou uma morta viva com meio rosto carcomido. Atordoados, Rick e os outros aproveitam para fugir enquanto Lesley joga o dono das xícaras sobre uma rede e o ofusca com a fumaça de um sinalizador.

A turma dispersa e Janet acaba caindo em um buraco mas Rick e Carol a salvam. Depois, o trio corre até a encosta e acabam resolvendo voltar para o hotel temendo que os outros dois funcionários do parque estejam na ilha.

Sem se dar conta de que estão sendo seguidos, Rick e as garotas se trancam dentro do hotel. Do nada, alguém bate a porta principal e é a voz de Lesley fazendo o trio dispersar.

Do nada, a Jukebox de um dos salões liga sozinha e um dos homens do parque invade com um facão mas Carol o nocauteia.

Janet corre e grita histérica sendo cercada pelo outro funcionário do parque que brota da janela repentinamente. Tão repentinamente, Lesley morta viva aparece da claraboia e torce o pescoço do funcionário do parque completamente matando-o.

Rick encontra um rifle enquanto Janet é pega por uma criatura talhada na ponta do corrimão da escadaria que cria vida dando tempo para Lesley chegar até a jovem. No entanto, Rick aparece bem na hora e desfere vários tiros na amiga morta viva.

Carol aparece logo depois, usa o facão do agressor e corta a figura do corrimão que solta Janet.

Depois que tudo se acalma, Carol sugere que o trio do parque devem ter chegado à ilha com um barco e que eles devem procura-lo para poder fugir. Ao darem meia volta, o trio dá de cara com Tom que aparece vivo, cambaleante e delirando.

Janet resolve ficar para cuidar de Tom e pede à Rick e Carol que procurem pelo barco.

No meio do bosque, Rick e Carol se sentem observados e ao procurarem pelo stalker, chegam a um ponto onde tem fragmentos de espelhos pendurados por barbantes em uma árvore.

Logo mais a frente, a dupla encontra os destroços de um jato cuja caixa-preta emita a gravação de um pedido de socorro que nunca chegou.

Carol acaba vendo um piloto zumbi refletido em uma placa do jato e este explode tentando agarra-la não sobrando absolutamente nada.

Depois do susto, a dupla vai até a costa onde visualizam o barco.

Enquanto isso, Tom delira se declarando para Janet e acaba despertando se revelando um morto-vivo que persegue a jovem até a porta da saída que está trancada. Em pânico, a garoa joga uma árvore de natal sobre o amigo.

Tom a persegue até o elevador e tenta agarra-la, mas Janet tranca a grade da cabine e aciona a subida do mesmo provocando a decepa do braço do morto-vivo.

Rick e Carol chegam logo em seguida e repentinamente, as paredes do elevador criam mãos que agarram Janet e a absorvem a assimilando a estrutura.

Inconsolável, Rick fica em choque e Carol o alerta para que eles fujam de uma vez do hotel e no momento da fuga, o último dos funcionários do parque que ainda estava vivo reaparece enquanto a camareira que na verdade era uma fantasma some definitivamente por entre os corredores.

O cara do parque segue Rick e Carol até a cozinha onde os pratos começam a voar para todos os lados e um panelão de sopa traga o inimigo para o seu interior o matando.

Todos os utensílios a cozinha atacam Rick e Carol que se escondem na dispensa e observam tudo até que o lugar volta ao normal e tudo volta a sua posição natural.

Enquanto a dupla volta para a fuga, o braço decepado de Lesley se regenera e ela acorda.

Rick e Carol chegam ao salão de festas e Lesley aparece transfigurada em uma cantora que fez parte do passado do hotel e diz que o destino dos jovens é ficarem presos para sempre assim como os espíritos do hóspedes de 1960.

A jovem revela que a queda do jato do governo que estava em testes foi nesta precisa ilha e que o veículo tinha um aparato tecnológico muito avançado o que potencializou a explosão matando todos os hóspedes que estavam festejando a virada do ano entre 1959 e 1960 e que graças a explosão, seus espíritos ficaram presos num limbo temporal revivendo a passagem de ano por toda a eternidade e tragando todos aqueles que aparecem na ilha.

Rick acalma Carol e tenta dar o vazante, mas os fantasmas de Lesley, Tom e Spud aparecem tentando impedi-los e a jovem golpeia o namorado zumbi conseguindo abrir uma brecha.

A dupla chega ao salão de jogos e o fantasma de Janet mexe as paredes do nada e o fantasma de um dos caras do parque tenta atacar Carol porém uma mesa de pebolim se arrasta e o esmaga.

O fantasma de Spud ataca Carol mas Rick o nocauteia com um taco.

Uma máquina de pimball ataca Rick e Carol que se refugiam em cima de uma mesa de bilhar e tudo volta ao normal.

Do nada, a luz fica vermelha e todos os mortos do hotel aparecem. A mesa de bilhar gira e inclina enquanto os fantasmas gritam de medo e Rick e Carol são jogados para uma janela caindo do lado de fora do hotel que está em perfeita ordem.

A dupla corre pelo bosque até chegar na costa lançando o barco ao mar.

Ao longe, aparece Janet gritando para que o namorado e a amiga não a deixem sozinha. Ludibriado, Rick corre para busca-la e acaba ficando preso na areia movediça. O dono das xícaras do parque aparece oferecendo sua mão, porém o que ele faz é decapitar Rick com uma serra.

Carol por sua vez é tragada pelo forro do barco que cede e a cena corta para o salão de festas onde o fantasma de Rick e os outros dançam alegres em suas formas humanas.

A única consciente no entanto, é Carol que esta presa em um espelho bate sobre ele com as duas mãos pedindo pelo socorro que nunca chegará...

Não é a toa que o filme está no limbo do esquecimento, ele é fraco, de orçamento notoriamente pobre, vê-se isso perfeitamente em cenas que demandam paredes destruídas de onde se pode perceber um forro feito de papel, ou mesmo na maquiagem dos morto vivos que é bem abaixo do esperado para um longa do final dos anos 1980.

A atuação do elenco jovem é deplorável tamanho o amadorismo e o roteiro é muito mal escrito, com um plot twist fraco e previsível. A premissa não é ruim e eu super gostei, mas o problema está na execução, talvez nas mãos de um Dario Argento ou com o talento de Dom Mancini a parte estética ainda poderia se salvar, por que como eu já disse, a ideia de um hotel assombrado nos confins de uma ilha é promissor.

Os efeitos práticos são poucos os que se salvam como quando Janet é absorvida pela parede, aquele ficou bem feito, mas de resto não tem como, o filme num todo parece uma comédia pastelão com elementos de terror.

Só vale mesmo para se ver uma vez pela curiosidade, por que se for para encerrar o ano com esta bomba, você vai perder o seu tempo, tem muita coisa melhor que merecem a sua atenção.


Trailer:


 

sábado, 27 de dezembro de 2025

Dollhouse: A Boneca da Casa / Dollhouse / Dōruhausu / ドールハウス (2025)

 

Com o ano de 2025 quase chegando ao fim eu trago aquele que quem sabe é o lançamento mais recente que eu consegui encontrar e que originalmente estreou lá fora, na terra do sol nascente (e em outros países interessados) em abril; pois é, o Brasil sempre fica por último.

E se não fosse pela iniciativa da distribuidora Sato Company, a produção assinada pela Toho Company, eterna rival da Toei e casa de clássicos como Godzilla e Os 7 samurais, nós nem se quer saberíamos da existência deste terror sobrenatural que pasmem, gira em torno de um bebê reborn possuído, não é zoeira.

A coisa toda acontece depois que uma dona de casa perde a filha de cinco anos num acidente doméstico durante uma brincadeira inocente. Profundamente afetada pela perda, a mulher acaba descobrindo uma boneca rara em uma feira que tem o tamanho e as feições idênticas a da filha falecida.

Com o tempo no entanto, a mulher se vê grávida de uma nova menina mantendo a boneca por quem antes era obcecada no mais absoluto esquecimento por cinco longos anos até esta voltar e iniciar o verdadeiro inferno na vida da família.

Tudo começa numa vizinhança tipicamente japonesa onde todo mundo conhece todo mundo, as crianças frequentam as casas dos vizinhos para brincar e as mães se revezam em tomar conta dos seus filhos e os dos outros como boas vizinhas.

Numa destas casas vive a pequena Mei Suzuki de cinco anos levando uma vida normal pós horário do jardim de infância reunida com seus amiguinhos da vizinhança em sua casa onde planejam uma brincadeira de esconde-esconde dentro da residência.

Yoshie, mãe de Mei que havia deixado a menina aos cuidados de uma das vizinhas em sua casa, retorna ao lar depois de ficar um tempo fora e encontra tudo no mais absoluto silêncio e nem um sinal da filha.

Se passam horas e de todas as crianças a única que não apareceu para terminar a brincadeira foi Mei cujo desaparecimento é declarado mobilizando os vizinhos.

Chegando o final do dia, Tadahiko, pai de Mei que trabalha em uma enfermaria é contatado e deixa o expediente chegando em casa onde encontra as viaturas da polícia e Yoshie inconsolável pela falta de notícias.

Com os nervos à flor da pele, Yoshie acaba derramando café na toalha da mesa e ao leva-lo até a lavadora, acaba percebendo que há algo embaixo de uma pilha de rouba: o corpo sem vida de Mei (!) deixando a mulher em pânico. 

Um ano se passa e a dor de Yoshie continua mesmo ela passando por uma terapia em grupo em um centro de apoio e ela desabafa dizendo se sentir culpada pela morte da filha pois a escotilha da lavadora estava quebrada há um bom tempo e ela sempre adiou o conserto e que por isso Mei acabou ficando presa e sufocou até a morte.

Em casa, Yoshie recebe um panfleto da sogra Toshiko sobre uma cerimônia para que ela tente socializar e distrair a cabeça, pois a jovem não tem mais noção do que faz.

Um tempo depois, Yoshie leva o panfleto até a janela da varanda para lê-lo melhor até que o vento o sopra até uma feira de antiguidades onde a jovem encontra uma linda boneca de porcelana.

Quando Tadahiko chega em casa estranha a mulher cozinhando toda feliz e descobre a tal boneca sentada à mesa percebendo que ela tem o tamanho e as feições da falecida Mei.

Yoshie se distrai limpando a boneca e corta seus cabelos e unhas deixando-a ainda mais parecida com Mei e como se não bastasse veste a pequena com as roupas remanescentes da falecida.

Tadahiko leva a mulher e a boneca ao centro de apoio onde a psicóloga diz que é totalmente normal o apego à objetos como bonecas ou pelúcias que lembram seus entes perdidos e fazem com que os pacientes preencham o vazio antes neles existentes pela perda.  

Aconselhado, Tadahiko leva Yoshie e a nova filha para umas mini férias na praia onde tiram uma montanha de fotos que acabam substituindo as fotos de Mei nas paredes da casa.

Meses depois, com tudo voltando aos eixos, Yoshie e Tadahiko são premiados com uma gravidez que trás ao mundo uma nova menina à quem dão o nome de Mai cujas fotos forram as paredes antes dedicadas à boneca que se torna apenas mais um móvel abandonado.

