Com o ano de 2025 quase chegando ao fim eu trago aquele que quem sabe é o lançamento mais recente que eu consegui encontrar e que originalmente estreou lá fora, na terra do sol nascente (e em outros países interessados) em abril; pois é, o Brasil sempre fica por último.
E se não fosse pela iniciativa da distribuidora Sato Company, a produção assinada pela Toho Company, eterna rival da Toei e casa de clássicos como Godzilla e Os 7 samurais, nós nem se quer saberíamos da existência deste terror sobrenatural que pasmem, gira em torno de um bebê reborn possuído, não é zoeira.
A coisa toda acontece depois que uma dona de casa perde a filha de cinco anos num acidente doméstico durante uma brincadeira inocente. Profundamente afetada pela perda, a mulher acaba descobrindo uma boneca rara em uma feira que tem o tamanho e as feições idênticas a da filha falecida.
Com o tempo no entanto, a mulher se vê grávida de uma nova menina mantendo a boneca por quem antes era obcecada no mais absoluto esquecimento por cinco longos anos até esta voltar e iniciar o verdadeiro inferno na vida da família.
Tudo começa numa vizinhança tipicamente japonesa onde todo mundo conhece todo mundo, as crianças frequentam as casas dos vizinhos para brincar e as mães se revezam em tomar conta dos seus filhos e os dos outros como boas vizinhas.
Numa destas casas vive a pequena Mei Suzuki de cinco anos levando uma vida normal pós horário do jardim de infância reunida com seus amiguinhos da vizinhança em sua casa onde planejam uma brincadeira de esconde-esconde dentro da residência.
Yoshie, mãe de Mei que havia deixado a menina aos cuidados de uma das vizinhas em sua casa, retorna ao lar depois de ficar um tempo fora e encontra tudo no mais absoluto silêncio e nem um sinal da filha.
Se passam horas e de todas as crianças a única que não apareceu para terminar a brincadeira foi Mei cujo desaparecimento é declarado mobilizando os vizinhos.
Chegando o final do dia, Tadahiko, pai de Mei que trabalha em uma enfermaria é contatado e deixa o expediente chegando em casa onde encontra as viaturas da polícia e Yoshie inconsolável pela falta de notícias.
Com os nervos à flor da pele, Yoshie acaba derramando café na toalha da mesa e ao leva-lo até a lavadora, acaba percebendo que há algo embaixo de uma pilha de rouba: o corpo sem vida de Mei (!) deixando a mulher em pânico.
Um ano se passa e a dor de Yoshie continua mesmo ela passando por uma terapia em grupo em um centro de apoio e ela desabafa dizendo se sentir culpada pela morte da filha pois a escotilha da lavadora estava quebrada há um bom tempo e ela sempre adiou o conserto e que por isso Mei acabou ficando presa e sufocou até a morte.
Em casa, Yoshie recebe um panfleto da sogra Toshiko sobre uma cerimônia para que ela tente socializar e distrair a cabeça, pois a jovem não tem mais noção do que faz.
Um tempo depois, Yoshie leva o panfleto até a janela da varanda para lê-lo melhor até que o vento o sopra até uma feira de antiguidades onde a jovem encontra uma linda boneca de porcelana.
Quando Tadahiko chega em casa estranha a mulher cozinhando toda feliz e descobre a tal boneca sentada à mesa percebendo que ela tem o tamanho e as feições da falecida Mei.
Yoshie se distrai limpando a boneca e corta seus cabelos e unhas deixando-a ainda mais parecida com Mei e como se não bastasse veste a pequena com as roupas remanescentes da falecida.
Tadahiko leva a mulher e a boneca ao centro de apoio onde a psicóloga diz que é totalmente normal o apego à objetos como bonecas ou pelúcias que lembram seus entes perdidos e fazem com que os pacientes preencham o vazio antes neles existentes pela perda.
Aconselhado, Tadahiko leva Yoshie e a nova filha para umas mini férias na praia onde tiram uma montanha de fotos que acabam substituindo as fotos de Mei nas paredes da casa.
Meses depois, com tudo voltando aos eixos, Yoshie e Tadahiko são premiados com uma gravidez que trás ao mundo uma nova menina à quem dão o nome de Mai cujas fotos forram as paredes antes dedicadas à boneca que se torna apenas mais um móvel abandonado.
Passam-se mais alguns meses e agora a boneca é usada como companhia para a bebê Mai que inicialmente se sente tranquila depois de uma crise de choro. Isso até a bebê voltar a chorar e ser encontrada pela mãe com a boneca por cima dela e com um fio de cabelo envolta de seu minúsculo pescoço.