Passam-se mais alguns meses e agora a boneca é usada como companhia para a bebê Mai que inicialmente se sente tranquila depois de uma crise de choro. Isso até a bebê voltar a chorar e ser encontrada pela mãe com a boneca por cima dela e com um fio de cabelo envolta de seu minúsculo pescoço.   

Com uma pequena e necessária reforma feita no quarto de Mai, a boneca acaba sendo confinada dentro de um escuro e apertado armário por cinco longos anos.

Mai, agora uma menina esperta e linda em uma de suas peripécias acaba encontrando a boneca escondida e dá à ela o nome de Aya e pede para Yoshie deixa-la brincar com a nova amiga.

Estranhamente, os cabelos e as unhas da boneca cresceram ao longo dos anos e numa de suas faxinas, Yoshie encontra um tufo de cabelos cumpridos entalados no cano do aspirador de pó.

No meio da noite, Mai vai até o quarto da mãe pedindo para dormir com ela dizendo que Aya a machucou por que está com ciúmes dela.

Sem conseguir comprar a história da filha, afinal é a mente fértil de uma criança de cinco anos contra a razão, Yoshie põe a menina de volta em sua cama e guarda Aya no alto de uma prateleira.

Na manhã seguinte, Mai brinca dentro de casa com sua amiguinha Rena, filha de uma vizinha que está de passagem tendo um papo com Yoshie que lhe serve café e ao tirar a caixa com o leite percebe que o produto está estragado apesar de ter comprado há um dia atrás apenas.

Do nada, Rena aparece chorando assustada e diz que Aya fala exibindo marcas de mordidas em seu braço à quem Yoshie acredita ter sido obra de Mai que leva uma bronca mesmo jogando a culpa na boneca.

À noite, Yoshie tem uma breve briga com Mai enquanto move algumas fotos de Mei do álbum da família.

Na manhã seguinte, Yoshie encontra algumas fotos da família no quarto de Mai com o rosto de Mei rabiscado em todas. É claro que Mai é acusada e a menina mais uma vez jura inocência e num acesso a menina acaba mostrando marcas de arranhões no braço o que a faz ficar uma fera e dizer que odeia a mãe.

Yoshie é chamada mais tarde ao jardim de infância pela professora de Mai para ver dois desenhos macabros que a menina fez: um deles representando uma menina sendo imbuída em uma moringa escaldante e outra com duas pessoas enforcadas, uma mulher e uma menina pequena. 

Horas depois de um sono, Yoshie leva o maior susto ao encontrar Aya deitada o seu lado.

Na manhã seguinte, Yoshie resolve se livrar de Aya, a coloca num saco e a coloca junto ao lixo da rua. No entanto, a boneca reaparece usando o saco que Mai gosta de usar como máscara e no susto, Yoshie a acerta várias vezes na cabeça com o rolo de macarrão.

Ao olhar para o lado, pela fresta de uma porta entreaberta, Yoshie vê Aya sobre a cama de Mai e se dá conta de que quem ela espancou foi a própria Mai! Mas na verdade, esta última cena foi apenas um pesadelo de Yoshie que acorda aliviada.

Aya volta a aparecer na porta da casa dos Suzuki com um bilhete debochado assinado por Mai e Yoshie entrega a boneca aos homens da coleta de lixo.

Instantes depois, a vizinhança fica em polvorosa com a morte de um dos homens da coleta de lixo que foi tragado pelo triturador depois de tentar se livrar de Aya.

Ao sair para se juntar aos curiosos, Yoshie vê ao longe Mai saindo da caçamba do caminhão de lixo com a boneca nos braços e a menina esboça um olhar assustador junto à um cantarolar atípico como se ameaçasse a própria mãe.

À noite, Yoshie e Tadahiko olham pelo monitor da babá eletrônica Aya falando com Mai descobrindo que a filha dizia a verdade.

No dia seguinte, Mai se comporta normalmente e convida a mãe para uma brincadeira de esconde-esconde se jogando debaixo do lençol da cama. Yoshie a encontra e a menina salta e corre até a lavanderia se escondendo dentro da lavadora.

Quando Yoshie se aproxima revivendo seus traumas, Mai salta de dentro da lavadora e no susto a mãe acaba a jogando contra a parede o que faz com que a menina precise ser hospitalizada onde Tadahiko trabalha.

O médico de Mai mostra para Tadahiko as marcas de arranhões nas costas da menina desconfiado e a coisa só piora para o lado de Yoshie quando a menina diz que não pode contar quem a machucou ou será ainda mais machucada. Isso por certo, faz com que Tadahiko levante a hipótese de que a mulher teve uma crise.

Yoshie tenta convencer o marido de que foi Aya quem machucou a menina e mostra marca de arranhão que ela também tem no braço. A mulher ainda sugere entregar a boneca para um grupo de monges para que eles a queimem em um ritual.

Tadahiko liga para um templo conhecido mas o responsável diz que não há mais vagas no momento para uma cerimônia de queima. Sozinho, Tadahiko faz uma pesquisa sobre o tipo de boneca que Aya é seguindo o que tem escrito na redoma de madeira e vidro de onde ela veio e descobre que ela é uma boneca Rei e que foi feita por um artesão do início da era Showa (1926-1989) chamado Kokichi Yasumoto exclusivamente para sua filha.

Repentinamente, Tadahiko recebe um retorno do templo depois de repassar as informações sobre Aya e o responsável pela ligação diz que ele deve entregar a boneca o quanto antes pois ela é muito perigosa.

Tadahiko encucado, intensifica a pesquisa sobre Aya e descobre um vídeo na internet de um grupo de cinco jovens caçadores de mitos denominados rangers ocultistas (referindo à rangers como Power Rangers ou a denominação original de Super sentai, um grupo de no mínimo cinco jovens super heróis que se vestem cada um com uma roupa colorida para lutar contra as forças do mal) onde eles destrincham a história da filha de Kokichi.

Segundo a história, a boneca que Kokichi fez para a filha se enciumou e matou a dona. A mãe da menina ficou muito doente e em leito de morte pediu que enterrasse a boneca com ela no pico de uma ilha chamada Kannajima. A boneca no entanto saiu de sua tumba e vaga até hoje procurando por sua dona.

No que se segue do vídeo, os rangers rumam até a tal ilha a procura do túmulo da mulher de Kokichi.

Anoitece e Toshiko que toma conta de Mai a coloca para dormir com Aya e no meio do escuro, instantes depois, a senhorinha pega a menina acordada na frente da tevê.

A menina se joga nas costas da avó para ser levada de cavalinho e Toshiko a leva para a cama, porém ao chegar lá, percebe que Mai nunca saiu do leito e quem está em suas costas é Aya.

Em pânico, Toshiko liga para Tadahiko no hospital e o filho a tranquiliza dizendo que a boneca será levada para a queima na manhã seguinte.

Depois, Tadahiko vê a gravação da babá eletrônica que ele transferiu para o celular onde Aya conversa com Mai e ao ouvir o nome do distrito onde viveu Kokichi e que é o mesmo de onde a boneca diz ter vindo, Tadahiko pesquisa na internet pelo significado do nome Rei, o nome original da boneca Aya e descobre que uma das várias nomenclaturas usadas para definir a palavra é justamente Aya.

Na mesma hora, Tadahiko leva a redoma de Aya consigo enquanto sua mãe toma conta de Mai.

Toshiko ouve a porta do armário onde escondeu Aya mas a boneca já não está mais lá. Quando volta para o quarto de Mai percebe que a menina não está mais lá e que a janela está aberta indicando que a menina fugiu de casa.

A senhorinha corre sem perda do tempo e pergunta para quem encontra sobre o paradeiro da neta e ao ouvir uma pista de um ciclista, Toshiko encontra Mai sentada sobre uma ponte e se joga.

Tadahiko chega em casa no mesmo instante e ao procurar pela mãe, ele encontra Mai fora do ar com a boca coberta de sangue.

Toshiko por sua vez, depõe para a polícia dizendo ter achado que sua neta teria se jogado da ponte mas quando foi ver era apenas a boneca.

O detetive Yamamoto da policia mostra imagens da câmera da ponte onde se registra o momento em que Toshiko resgata a sua suposta neta de uma morte certa, até que por trás da senhora, alguém da altura de Mai pula nas costas da avó e a atacada à mordidas.

Indagado sobre o possível ataque de Mai, Tadahiko fica em silêncio para o detetive.

Pouco mais tarde, Tadahiko pega o relógio e pulso da mãe com marcas de mordidas e o leva até Mai que dorme para comparar com a arcada dentária da menina, porém do nada ela acorda e solta um grito estridente.

Na manhã seguinte, um representante do tempo aparece na casa dos Suzuki para levar Aya com redoma e tudo e incumbe Tadahiko de comparecer à cerimônia de queima que ocorre naquela mesma tarde.

Aya é posta junto de outras várias bonecas e sobre uma forte prece do líder dos monges ela é queimada enquanto Tadahiko grava tudo pelo celular para mostrar para Yoshie no hospital.

No entanto, Aya vai parar nas mãos de um dos monges que tenta vende-la para um colecionador como se fosse uma boneca comum, mas o mesmo não oferece mais do que ela aparenta valer o que faz com que a negociação seja cancelada.

Na saída da loja de antiguidades, o monge sente-se sufocado e percebe longos cabelos negros saindo de sua boca e com isso, ele passa muito mal e despenca do alto de uma escada rolante quebrando o vidro da redoma de Aya.

Um monge do templo vai com Aya até o hospital para dizer à Tadahiko que o colega responsável pela reunião de bonecas na bancada da queima se enganou e colocou outra boneca no lugar de Aya e que isso custou-lhe a vida. O rapaz ainda aconselha o médico a levar a boneca até um especialista em purificação, pois Aya está além de seus poderes.

Tadahiko liga para um especialista indicado pelo monge que se chama Kanda e marca uma hora para mostrar-lhe Aya.

A enfermeira assistente de Tadahiko brinca inocentemente com Aya e ao chacoalha-la percebe que a boneca tem algo dentro dela. Ao conseguir faze-la expelir o que tinha em seu interior descobre-se que é nada menos que um dente de leite genuíno.

Encucado, Tadahiko leva Aya para a sala de radiografia que passe por uma sessão de raio-x escondido de seu superior e as chapas revelam que a boneca tem toda uma estrutura óssea dentro de si!

Kanda chega ao hospital em caráter de urgência para investigar a boneca, porém os exames aplicados em Aya acabaram vazando e a policia foi acionada, descobriram rapidamente a estrutura óssea da mesma e por isso a boneca acaba ficando sob custódia das autoridades.

Tadahiko leva Kanda até Yoshie para que o especialista se itere completamente sobre Aya e sua ligação com Mai.

Kanda mostra uma foto que ele tirou da redoma de Aya e revela que os talismãs que vieram sobre a estrutura estão em um dialeto antigo e invertidos e que aquilo é uma prece de reversão de maldição.

Enquanto isso, o policial dá por falta de Aya em sua viatura e ao entrar num túnel, ele atropela uma criança com um saco na cabeça. Ao sair para verificar, ele encontra "a criança" debaixo do carro se queixando de dor".

Não muito tempo depois, Kanda e os Suziki que pegaram estrada, chegam até o túnel e encontram o policial em transe abraçado com Aya acreditando que ela é uma criança e que ele a matou atropelada.

Kanda faz uma prece para inverter o transe do policial e depois trancafia Aya em uma caixa com várias trancas. Depois, o purificador passa o endereço de um estudioso sobre a história de Kokichi Yasumoto e sua boneca e os três vão imediatamente até a casa do tal homem que é um senhorzinho idoso e cadeirante que reconhece Aya imediatamente.

O velho se revela ter sido um policial que viveu e atuou no mesmo distrito onde viveu Kokichi e que ele mesmo tomou o depoimento do artesão no dia em que sua vida se tornou um inferno por conta de um crime, o suposto desaparecimento da filha de Kokichi que na verdade nunca desapareceu.

Vemos então um flashback e descobrimos que a filha de Kokichi se chamava Aya e que ela era uma menina que nasceu muito doente e por isso nunca pode ter uma vida normal como as outras crianças vivendo sob a tutela de sua mãe, Taeko na maior parte do tempo.

Os cuidados constantes com a saúde de Aya acabaram custando a sanidade da mãe da menina. Certo dia, Taeko tentou matar Aya e a si mesma enforcadas, porém a sua corda arrebentou bem antes a deixando em estado crítico.

Kokichi chegou em casa bem no momento em que encontra Taeko nas últimas e ao descobrir o crime da mulher, como ato desesperado de amor ele esquartejou Aya, a imbuiu numa moringa escaldante e depois a remontou esculpindo seus restos com argila dando origem a boneca Aya!

Em seu leito de morte, Taeko pediu ao marido para enterra-la no pico da ilha Kannajima com a boneca e dar a filha como desaparecida. E então, depois disso, alguém desenterrou a tumba de Aya e a boneca se perdeu por quase um século buscando por sua mãe para poder descansar em paz.

Kanda e os Suzuki se dirigem até a ilha Kannajima e encontram um novo mistério ao rever o vídeo dos rangers ocultistas: os jovens eram cinco, porém dos quatro, um grava o vídeo e não aparece na frente das telas, mas há cinco pessoas marchando até a ilha sendo que a que sobra é uma mulher não identificada!

O trio chega até uma hospedaria na entrada da ilha e se registram para poder usar o templo local. Ao analisar Aya, Kanda descobre que os lábios da boneca começaram a entrar em decomposição e seus dentes estão aparentes.

Kanda usa um amuleto magnético que traça pontos no mapa da ilha e Yoshie e Tadahiko escaneiam cada um para obter uma localização precisa.

Um terremoto ocorre do nada, a luz é cortada e ouvem-se batidas pelas paredes. Kanda pede para que pegue sua câmera e tire fotos do quarto. Os flashs revelam a presença de Aya transfigurada em uma criança fantasma e tudo se acalma e a luz volta.

Kanda percebe que na confusão seu pé acabou sendo perfurado por um prego de uma tabua solta o que o obriga a ser levado para o hospital local.

Tadahiko e Yoshie por sua vez, levam a boneca até o pico da ilha e com o auxilio de um detector, eles procuram pela tumba de Taeko encontrando após algumas falhas.

A tampa do recipiente mortuário é aberto e se confirma a presença dos restos mortais de Taeko. Yoshie deposita Aya sobre o recipiente junto à mãe, mas acaba deixando um porta retrato com uma foto de Mei cair.

Desesperada, Yoshie entra no recipiente para pegar o porta retrato, mas o fantasma de Aya se manifesta novamente e tenta agarra-la porém Tadahiko consegue puxar a mulher para fora. No entanto, Aya segura os cabelos de Yoshie antes que Tadahiko conseguisse colocar a tampa no recipiente. 

No desespero, Yoshie quebra o porta retrato e usa o vidro para cortar seu cabelo e assim Aya é tragada para o recipiente enquanto Tadahiko finalmente a enclausura.

Os Suzuki voltam para casa exaustos e encontram Mai que abraça a mãe muito forte. Yoshie ordena que a filha a solte e percebe então que aquela é a entidade de Aya gritando para Tadahiko que está na lavanderia e encontra a verdadeira Mai presa na lavadora.

Tadahiko quebra o vidro da escotilha e puxa de lá de dentro...Mei?

Pai e filha vão até Yoshie e a menina toma Aya pela mão a levando até o além. Yoshie tenta evitar uma segunda perda, porém Tadahiko a contém, pois aquela é a hora de dar adeus à filha.

A cena corta e vemos os Suzuki passeando felizes com Mei na ilha Kannajima e ouvimos Yoshie agradecer à filha morta ao fundo.

De volta à realidade, os Suzuki vivem felizes com Mai e a levam até o hospital.

Em paralelo, Kanda mostra para Toshiko a gravação de Mai conversando com Aya pela babá eletrônica e revela-se que a menina tinha medo de Taeko pois a mãe vivia batendo nela por conta de sua exaustão. Ouve-se Aya dizendo que a mãe de Mai será apenas dela e que não irá dividi-la com mas ninguém.

Kanda diz que ele e os Suzuki cometeram um erro levando Aya até o túmulo da mãe, pois a menina a odiava.

Do lado de fora da casa, vemos os Suzuki passeando alegremente empurrando o carrinho de bebê de Mai, mas a menina está dentro do carro dos pais presa e batendo no vidro gritando por socorro. Yoshie e Tadahiko a ignoram totalmente e a câmera abaixa sobre o carrinho de bebê revelando que quem está lá é Aya!

A verdade é que Aya não queria descansar em paz, ela queria sim era encontrar uma família que a amasse e que não tivesse ninguém em seu caminho e que ela tinha na verdade ciúmes de Mai e a usou como pode expiatório para recuperar o lugar que ela tomara com o seu nascimento.

Apesar do filme pecar na imprevisibilidade proporcionando alguns momentos bem óbvios, a trama foi muito boa, tensa com todo filme japonês sabe fazer.

Eu digo seguramente que se Dollhouse tivesse chegado há alguns meses antes e fosse amplamente divulgado teria pego a época da explosão dos bebê reborn por aqui e teria se tornado uma sensação, por que potencial o filme tem.

Tirando os pontos baixos, o filme acertou em cheio no sobrenatural, é bem escrito na parte história e investigativa e tudo que eu gosto nestes tipo de filmes: bonecas possuídas, crianças do capiroto e uma reviravolta inesperada que me pegou de jeito num momento em que eu acreditava que o "felizes para sempre" ia se tornar o desfecho do filme.

Pasmo é a palavra que melhor define como eu me senti com o andamento da trama e de como em momento algum a menina Mai tem um momento de tranquilidade e que até mesmo no final ela se fode bonito deixando o espectador com o butico na mão.

É claro que no meio de tanto momento tenso a história deixa uma mensagem de desapego nos momentos finais quando Yoshie tem a chance de deixar a foto de Mei de lado e focar em selar o mal e a sua recusa em deixar os mortos descansarem foi a sua perdição. E ainda tem aquele momento lindo em que a fantasma de Mei aparece e toma atitude de levar Aya para o céu e que mais uma vez foi o momento de se desapegar e dar adeus. Aliás, aqui me dá a impressão de que quem Mei levou na verdade foi o espírito de Mai que já estava morta naquele momento e que a cena final, era Mai sim dentro do carro, porém presa metaforicamente em outro plano sem conseguir alertar os pais de que eles estavam sobre o domínio da boneca.

 

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Natal Sangrento / Black Christmas (2019)

 

Chegando a época mais esperada do ano, o que a gente mais espera é poder ver um filme bacana com muita violência, uma trama legal e com personagens carismáticos.

Infelizmente este não é o caso desta vez, e o que eu trago é a resenha de um filme fraco em todos os aspectos e que com toda razão apesar de razoavelmente decente é uma produção deveras obscura tamanha a precariedade.

A história é um slasher que e passa no campus e eclode quando uma aluna faz uma denuncia de abuso em forma de desabafo e acaba desencadeando a aparição de uma horda de assassinos que atacam garotas e tudo isso tem ligação com uma tradição ocultista iniciada na fundação da faculdade em questão.

Tudo começa nas entranhas da faculdade Hawthorne durante a semana de natal e corta para uma casa onde um grupo de amigas fazem uma festinha, com exceção de Lindsey Helman que sai do campus neste momento para se reunir com o resto das garotas até receber uma mensagem pelo celular por um anônimo usando o nick de Calvin Hawthorne, fundador da faculdade para assustá-la.

Logo depois, Lindsey é seguida por uma pessoa misteriosa usando capa preta até chegar na frente de uma irmandade onde ela tenta ligar para as amigas que não conseguem ouvir o telefone tocar por conta do barulho da festa.

Lindsey dá o stalker por perdido, porém ele sai de dentro da irmandade e tira uma lasca pontiaguda de água congelada que escorreu pelo telhado e a usa para perfurar o peito da jovem que é arrastada pela neve e de onde ela se debate como se formasse um anjo de neve sendo finalmente morta.

Depois da introdução, somos apresentados à Riley e suas amigas Fran, Jesse, Marti Coolidge e Kris Waterson fazendo planos para a manhã seguinte e o resto da semana.

Após se vestir, Riley vai para a faculdade para mais um dia chato de aula de literatura, o último até o final do recesso de fim de ano.

Horas depois da dispensa das aulas, Riley vai até a cafeteria onde trabalha como garçonete através de Phil McLlianey que um tal de Brian Huntley que fez mal à ela no passado está voltando ao campus.

Mais tarde, Riley volta ao campus e acaba descobrindo um ritual estranho da iniciação de um jovem em uma irmandade relacionado com o busto do fundados que exala uma substância preta.

Não muito mais a frente, Riley acaba flagrando Phil quase tendo relações à força com uma amiga chamada Helena.

Chegando à sua irmandade, Riley é recebida pelas amigas que a esperam para uma festa e Kris a aconselha a superar o que Brian fez seguido de um número musical das garotas no palco.

No meio dos garotos, Riley vê Brian chegando e se desconcentra durante o número por um segundo mas se recompõe improvisando uma letra em forma de denúncia por assédio sexual indiretamente ao seu agressor e os outros garotos com exceção do nerd Landon sentem-se ofendidos.

Landon se junta as garotas encantado com a coragem de Riley e o grupo faz uma pequena celebração do lado de fora do campus.

Em paralelo dentro de seu quarto, Helena sente enjoo enquanto faz as malas para passar as festas de final de ano fora e acaba recebendo uma mensagem pelo celular do avatar do Calvin Hawthorne dando a entender que o stalker está por perto.

Um tempo depois, enquanto Riley dorme, ela sonha com o dia que Brian a violentou depois de droga-la em uma festa e acorda na manhã seguinte com uma mensagem de Marty. Um tempo depois, enquanto Riley pega uma carona com as amigas, Fran que é deixada sozinha na irmandade prepara suas malas para voltar para a casa dos pais, mas antes de ir ela procura por sua gata de estimação Claudette e no caminho ela é pega pelo stalker do campus sendo enforcada com um rolo de pisca-pisca.

Enquanto escolhe um pinheiro com as amigas e Landon, Riley recebe uma mensagem pelo celular do avatar do Calvin Hawthorne seguido de uma ligação da mãe de Helena que diz que a filha dela nunca chegou em casa.