Com uma pequena e necessária reforma feita no quarto de Mai, a boneca acaba sendo confinada dentro de um escuro e apertado armário por cinco longos anos.
Mai, agora uma menina esperta e linda em uma de suas peripécias acaba encontrando a boneca escondida e dá à ela o nome de Aya e pede para Yoshie deixa-la brincar com a nova amiga.
Estranhamente, os cabelos e as unhas da boneca cresceram ao longo dos anos e numa de suas faxinas, Yoshie encontra um tufo de cabelos cumpridos entalados no cano do aspirador de pó.
No meio da noite, Mai vai até o quarto da mãe pedindo para dormir com ela dizendo que Aya a machucou por que está com ciúmes dela.
Sem conseguir comprar a história da filha, afinal é a mente fértil de uma criança de cinco anos contra a razão, Yoshie põe a menina de volta em sua cama e guarda Aya no alto de uma prateleira.
Na manhã seguinte, Mai brinca dentro de casa com sua amiguinha Rena, filha de uma vizinha que está de passagem tendo um papo com Yoshie que lhe serve café e ao tirar a caixa com o leite percebe que o produto está estragado apesar de ter comprado há um dia atrás apenas.
Do nada, Rena aparece chorando assustada e diz que Aya fala exibindo marcas de mordidas em seu braço à quem Yoshie acredita ter sido obra de Mai que leva uma bronca mesmo jogando a culpa na boneca.
À noite, Yoshie tem uma breve briga com Mai enquanto move algumas fotos de Mei do álbum da família.
Na manhã seguinte, Yoshie encontra algumas fotos da família no quarto de Mai com o rosto de Mei rabiscado em todas. É claro que Mai é acusada e a menina mais uma vez jura inocência e num acesso a menina acaba mostrando marcas de arranhões no braço o que a faz ficar uma fera e dizer que odeia a mãe.
Yoshie é chamada mais tarde ao jardim de infância pela professora de Mai para ver dois desenhos macabros que a menina fez: um deles representando uma menina sendo imbuída em uma moringa escaldante e outra com duas pessoas enforcadas, uma mulher e uma menina pequena.
Horas depois de um sono, Yoshie leva o maior susto ao encontrar Aya deitada o seu lado.
Na manhã seguinte, Yoshie resolve se livrar de Aya, a coloca num saco e a coloca junto ao lixo da rua. No entanto, a boneca reaparece usando o saco que Mai gosta de usar como máscara e no susto, Yoshie a acerta várias vezes na cabeça com o rolo de macarrão.
Ao olhar para o lado, pela fresta de uma porta entreaberta, Yoshie vê Aya sobre a cama de Mai e se dá conta de que quem ela espancou foi a própria Mai! Mas na verdade, esta última cena foi apenas um pesadelo de Yoshie que acorda aliviada.
Aya volta a aparecer na porta da casa dos Suzuki com um bilhete debochado assinado por Mai e Yoshie entrega a boneca aos homens da coleta de lixo.
Instantes depois, a vizinhança fica em polvorosa com a morte de um dos homens da coleta de lixo que foi tragado pelo triturador depois de tentar se livrar de Aya.
Ao sair para se juntar aos curiosos, Yoshie vê ao longe Mai saindo da caçamba do caminhão de lixo com a boneca nos braços e a menina esboça um olhar assustador junto à um cantarolar atípico como se ameaçasse a própria mãe.
À noite, Yoshie e Tadahiko olham pelo monitor da babá eletrônica Aya falando com Mai descobrindo que a filha dizia a verdade.
No dia seguinte, Mai se comporta normalmente e convida a mãe para uma brincadeira de esconde-esconde se jogando debaixo do lençol da cama. Yoshie a encontra e a menina salta e corre até a lavanderia se escondendo dentro da lavadora.
Quando Yoshie se aproxima revivendo seus traumas, Mai salta de dentro da lavadora e no susto a mãe acaba a jogando contra a parede o que faz com que a menina precise ser hospitalizada onde Tadahiko trabalha.
O médico de Mai mostra para Tadahiko as marcas de arranhões nas costas da menina desconfiado e a coisa só piora para o lado de Yoshie quando a menina diz que não pode contar quem a machucou ou será ainda mais machucada. Isso por certo, faz com que Tadahiko levante a hipótese de que a mulher teve uma crise.
Yoshie tenta convencer o marido de que foi Aya quem machucou a menina e mostra marca de