Ao voltar para o campus, Riley procura por Helena e deixa uma mensagem na secretária eletrônica da amiga. Depois, Riley sai para procurar fora do campus e ao longe vemos o corpo de Fran e o avatar do Calvin Hawthorne manda uma série de mensagens para Riley a levando-a até Landon para quem ela pergunta se ele sabe quem anda mandando mensagens anônimas e ele responde que não sabe por que não tem redes sociais.

Sem tempo para esperar, Riley vai até a delegacia e denuncia o desaparecimento de Helena e as mensagens anônimas para o xerife Gil levando suas suspeitas até Brian.

Gil faz uma procura rasa pelo campus e minimiza o desaparecimento de Helena dizendo que ela deve ter viajado com algum namorado e não avisou.

Na saída, Riley acaba levando um susto com seu professor de literatura, o senhor Gelson que ciente da denuncia musical da garota dá uma indireta sobre supostos sacrifícios que a faculdade fez durante duzentos anos para manter suas tradições passadas desde o fundados para as gerações seguintes.

Desconfiada, Riley dá um perdido no professor e vai para casa e ao descobrir que Kris postou na internet um vídeo com a denuncia musical como forma de protesto e se zanga com a amiga dizendo que tudo que anda acontecendo no campus é fruto da exposição de seu ato.

A discussão se estende até o piso superior entre Marty e seu namorado Nate que toma as dores de seus amigos pois se sente ofendido pela denuncia de Riley já que a jovem não foi direta em seu agressor e com isso fez com que todos tomassem de violadores indo embora logo em seguida.

Tudo se acalma momentaneamente e ouve-se um barulho de vaso quebrando e o stalker encapuzado aparece portando arco e flecha fazendo com que as garotas corram a se escondam na dispensa.

Como na confusão Marty acabou e ferindo, Riley se arma com um pedaço de rodo quebrado e sai da dispensa para procurar o agressor que está muito próximo à ela.

Kris deixa a dispensa logo depois para procurar ajuda deixando Marty sozinha e ela vai até o porão onde está o corpo de Jesse.

Enquanto isso, Nate aparece perante Riley dizendo que precisa se desculpar com Marty, mas ele é atacado pelo stalker encapuzado que o imobiliza e agarra a garota pelo pescoço. Ele a marca com a ponta de uma flecha e a beija parando apenas quando um boneco eletrônico de Papai Noel dispara. Riley aproveita a distração para tentar fugir, mas o stalker a derruba e torna a agarra-la.

Riley ataca o encapuzado cravando uma chave em seu pescoço o matando e as amigas aparecem logo depois para consola-la. Sem tempo a perder, Riley tenta recuperar suas chaves, porém outro assassino encapuzado aparece fazendo as meninas correrem.

Kris armada com a ponta de uma flecha caminha agachada até a porta para vigiar e o encapuzado pula sobre ela batendo sua cabeça em todos os lugares.

O xerife Gil aparece no campus e Riley aproveita para esfaquear o assassino pelas costas enquanto Kris o apunhala pela frente o matando.

As garotas são flagradas por Gil que as rende mas um terceiro encapuzado aparece e o apunhala por trás o matando. As garotas gritam e o assassino foge em seguida.

Riley retira a máscara de um dos assassinos e o reconhece como o rapaz que ela viu sendo iniciado pela irmandade que agora sabemos se chamar DKO.

Kris desce para examinar o corpo do outro assassino mas é atacada por outro encapuzado ao mesmo tempo que Riley, mas as garotas dão um sossega leão nos dois e fogem de carro deixando um dos assassinos para trás.

No caminho, Riley diz para as amigas que o corpo do garoto da iniciação tinha uma gosma preta igual à que saia do busto do Calvin Hawthorne na mesma ocasião e que isso só pode ter um dedo de sobrenatural.

As amigas acabam divergindo e Riley salta do carro encontrando Landon no meio do caminho e ele oferece sua ajuda.

Enquanto seguem pela estrada, Kris e Marty veem um grupo de jovens do campus sendo perseguidas por um encapuzado e elas oferecem fuga no veículo, porém o assassino aparece na frente das garotas armado com arco.

Riley e Landon chegam ao DKO onde o rapaz faz parte e ele invade sozinho e dá um ataque por seus colegas terem destruído seu mixer e eles acabam aparecendo.

Landon é ameaçado e sente uma forte dor na cabeça. Brian que é um dos cabeças do grupo diz que isso é um sinal de que o fundador da faculdade está despertando.

Riley entra na sala onde está o busto de Calvin Hawthorne, mas acaba ouvindo os gritos de Helena e a encontra viva e amarrada em um dos quartos da irmandade.

Um dos encapuzados ataca Riley por trás deixando claro que Helena está mancomunada com os assassinos da DKO. Riley que havia apagado acorda amarrada durante a iniciação de Landon que está em transe.

O vice líder da DKO se revela o professor Gelson que revela que Hawthorne tinha conhecimento em artes ocultas e se preveniu antes de morrer caso mulheres entrassem demais em evidência em sua instituição de maioria machista injetando sua alma em seu busto e sua essência é a gosma preta que possui os garotos.

Helena revela que ela é um contato da DKO para fazer a seleção das mulheres falhas que segundo a tradição devem ser sacrificadas para se manter a pureza da faculdade.

Aparece então, o líder máximo da DKO chamado de Rei e este torce o pescoço de Helena que já cumpriu ao seu propósito e agora morre.

Riley é obrigada a escolher entre o sacrifício e a obediência às tradições do Hawthorne e ela acaba marcando o rosto de Brian com uma piranha de cabelo o amaldiçoando.

O Rei a agarra e a esgana, mas Kris e as garotas resgatadas aparecem acertando uma flechada no inimigo e dando início à uma pancadaria generalizada entre os gêneros.

Riley por sua vez, enfrenta Brian passando por cima de seu trauma e põe o garoto para dormir. Depois, ela pega o busto de Hawthorne e o destrói enquanto Kris taca fogo em Gelson com um frasco de querosene.

Brian acorda e ataca Riley com um remo e Landon que saiu do transe luta contra o garoto.

Geral foge das chamas e emperram as portas principais com toda a irmandade dentro.

Riley, Landon e as garotas observam a DKO virar cinzas e seus membros morrerem queimados enquanto neva.

No pós créditos, vemos Claudette, a gatinha de Fran lambendo o sangue de um corpo...

Vou ser bem breve, eu não esperei muito, por que no geral os filmes com temática natalinas de terror sempre acabam decepcionando, mesmo o icônico Natal sangrento dos anos 1980 que nada tem a ver com este título que no original é Black Christmas, mesmo título do filme de 2006 que por sua vez é remake do cult Natal negro de 1974.

A tristeza por este filme em questão, o de 2019 está pelo fato de se utilizarem de um argumento de ataque machista para militar e no final termos apenas uma malhação feminista e nem se quer a motivação sobrenatural me convenceu.

Aliás, eu achei a protagonista um verdadeiro porre, sem carisma e mais parecida com a Gretta Thunberg com cabelo de penico. Na moral? Nenhuma das garotas me desceu, elas são mal construídas e pouco aprofundadas.

A violência é bem moderada, praticamente não tem sangue, então se você quiser assistir um filme de terror de natal com a família vai fundo, mas eu digo, é chato para caramba.

Não tem absolutamente nada que salve essa desgraça e me dá uma profunda tristeza chegar à reta final de 2025 com filmes tão fracos e o de ano novo consegue ser tão ruim quanto mas pode agradar  quem curte um trash de orçamento duvidoso, então fiquem ligados.     

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sábado, 20 de dezembro de 2025

O Telefone Preto 2 / Black Phone 2 (2025)

 

Quatro anos depois do sucesso imediato do primeiro Telefone preto, a sequencia foi prometida assim como a volta do vilão original diretamente dos quintos do inferno para mais uma rodada de muita insanidade.

Os mesmos quatro anos se passam na linha temporal do primeiro filme e o protagonista que sobreviveu ao sequestro do maluco mascarado carrega os traumas de seus dias de cárcere sem saber como canalizar suas frustrações.

Uma ligação vinda do passado em um acampamento de inverno, leva o protagonista e sua irmã vidente a saírem e sua cidade natal para tentar desvendar uma sequencia de três assassinatos que ocorreram do tal acampamento e isso vai fazer com que o sequestrador do primeiro filme volte dos mortos para consumar sua vingança.

Tudo começa nas montanhas rochosas do acampamento católico de inverno Alpine Lake, Colorado em 1957 onde uma jovem monitora chamada Hope recebe uma ligação vinda de uma cabine.

Ao atender, ela ouve uma voz feminina falando sobre ela ter sonhos onde ela pode ver o que vai ocorrer no futuro, coisa que Hope também pode fazer e ela pede insistentemente que a pessoa do outro lado da linha venha à Alpine Lake e do nada a ligação cai.

Depois da intro, somos levados à North Denver em 1982, exatos quatro anos depois do evento traumático que deixou o jovem Finney traumatizado e violento, sendo-nos reapresentado no meio de uma briga no colégio na frente de geral incluindo sua irmã vidente Gwen.

Finney diz que a repercussão de seu sequestro e a morte do sequestrador mascarado, vulgo The Grabber o fez perder toda sua privacidade e paciência.

Agora, Finney e seu pai Terrence tem uma relação cordial mas ele ainda carrega o trauma deixado pelo Grabber que o fez adquirir o hábito de fumar maconha.

Durante uma tragada noturna, Finney tenta passar uma imagem de trauma superado para Gwen que sabendo que não é verdade tenta faze-lo se abrir com ela mas é inútil.

Naquela mesma noite, Gwen tem um de seus sonhos premonitórios onde ela vê um menino sendo perseguido no meio da neve até ser assassinado à facadas e jogado num lago congelado. O fantasma da criança no entanto, crava uma letra W na camada fina de gelo do lago afundando logo depois.

Finney pega Gwen sonâmbula e quando ela se acorda, revela o que viu mas ele que continua cético ignora.

Na manhã seguinte na escola, Gwen recebe entradas para um programa com seu interesse amoroso Ernesto, além de um maço de cartas esotéricas similares às de tarô uma vez que ele sabe do dom que a paquera possui.

O garoto fala sobre seu irmão que desapareceu na época dos sequestros do Grabber e menciona as poucas informações que a polícia conseguiu reunir.

Naquela noite, Gwen tem outro sonho com um outro garoto sendo perseguido na neve e desta vez conseguimos ver o assassino sendo um homem alto, cabeludo e sem camisa e este faz sua vítima em pedaços com um machado e depois queima o corpo numa lareira.

O fantasma do garoto crava uma letra B junto ao W na crosta do lago e afunda.

Sonâmbula, Gwen corre até os restos do porão que servia de cativeiro do Grabber e recebe uma ligação de uma certa garota das montanhas geladas do Colorado que nada mais é que Hope de 1957 e presenciamos a mesma ligação do início do filme até a linha cair.

Ao desligar, Gwen dá de cara com um dos fantasmas assassinados em seus sonhos e ele diz que não deveria estar lá. O telefone torna a tocar e Gwen acorda ao ser chacoalhada por Finney que revela tê-la seguido quando ela começou a andar dormindo.

Gwen revela a ligação que ela acabou de fazer e se descobre que Hope é na verdade a finada mãe de Finney e da visionária e que ela pediu que eles fossem à Alpine Lake pois as crianças assassinadas dos sonhos também pertencem ao passado e foram mortos no mesmo acampamento. Gwen suplica ao irmão que ele aceite ir com ela ao Colorado trabalhar no acampamento de inverno como monitores para procurar pelos corpos.

Ao falarem com o pai, Gwen e Finney descobrem que sua mãe trabalhou no Alpine Lake bem antes deles se conhecerem como monitora.

Na manhã seguinte, depois de aceitar a proposta da irmã, Finney faz as malas e junto com Ernesto e Gwen ele viaja para o Colorado no meio de uma nevasca.

Ao chegarem nas dependências do acampamento, o trio conhece Armando, o diretor do local e sua sobrinha e segurança Mustang que diz que os jovens foram os únicos que pegaram a vaga de emprego e que Pine Lake está fechada por conta do tempo fechado.

Finney e os outros são alojados em seus chalés e se preparam para dormir.

Gwen tem outro sonho com outro menino assassinado e este crava um H junto ao W e o B no gelo afundando.

Em paralelo, Finney vai até a cabine telefônica para atender uma ligação e ignora dizendo para quem está do outro lado da linha que não pode ajudar. O telefone volta a tocar incessantemente fazendo o garoto voltar a atender.

Em seu chalé, Gwen vê o fantasma de um garoto morto enquanto o irmão descobre que o Grabber é quem está ligando diretamente do inferno.

Gwen é visitada pelos outros fantasmas e um deles tenta invadir pela janela, mas uma lasca de vidro se solta e corta um pedaço da cabeça do mesmo.

Ao ouvir os gritos de Gwen, Ernesto sai correndo de seu chalé e chega até a amada contendo seu surto.

Ernesto passa a noite tomando conta de Gwen e os dois conversam sobre a fé cristã e as visões da garota até que eles começam a engatar um beijo, porém Finney que também estava de segurança da irmã interrompe os pombinhos.

Na manhã seguinte, Finney tem uma discussão com Gwen por ela ter contado sobre seu dom para Ernesto e mostra uma marca de um ferimento causado pelo arranhão de um fantasma na noite anterior enquanto ela estava sonâmbula.

Mais tarde, o trio toma café da manhã com Armando que diz que o acampamento tem mais dois monitores que servem de orientadores para os novatos chamados Bárbara e Kenneth.

Gwen pergunta sobre sua mãe e Armando reconhece a jovem Hope pelo seu apelido da época que era Estrela e que foi dado por ela ser considerada iluminada e só fica sabendo neste momento que ela é falecida.

Armando quando questionado sobre a cabine adjacente ao lago, diz que o telefone não funciona há anos.

Um tempo depois, o telefone da cabine toca e Finney atende um menino que diz não se lembrar de seu nome mas que está entre mais dois amigos, que eles estão com frio e quando questionado, o menino diz não saber como ele ou os amigos morreram e pede para que eles sejam encontrados. Instantaneamente, os fantasmas das crianças de Alpine Lake aparecem do lado de fora da cabine e batem no vidro.

Gwen e Ernesto vão até a cabine de Bárbara e Kenneth pedir informações sobre os meninos que morreram no acampamento mas a monitora chefe é ríspida e omissa.

UM flashback mostra a jovem Hope recebendo uma ligação do além à noite e a projeção de Gwen a observa e um fantasma aparece dizendo que não era para ele e os outros estarem lá.

Do nada começa a cair neve embebecida em sangue e Gwen vê uma das crianças do passado sendo decapitada em um cepo e fica horrorizada com o sangue escorrendo.

Depois, Gwen sonâmbula sai de seu chalé perseguindo um fantasma mas Finney a flagra e pede para Ernesto segui-la e proteger a irmã.

O telefone da cabine toca e é o Grabber novamente que é questionado sobre sua presença em Alpine Lake e a entidade é irônica em seu desejo de vingança.

Ernesto acaba perdendo Gwen de vista e esta entra na cozinha da cantina onde as panelas se jogam e o forno começa a pegar fogo do nada.

O Grabber invade o sonho de Gwen e a ataca de frente enquanto Ernesto e os monitores chefes apenas a veem rodopiando no ar como se ela estivesse possuída mas que na real era a entidade do mal a fazendo de gato e sapato.

Ernesto tenta deter a amada e Finney chega na hora a fazendo acordar.

Armando reúne geral na capela e questiona Gwen sobre o seu dom da previsão assim que ele fica ciente de sua existência enquanto Bárbara acredita que a garota está possuída pelo diabo.

Gwen revela ter vindo à Alpine Lake para encontrar os restos mortais dos meninos assassinados anos atrás pois acredita que eles querem ser encontrados para poderem descansar em paz.

Armando confirma a veracidade dos assassinatos e menciona que a polícia na época moveu mundos e fundos para encontrar o sequestrador. Na época, Armando era cozinheiro do acampamento mas levou tão a sério que os corpos dos meninos fossem localizados que sempre que o tempo permitia ele procurava vestígios e que com o passar dos anos ele conseguiu adquirir o terreno de Alpine Lake para que como diretor pudesse perpetuar as buscas motivadas por uma promessa que ele fez aos pais da crianças na época.

Os jovens vislumbram uma foto antiga de funcionários do Alpine Lake da época dos assassinatos e entre eles Finney reconhece o Grabble a quem Armando conhece pelo apelido de Wild Bill Hiccup, ele trabalhava na manutenção totalmente fora de suspeitas.

Gwen liga as iniciais do apelido do Grabber com as iniciais cravadas pelos fantasmas no gelo fino concluindo que o sequestrador do North Denver é o assassino de Alpine Lake. A garota diz que segundo a sua visão, os corpos das crianças estão no fundo do lago e que se eles forem encontrados o Grabber perde seus poderes.

Mais tarde em sua cabine, Armando recebe uma ligação do Grabber em seu rádio comunicador e a entidade diz querer machucar o diretor.

Depois do susto, Armando encontra Finney fumando maconha e dá um de psicólogo dizendo que por trás de sua raiva pelo trauma do sequestro o rapaz reprime seu medo, mas que ele também tem forças para superar tudo.

Na manhã seguinte, geral pega pesado escaneando o lago em busca de qualquer sinal de restos mortais e assim vai até anoitecer e Gwen acaba dormindo depois que Finney toma conta dela. Finney conversa com Ernesto sobre uma ligação que ele recebeu no cativeiro do Grabber anos atrás que era nada menos que do seu irmão desaparecido.

Gwen entra em um sonho passado de sua mãe, agora uma mulher que por sua vez teve uma visão de um jovem entregador de jornais que é sequestrado pelo Grabber em vida.

Depois, Hope entra num estado de sonambulismo e caminha até o cativeiro do Grabber onde está preso um menino pequeno. O Grabber usando seu disfarce clássico de mascarado de cartola abduz Hope para dentro de sua Van.

Gwen entra no veículo onde o fantasma do sequestrador a acompanha e este diz que ele precisa fazer algo pela garota.

O Grabber do passado, leva Hope até a garagem de sua casa e coloca seu corpo sem vida sobre uma forca fazendo parecer que ela tirou a própria vida e o corpo é encontrado por Terrence que fica desconsolado.

Terminada a visão, o fantasma do Grabber persegue a Gwen dos sonhos com um machado e ela corre até chegar ao cativeiro onde se esconde e acaba sendo encurralada pelo algoz. Gwen tenta fugir pela janela do porão ao mesmo tempo que Finney tenta fazer a irmã acordar.

Gwen é transportada até Alpine Lake onde Armando se prepara para romper o gelo do lago para procurar as crianças.

O Grabber liga para Gwen da cabine telefônica dizendo que sabe do seu plano de enfraquece-lo encontrando os corpos das crianças e que a impedirá. Nisso, a entidade faz com que Armando caia no lago e Gwen tenta sair da cabine que está emperrada na base do murro mas o Grabber a ataca a fazendo rodopiar sendo flagrada por Finney e os outros.

Gwen explode a cabine com seus poderes e manda a entidade para longe com o impacto. A garota diz ter entendido que ela também tem poderes nos sonhos e que irá revidar.

Finalmente, a garota acorda e mobiliza Finney e os outros a irem até o lago para resgatar Armando e ao faze-lo, o diretor fraco diz ter encontrado os restos de uma das crianças que se chamava Feliz dentro de um tambor de lata.

Mustang reporta o ocorrido para Bárbara e Kenneth mas a monitora chefe continua sustentando a tese de que Gwen está possuída pelo diabo.

Repentinamente, Terrence aparece em Alpine Lake para levar os filhos de volta para North Denver, mas Gwen se nega e confronta Finney sobre seu trauma do sequestro o fazendo chorar pela primeira vez e expressar sua raiva e medo pelo ocorrido.

Depois, Gwen revela ao pai ter os mesmos poderes visionários da mãe e prova dizendo com detalhes o que viu e ouviu no sonho que a mãe com partilhou com ela no dia de sua morte, e revela por fim que Hope não tirou a própria vida e sim que ela foi assassinada.

Na manhã seguinte, geral se mobiliza para remover o corpo de Feliz do lago e para localizar os outros antes que seja muito tarde e as tentativas se estendem até o anoitecer.

Gwen acaba adormecendo no meio do trabalho ao lado de Mustang e se projeta no meio do lago onde o Grabber aparece patinando e arrasta Kenneth pelas pernas enquanto a garota mergulha no lago.

Bárbara tenta ajudar o parceiro mas é agredida pela entidade que parte o gelo do lago com um machado.

O Grabber agarra Finney e o sufoca enquanto o garoto grita para Ernesto pular no lago para ajudar a projeção de Gwen a encontrar os corpos das crianças. O garoto assim o faz e ajuda a içar o tambor com o corpo de Felix.

Fora do lago, Gwen aparece atrás do Grabber e recita um versículo para a entidade dizendo ter trazido amigos. Nisso, os outros dois tambores com os corpos restantes emergem e com eles os fantasmas das três crianças assassinadas.

Gwen acerta o Grabber com um machado arrancando sua máscara que revela um rosto queimado e diz que a entidade não tem mais poderes.

Finney consegue ver o Grabber e bate sua cabeça contra o gelo diversas vezes enquanto Gwen o acerta com golpes de machado o fazendo em pedaços e por fim despejando seus restos nas profundezas do lago que congela o algoz.

Gwen acorda e beija Ernesto apaixonadamente e diz que está tudo acabado, o Grabber se foi.

Na cena seguinte, Armando liga para as famílias das crianças cumprindo sua promessa de muitos anos dizendo que os restos foram finalmente encontrados.

Gwen recebe uma ligação de sua mãe do além e esta diz que está num lugar muito bonito. A menina diz que carregará sua maldição a vida toda, mas a mãe diz que seu dom não é uma maldição e transmite uma mensagem para ela passar para Finney acerca de se amigo Robim dizendo que ele está bem no outro plano.

É justamente o que Gwen faz e Finney se emociona.

Com as malas feitas, os jovens se vão com Terrence de volta para casa para finalmente serem felizes e livres de todo e qualquer trauma, livres do Grabber e sua influência maligna...

A sequencia conseguiu manter o melhor possível a essência da primeira parte elevando o medo que antes era psicológico para algo mais sobrenatural transformando o vilão original numa entidade maligna.

O protagonismo jogado em cima de Gwen foi um grande acerto e seu crescimento foi muito bem desenvolvido além da expansão de seus poderes.

O que também foi muito bem desenvolvido foi a história que ficou em aberto sobre o passado e os poderes da mãe de Gwen e Finney e a sua ligação com o Grabber, novamente vivido por Ethan Hawke de forma certeira. Eu simplesmente gostei da conclusão do arco da família dos protagonistas com a revelação do passado de Hope e de como os fios do destino levaram os caminhos dos filhos da vidente e os do Grabber a se cruzarem, ou será que estava tudo planejado pelo vilão o tempo todo?

O caso é que dá sim para expandir ainda mais a franquia em um terceiro filme, mas provavelmente se isso acontecer teremos outros protagonistas pois a história de Finney e Gwen fechou redondinha então não tem mais motivo para um retorno a menos que seja bem circunstancial e rápido.

Voltando ao vilão, o Grabber está mais insano e visceral do que nunca, a violência gráfica do filme está bacana, os efeitos práticos continuam sendo um charme e o clima de suspense continua do caralho.

O único ponto fraco mesmo é a falta de suporte de um ou outro personagem como a Mustang que tinha tudo para ser um bom rolo para Finney mas acabou sendo apenas enfeite durante seus poucos minutos de tela, provavelmente amanhã eu já terei me esquecido completamente dela.

Outro que não tem função e nem carisma é Kenneth que só serve para ser o capachão da Bárbara que por sua vez é um porre, não serve para nada e quando faz algo é só merda.

Ignorando essas pequenas falhas dá para aproveitar o filme numa boa e para quem curtiu o primeiro Telefone preto vai gostar mais ainda da sequencia, que garante mais tensão, um vilão ainda mais insano e carniceiro e uma história muito bem escrita e desenvolvida com protagonistas, bem... adolescentes raiz fumadores de maconha, mas boa gente isso sim. 

 

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Presente Maldito / Vicious (2025)

 

Talvez esta seja a última boa surpresa do ano no cinema de terror e é uma obra que inicialmente eu não dei nada e acabei recebendo tudo que eu não esperava e mais um pouco.

Decepcionado pela recepção fraca de Os observadores, eu me neguei a crer que o novo filme com Dakota Fanning, um terror sobrenatural diferentão fosse vingar, mas vingou.

Em suma, o filme nos leva até uma jovem com uma vida inicialmente cheia de lacunas que num dado momento de sua vida recebe aleatoriamente a visita de uma senhora assustada que dá para ela uma caixa de madeira dizendo que a garota irá morrer naquela mesma noite a menos que resolva um enigma depositando no compartimento três objetos específicos que representam muito em sua vida sem perda alguma de tempo.

O que se passa a seguir é uma sessão de torturas psicológicas e físicas trazendo à tona feridas antigas de uma vida cheia de tristezas e dificuldades que serão postas à prova.

Tudo começa com a jovem Polly chegando as mensagens da secretária eletrônica de seu celular enquanto guarda as compras em sua solitária e inóspita casa.

Depois, ela se serve de vinho e tem um monólogo consigo mesma bem breve até receber a inesperada visita de uma mulher aparentando estar desorientada que toca sua campainha e é convidada a entrar.

A senhorinha diz pensar conhecer uma pessoa que morava naquela mesma casa e enquanto aguarda Polly lhe trazer um copo d'água, ela vislumbra alguns retratos na parede do que parece ser a família da dona da casa.

Quando retorna com a água, Polly facilmente acaba contando um pouco de sua vida mencionando a irmã mais velha, seu marido e uma sobrinha pequena que foi quem alugaram a casa onde ela vive desde que ela começou a passar por algumas dificuldades.

Sabendo o suficiente sobre a jovem, a mulher dá à ela uma caixa preta de madeira com uma ampulheta dentro revelando que Polly está predestinada a morre naquela noite e reitera que conhece quem morou na casa antes da jovem.

Polly assustada anuncia que irá chamar a polícia e quando a senhora a desaconselha é posta para fora com caixa e tudo e diz saber o nome da jovem e revela saber que Polly viveu um pesadelo do qual ela se recusou a acordar e vai embora deixando a caixa no meio da rua.

Ainda chocada, Polly liga para sua irmã Lainie para reportar o que acabou de acontecer e resgata a caixa.

Depois disso, Polly toma um banho para esfriar a cabeça e ouve música para relaxar enquanto se produz para tirar algumas fotos pelo celular.

Enquanto Polly vislumbra as fotos, vê-se um vulto passando pelo espelho e este se materializa na forma de uma mulher atrás da jovem chamando sua atenção e desaparecendo em seguida.

Assustada, Polly acende um cigarro e liga para a irmã para contar o que acabou de acontecer e ao voltar para o seu quarto, procura pela invasora sentindo sua presença vindo de dentro da caixa.

Polly abre a caixa e retira a ampulheta cuja areia estranhamente não cai.

Ao voltar para o celular com sua irmã, Polly descobre que aquela não é Lainie mas sim uma projeção da senhorinha que lhe presenteou com a caixa reiterando que a jovem vai morrer a menor que cumpra alguns requisitos.

As portas batem pela casa e a voz da Lainie volta ao normal e expõe os problemas emocionais de Polly que a levaram a ser uma pessoa retraída e insegura.

A voz da senhorinha volta a se projetar e ela pede para Polly olhar o interior da caixa dizendo que a jovem deve depositar três coisas dentro do compartimento para pode se salvar e estas são: uma coisa que ela odeia, uma coisa que ela precisa e uma coisa que ela odeia e quando ela decifrar o que são estas coisas e oferece-las para a caixa irá acabar com o ritual que levará a sua vida.

Depois que a voz desliga, Polly abre a caixa e se põe a pensar no que podem ser as três oferendas.

A areia da ampulheta começa a cair e Polly se sente sufocada se arrastando até vomitar uma chave dourada.

Em pânico, Polly vai até a casa de uma vizinha para pedir seu celular emprestado alegando que o dispositivo dela parou de funcionar.

A senhora a convida para entrar mas passa o tempo a ignorando agarrada ao telefone e do nada diz que a polícia ligou para a jovem. A vizinha é possuída pela senhorinha da caixa e esta esfaqueia o rosto da hospedeira dizendo para Polly que ela está em todo lugar e que ninguém irá ajuda-la. A entidade termina por matar a vizinha esfaqueada.

Polly volta para casa em pânico e um porta-retratos do nada cai e trinca enquanto o celular começa a tocar sozinho uma música natalina muito alta incessantemente.

Ao atender o celular, Polly ouve a voz de um homem que ela conhece e que está morto e por isso desconfia que seja a velha da caixa a torturando psicologicamente outra vez. A voz pergunta à ela o que a jovem odeia, algo ou alguém que ela perdeu e que ela esconde.

Polly entra no armário e vasculha algumas fotos antigos de um homem de sua infância que parece ser seu pai e que em um determinado momento de sua vida ele contraiu câncer e lutou até a sua morte.

Do nada, o armário fica emperrado e uma mão carcomida toca Polly nas costas e desaparece rapidamente.

Uma projeção putrefata do homem com câncer aparece frente a Polly, a agarra a fazendo cair sobre a porta do armário que se abre, a arrasta e depois some.

Tentando se acalmar, Polly pega um crucifixo e o deposita na caixa representando algo que ela odeia.

Depois, Polly ouve uma voz abafada que a chama e quando ela se vira descobre que é o seu reflexo que tem vida própria e sorri para ela. O reflexo bate contra o vidro usando um alicate e depois bate com a própria cabeça causando uma trincada no vidro.

O reflexo se projeta atrás de Polly, a toca e depois some.

Polly recebe uma ligação de Lainie dizendo que faz algumas horas que ela está tentando ligar para a irmã caçula preocupada com aquelas ligações sobre ela estar predestinada a morte. Lainie diz estar vendo o carro da irmã estacionado na frente de sua casa. Em pânico, Polly pede que a irmã "não a deixe entrar" mas é inútil.

Sem alternativa, Polly tenta sair da casa mas a porta está trancada. Depois, a jovem tenta sair quebrando a janela com um banquinho porém a mesma não recebe um arranhão se quer.

Ansiosa, Polly tenta pensar em qual pode ser a segunda oferenda que ela tem que fazer para a caixa e do nada a tevê se liga sozinha projetando uma gravação caseira de Lainie com sua filha pequena Aly brincando de "porquinhos" com os dedos dos pés da menina. Estranhamente, a menina tem sua face tomada por um sangramento gradualmente e ela pede ajuda para a tia quebrando a quarta parede.

Polly tira a tevê da tomada porém ela continua ligada e a torturando com as imagens.

Em pânico, Polly pega um alicate de unha e decepa o mindinho de um dos pés e o deposita dentro da caixa como sendo o objeto que ela precisa. 

Enquanto enfaixa o pé, Polly vê uma projeção de sua irmã completamente sangrenta a mandando parar para pensar. Nisso, o celular começa a enviar uma mensagem de erro escrita repetidas vezes e Polly entende que a oferenda estava errada.

A televisão volta a projetar a gravação caseira e Polly se questiona aonde ela errou e sem pensar duas vezes decepa um dedo da mão e o deposita na caixa.

A lareira se acende sozinha deixando Polly com muito calor, mas ela foca na caixa que desta vez aceitou a oferenda.

Polly consegue sair da casa e vai até a de Lainie onde só se ouve ruídos distantes de risada, seguindo da voz da jovem dizendo para a recém chegada que ela e a filha estão no piso superior.

Ao chegar ao quarto de Lainie, Polly a encontra morta e depois de ir até o de Aly a encontra na mesma entrando em prantos.

A música natalina alta do celular volta a tocar na vitrola até ficar distorcida e parar completamente.

Do nada, os telefones da casa tocam ao mesmo tempo e quando Polly atende um deles quem fala é Aly que diz que a tia é má, que ela conseguiu o que queria e que por isso precisa sofrer até completar o último desafio.

Polly vai novamente até o quarto de Aly e corta uma mecha de seu cabelo a depositando na caixa como algo que ela ama.

A ligação se encerra e Polly abre a caixa descobrindo que a oferenda foi aceita.

Nisso, Lainie desce até a sala de estar vivinha da silva e Polly corre até o quarto da sobrinha que também está viva porém a menina é possuída pela senhorinha da caixa revelando que o jogo ainda não acabou.

A menina possuída agarra Polly dizendo querer brincar e a esfaqueia, mas a jovem acorda na frente da caixa se dando conta de que ainda falta alguma coisa a ser feita para terminar o ritual.

Em desespero, Polly começa a depositar seus pertences e até mesmo sangue dentro da caixa sem sucesso e do nada, uma mão tenta puxá-la para dentro do compartimento mas a solta.

Depois de se recompor, Polly sai pela rua gritando por ajuda mas ninguém responde.

Polly toca a campainha de uma adolescente creditada como Tara que diz que está sozinha em casa mas que os pais logo irão chegar e a convida para entrar vendo que a jovem está aparentando desorientação e pedindo para usar o telefone.

Tara vai até a cozinha para preparar um chá e Polly tira a caixa com a ampulheta de uma sacola. A adolescente volta com o chá e se choca ao saber que a estranha conhece o seu nome. Polly brevemente desabafa sobre seus pesadelos e deixa claro que quer passar a caixa para a adolescente tendo compreendido que o passo final para salvar a sua vida é amaldiçoando outra vida em uma corrente sem fim.

A cena corta e Polly está em casa sozinha e do nada, a mulher da caixa aparece sabendo que a caixa foi transferida dando inicio a um embate de armas cortantes. Polly leva a melhor conseguindo desferir vários golpes com seu alicate e questiona a senhora sobre o por que ela foi escolhida. A mesma diz que ela também recebeu uma pessoa em sua casa com a caixa e que ambas são escolhidas pelo destino por que suas vidas estão "quebradas" e a caixa é uma forma de consertar as coisas ou simplesmente desistir de tudo. A senhora revela que ela fez de tudo mas nada resolveu o enigma da caixa e tão pouco ela conseguiu resolver seus problemas relacionados à depressão e a solidão e então ela perdeu tudo o que tinha restando jogar suas frustrações nas costas dos outros e perpetuar a maldição.

A senhora revela que a areia da caixa se alimenta do medo da morte e diz que Polly não deve ter este medo a aconselhando apenas a esperar o jogo acabar. Por fim, ela morre agradecendo a jovem.

Polly vê seu reflexo falando com o da senhora no espelho e começa a ouvir as vozes de seus entes queridos em sua cabeça enquanto a areia da ampulheta se esvai.

A cena corta para um amanhecer frio onde a vizinhança segue sua vida normalmente como se nada tivesse acontecido.

Polly sai de casa e presencia tudo normal na rua e vai até a casa da irmã onde Aly a recebe feliz com um abraço e a jovem diz que mais tarde voltará para ver a mãe da menina.

Um instante depois, Polly vai até a casa de Tara para pedir-lhe a caixa de volta mas a adolescente diz não conhece-la pois se mudou recentemente com os pais.

Confusa, Polly fuma um cigarro para clarear as ideias até que seu celular vibra, mas ela nervosa não atende.

Enquanto isso com Tara, ela volta para dentro de sua casa e nisso vemos uma mensagem escrita com sangue na parede dizendo "não confie em ninguém". Depois, a câmera abre e vemos a mão da jovem enfaixada indicando que ela deu uma mão em oferenda para a caixa e ao abrir mais ainda, vemos os corpos dos pais dela jogados na sala enquanto o celular vibra...

O filme acertou em cheio na atmosfera de suspense contínuo com muito jumpscare que dá certo, um verdadeiro teste de sanidade que vai levar o espectador ao limite.

A trama consegue te prender apesar do início um pouco devagar, mas é coisa que passa voando e quando você parar para ver já vai estar consumindo os créditos finais do filme que te deixa com gostinho de quero mais, muito se devendo ao fato das última cena deixar em aberto a possibilidade de uma continuação onde a caixa poderia ser passada para outra pessoa desajustada.

Até por que fica entendido que a caixa escolhe as pessoas e apenas as quebradas, que ela é uma espécie de depósito de sentimentos negativos e que a escolha de Polly no final de transferir a caixa não fez com que ela superasse seus traumas como ela pensou que aconteceria e sim ela que espalhou a maldição e ferrou com a vida da jovem Tara que não estava dentro dos padrões da caixa, não foi escolhida pela mesma, mas assim mesmo ela acabou ficando presa ao jogo tendo matado os pais em sinal de obediência à entidade.

E quanto a Polly, a ligação que ela recebeu no final mas não atendeu foi justamente o estopim para estragar tudo, pois muito possivelmente era a voz da caixa tentando avisar que ela fez merda e por isso deveria recuperar a caixa e passar para a pessoa certa. Mas a jovem apenas escolheu viver e recomeçar do zero.

Agora partindo de um lado mais técnico, o filme trolla por fazer o espectador acreditar que o mal da protagonista é sobrenatural quando na verdade é psicológico e isso se vê durante o desenrolar da trama: Polly tem uma vida toda quebrada, cheia de pendências e apegada a um passado doloroso.

A caixa como eu disse é um depósito de sentimentos que metaforicamente representa o desapego, afinal a salvação que o amaldiçoado alcança ao vencer o jogo não é o de sua vida física mas sim de sua alma; a caixa escolhe quem tem apego à depressão, ansiedade, a saudade e etc como uma forma de tratar as feridas da alma e se o detentor conseguir se desapegar de tudo aquilo que lhe faz sofrer ele ganha uma chance de superar, mas se não houver mais tempo vai acontecer o mesmo que com a senhorinha, a pessoa vai ficar desesperada e jogar seus problemas nas costas dos outros para não sofrer sozinho.

E como vimos, Polly tem apego à família, sobretudo sua sobrinha que é o que ela mais ama agora e a saudade do pai que a deixou muito cedo e por conta disso ela não soube como redirecionar sua dor que só foi se acumulando como uma bola de neve e quando ela cresceu ela acabou se tornando esta jovem adulta retraída dependente do cigarro como um tipo de anti depressivo. 

Em suma, Polly tentou enganar a caixa para acabar com seu desespero se desapegando de coisas que trariam um falso alivio e só no final ela realmente entendeu que o caminho para se salvar era... superar seus medos, como a senhora a aconselhou em seu leito de morte.

Vicious tem criticas bem negativas mesmo tendo aberto a semana de lançamento equilibrada e eu mesmo gostei bastante até mais que muito filme mais gabaritado que deu a cara por este ano de 2025 e como eu sempre ignoro a crítica especializada e sigo o meu faro, esta vez não será diferente.

 

Trailer: 


 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Lenda Urbana / Urban Legend (1998)

 

Com o sucesso crescente da revitalização do subgênero slasher com clássicos como Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, é claro que outros estúdios Hollywoodianos iriam aproveitar a receita do bolo para fazer o seu próprio ninho de ovos de ouro.

Foi então que em 1998 quando Pânico já havia emplacado sua primeira sequência que chegou Lenda Urbana, um novo terror slasher com um maníaco que ataca jovens universitários matando-os recriando lendas urbanas difundidas tradicionalmente pelo campus.

Girando em torno de uma galera de uma universidade que guarda muitos segredos, entre eles um massacre ocorrido há vinte e cinco anos, o filme vai se desenrolar a partir do vazamento do assassinato de uma jovem universitária que irá se conectar com todas as outras mortes no decorrer da trama.

Tudo começa numa noite qualquer com a jovem Michelle Mancini pegando estrada até começar a ficar sem combustível no meio de um toró a obrigando a parar num posto próximo aparentemente abandonado.

Isso até aparição repentina do estranho frentista que serve gasolina à jovem depois de assustá-la involuntariamente.

Com o tanque completo, o frentista anuncia à Michelle que ela tem uma ligação na recepção do posto e ao atender, ela recebe uma ameaça de um anônimo e achando se tratar de uma armadilha para um possível assédio, a garota agride o frentista e bate marcha sem ouvir o alerta do homem de que há alguém no banco de trás do carro dela.

Este alguém, uma pessoa usando um casaco com gorro de pelos de animal silvestre que cobre seu rosto e munido de um machado surge justamente onde o frentista disse e ataca Michelle de surpresa a matando.

Dias depois, somos levados à rádio da universidade Pendleton onde a jovem Sasha Thomas que é a apresentadora de um programa escolar menciona a lenda urbana do massacre da universidade de Stanley Hall ocorrido há vinte e cinco anos atrás.

No hall do campus, o universitário Parker Riley afirma sua crença no ocorrido enquanto seu colega Paul Gardener é cético e classifica o tal massacre como sendo uma lenda urbana o que abre um debate rápido entre as colegas Natalie Simon e Brenda Bates.

Debochando da lenda urbana de Bloody Mary, Natalie e Brenda vão até os restos de um dormitório abandonado e tentam invocar a entidade chamando pelo seu nome várias vezes de frente para uma fresta de uma trava de madeira.

Depois, Natalie volta para o dormitório que ela divide com a odiosa gótica Tosh Guanieri que no mesmo momento, transa com um mais peguete aleatório.

Na manhã seguinte, o professor William Lexler dá uma aula sobre lendas urbanas usando como exemplo um ocorrido com um menino chamado Mickey que teria morrido do estômago ao consumir bala efervescente (tipo Mentos) e refrigerante ao mesmo tempo.

Brenda debocha do docente que a convida para fazer um experimento na prática com balas e refrigerante para confirmar a lenda, mas ela se nega. No entanto, Damon Brooks, o engraçadinho da turma se prontifica a ser a cobaia da experiência e tal como as várias pegadinhas que ele já fez no campus, ele finge estar tendo uma convulsão e logo depois revela estar são e salvo.

Durante o intervalo, a turma toma ciência da morte de Michelle Mancini através do jornal da universidade do qual Paul é repórter e o reitor Dean Adams censura o artigo que abre hipótese para um maníaco no campus visando abafar a publicidade negativa da instituição.

Mais tarde, Damon convida Natalie para dar uma volta no bosque próximo ao campus numa tentativa de conquistá-la, mas ele é um completo babaca com ela deixando claro que ele não tem nenhuma motivação afetuosa para com a jovem o que lhe custa um soco na fuça.

Antes de levar Natalie de volta à universidade, Damon sai do carro para urinar em uma árvore e é atacado pelo maníaco do casaco que logo depois se manifesta na frente de Natalie e esta dá partida no veículo que é amarrado pelo para-choque e a outra ponta da corda é enrolada em volta do pescoço de Damon que grita em vão para a amiga não dar partida.

Com o desespero e os gritos de Damon abafados, Natalie acaba dando partida no carro e isso faz com que ele acabe morrendo enforcado.

Na sequencia, o maníaco sobe no carro e começa a pisoteá-lo até ser jogado quando Natalie consegue por fim acelerar mas o corpo de Damon acaba caindo sobre a janela dianteira do veículo.

Seguindo a pé, Natalie chega depois de muito tempo à delegacia e pede ajuda à conhecida xerife Reese Wilson que ao chegar à cena do crime não encontra nada fora do normal ficando claro que o maníaco sumiu com as evidências e o corpo de Damon. Cética, Reese desconfia que Natalie estava sobre efeito de drogas e fica tudo no elas por elas.

Na manhã seguinte, Parker caçoa do relato de Natalie sobre o ocorrido anteriormente dizendo que Damon tem o costume de pregar peças e que muito possivelmente o amigo deu chá de sumiço até as coisas esfriarem, mas a jovem insiste que o ocorrido foi criminoso e que coincide com uma lenda urbana sobre um assassinato num encontro no meio do mato.

Mais tarde, Natalie vai até a deserta biblioteca para investigar o conteúdo de um livro sobre lendas urbanas enquanto que em paralelo, Tosh consegue uma transa fácil em um site de relacionamentos góticos.

Em poucas horas, Tosh acaba sendo surpreendida pelo maníaco que desliga o computador e as luzes dando início a um ataque silencioso e quando Natalie chega no dormitório e ouve os gemidos abafados da colega, ela ignora acreditando ser mais um rolo e se deita com um fone ligado para pegar no sono.

Na manhã seguinte, Natalie finalmente encontra o corpo dilacerado de Tosh na cama e uma mensagem escrita com sangue na parede.

Natalie é interrogada pela xerife Reese e o reitor Adams que estranham a omissão da garota perante o ocorrido e ainda menciona que a polícia encontrou um bilhete de suicídio nas coisas de Tosh que a pinta como uma suposta maníaca depressiva, o que evita uma investigação mais intensiva. 

Paul tenta conseguir uma entrevista com Natalie pelo ocorrido com Tosh para o jornal e a jovem contradiz o laudo de suicídio dado pelo reitor e diz que a ninfomaníaca foi assassinada.

Encucado, Paul adentra a sala do senhor Wexler juntamente com Natalie para encontrar alguma evidência que confirme o ocorrido com Tosh e encontra um machado e outros instrumentos de tortura além de uma anotação sobre o massacre de Stanley Hall.

Wexler acaba chegando bem na hora e entrega os universitários para o reitor Adams e este informa à Paul que o editor do jornal do campus o dispensou de suas atividades.

Horas depois, Natalie vai até o salão da piscina olímpica para se encontrar com Brenda que treina e reconhece o maníaco do casaco próximo à amiga. Temendo um novo ataque, Natalie grita para Brenda que não ouve e então a jovem estoura o vidro da porta e quando volta-se para o suposto maníaco, percebe que era só uma aluna aleatória usando um casaco parecido.

Depois do susto, Brenda tenta convencer a amiga que ela está neurótica com a história do maníaco e nisso, Natalie revela que Michelle Mancini era uma velha amiga e que elas estudaram juntas. Ela conta que uma certa noite, elas saíram de carro para se divertir e Michelle teve a infeliz ideia de provocar um jovem que passava em outro veículo junto à elas. O rapaz não aguentando desaforo perseguiu as garotas até que seu carro capotou e ele acabou morrendo na hora enquanto ela e a amiga por serem menores e rés primarias pegaram condicional.

Em paralelo, Paul volta a investigar as anotações de Wexler e descobre através de um recorte de jornal que ele foi o único sobrevivente do massacre de Stanley Hall, o que significa que o ocorrido foi uma realidade.

Do outro lado, a xerife Reese procura pelo reitor Adams para informar sobre sua busca por Damon que desde a denúncia de Natalie está desaparecido, mas o velho contradiz alegando que o rapaz deve ter saído com alguma namorada para aproveitar o final de semana fora da universidade.

Depois que a xerife vai embora, o maníaco aparece sorrateiramente e ataca o reitor Adams no estacionamento dos docentes rompendo seu tendão com uma faca e logo depois, ele destrava o freio de mão do carro do velho que se desesperado se arrasta até a cancela que acaba ativando uma armadilha de espeto para prevenção de furtos e nisso, o carro de Adams passa por cima dele o matando perfurado sobre os espetos.

Enquanto isso, acontece uma festa no campus oferecida por Parker e lá, Paul encontra Natalie contando sobre o que acabou de descobrir teorizando que Wexler enlouqueceu por ter se mantido em silêncio sobre massacre por ordem do reitor para evitar comentários negativos sobre a universidade e que por isso ele pode ser o maníaco.

Os dois acabam se beijando e são flagrados por Brenda que é apaixonada por Paul ficando de coração partido.

Paralelamente, a xerife Reese investiga por conta própria a sala de Wexler no meio do breu e ao descobrir os instrumentos de tortura ela acaba escorregando em uma poça de sangue.

De volta a festa, Paul pede à Parker que suspenda o evento pois o maníaco do campus é real e vai acabar recriando o massacre de Stanley Hall. Parker expõe e ridiculariza o amigo na frente dos convidados.

Sasha que é namorada de Parker, se manda com uma assistente para a rádio para espalhar as novidades no meio de uma chuva e o babaca acaba recebendo uma ligação anônima o ameaçando de morte e insinua que seu cachorro de estimação desapareceu o aconselhando a dar uma olhada na cozinha do dormitório. Ao chegar lá, o rapaz encontra os restos do mascote morto torrado dentro do micro-ondas.

Enojado, Parker vai até o banheiro para vomitar e o maníaco o nocauteia e o amarra na privada. Quando o rapaz volta a si, o maníaco enfia várias balas efervescentes na boca de Parker e entorna uma embalagem de produto de limpeza o fazendo ter uma overdose mortal.

Do outro lado, a xerife Reese tenta conseguir reforço pelo telefone, mas a linha está muda e ela resolve fazer tudo sozinha.

Enquanto isso na estação de rádio, Sasha atende aos telefonemas de seus ouvintes sem se dar conta que sua assistente é assassinada pelas suas costas mas ao se virar é acertada com um golpe de machado.

A loura no entanto, consegue fugir e Natalie que ouvia o programa alerta um dos jovens da festa sobre o ataque do maníaco mas ele acredita que Sasha está fazendo uma remontagem do massacre de Stanley Hall já que é aniversário do ocorrido.

O maníaco persegue Sasha até a escadaria da estação e ela acaba ficando pendurada pela sacada. Ao ser atacada com o machado, Sasha se solta e chega ilesa no chão do piso principal e corre até o elevador. Com a sorte em dia, Sasha escapa de outro ataque bem quando a cabine fecha no momento certo.

Enquanto a xerife Reese pega estrada rumo ao hall do campus, Sasha se esconde em uma sala e encontra Natalie se aproximando dela. Ao chamar pela amiga, Sasha acaba denunciando sua localização e o maníaco a mata.

Natalie dá meia volta e encontra Paul na entrada da estação a aconselhando a fugir do campus para pedir ajuda e no meio do caminho encontram Brenda que se une a fuga ao mesmo tempo que Reese chega na estação e encontra o corpo de Sasha. Ela tenta entrar em contato com Paul mas mais uma vez não consegue sucesso.

No meio de um toró, Natalie e seus amigos param em um posto e Paul desce para usar o telefone.

Enquanto isso, as meninas ouvem o alarme do porta-malas soando e ao sair para analisa-lo acabam encontrando o corpo do senhor Wexler desconfiando que Paul é o maníaco.

As duas fogem a pé por um barranco o meio da floresta e acabam se separando. Natalie chega até a rodovia e pede carona conseguindo a ajuda de nada menos que o faxineiro estranho do campus. Percebendo que Natalie está ensopada, o faxineiro oferece um casaco para a garota que ao vê-lo percebe que é o mesmo que usa o maníaco. 

Em pânico, Natalie tenta saltar do carro mas o faxineiro diz que as portas estão travadas por dentro. Nisso, em outro veículo aparece o maníaco dando início a uma perseguição que culmina num capotamento e a morte do faxineiro. Natalie por outro lado, consegue escapar ilesa e corre até a universidade acionando o interfone.

Natalie ouve ao fundo os gritos de socorro de Brenda e os segue até chegar no dormitório abandonado onde ela acaba trancada num dos quartos onde encontra os corpos de Parker, do reitor Adams e de Damon.

Ao conseguir sair, encontra Brenda desacordada em uma cama aparentemente morta. Ao dar as costas para chorar, Natalie acaba sendo nocauteada com um soco de Brenda que desperta na ponta dos pés.

Quando volta a si, Natalie se vê amarrada na cama pelos pulsos e ao se virar, vê o maníaco que ao tirar o capuz se revela Brenda. A falsa amiga revela que o rapaz que Natalie e Michelle mataram numa noite de loucura era David Evans e que ele era namorado e grande amor de Brenda, tanto que os dois estavam noivos e pretendiam se casar depois da formatura na universidade.

Brenda diz que seguiu as pistas da localização de Natalie e Michelle e depois de matar a primeira se infiltrou na universidade Pendleton, se tornou amiga da jovem e iniciou um plano de vingança criativo: matar suas vítimas recriando crimes dados como lendas urbanas, começando por Michelle.

Reese chega bem no momento e rende Brenda mas a maníaca a esfaqueia. A xerife no entanto a agarra e as duas vão para o chão tentando agarrar o revólver de Reese. Brenda acaba agarrando primeiro e baleia a xerife ao mesmo tempo que impede que Natalie fuja na maciota.

Brenda se recompõe e revela que sua intenção inicialmente era incriminar Paul pelos assassinatos mas ela acabou se apaixonando por ele e isso fez ela enlouquecer e agora o alvo é Natalie para que ela fique com o amado enquanto a amiga puxa uma cana em algum sanatório judicial.

Paul aparece no mesmo momento aplaudindo o plano de mestre de Brenda e tenta manipula-la para que ela dê detalhes sobre o que sabe do envolvimento de Wexler com o massacre de Stanley Hall e pede à maníaca que entregue sua arma.

A garota no entanto se nega e resolve atirar, mas Reese a baleia primeiro com sua pistola reserva fazendo-a soltar a arma e capota novamente.

Natalie agarra o revólver e Brenda a provoca dizendo que ela não tem coragem para puxar o gatilho, porém a ex amiga prova o contrário desferindo um tiro direto na barriga que faz Brenda cair da janela do andar superior para a área externa.

Paul consola Natalie e avisa Reese que irá chamar uma ambulância e no caminho, de volta ao campus o rapaz aciona os paramédicos enquanto dirige.

Repentinamente, Brenda aparece viva no banco de trás com um machado na mão atacando o casal de jovens. Natalie luta contra ela e quando o carro chega próximo a uma ponte, Paul freia bruscamente e Brenda é catapultada até o rio onde ela boia inerte enquanto o casal se abraça.

Somos transportados para uma outra universidade onde um jovem conta sobre a lenda urbana da maníaca Brenda para seus amigos e uma das ouvintes é a própria Brenda que diz que irá contar como as coisas realmente aconteceram...

O filme conseguiu consolidar seu lugar ao sol se tornando uma das mais inesquecíveis franquias de filmes de terror teen slasher dos anos 1990 não devendo em nada comparado às suas irmãs mais velhas.

Para tanto, foi requisitado um elenco praticamente desconhecido na época sendo dos rostos mais conhecido hoje em dia o de Jared Leto que deu vida ao mocinho Paul de forma bem balanceada o suficiente para não ser comparado com outros astros das concorrências da época.

Ainda contamos com as participações especiais de Loretta Devine e Robert Englund, o eterno Freddy Krugger nos papeis da xerife Reese e o professor Wexler respectivamente, o que agregou legal ao conteúdo apesar da lore do docente e do massacre ter se perdido no final.

A violência está bem dosada, os acontecimentos são bem frenéticos e o enredo não enrola em momento algum. A revelação final da identidade do maníaco do campus foi deveras imprevisível e pelo menos agradou para mim fazendo com que a Brenda acabasse se tornando uma vilã icônica depois que a gente descobre sua motivação.

A trama acerta em cheio na tensão, no mistério e na ambientação do campus que trás uma atmosfera de perfeita de incerteza além de uma gama legal e bem crível de suspeitos de serem o maníaco.

No mais, o filme tem uma diversidade de personagens carismáticos com uma ótima química entre si, é um ótimo entretenimento e merece o lugar de clássico que conseguiu com o tempo alcançando mais duas sequências de menor sucesso e até o presente momento, ao contrário de Pânico e Eu sei o que vocês fizeram no verão passado, Lenda Urbana até o presente momento não tem plano algum de sequência, revival ou remake, o que é uma pena. 

 

 Trailer: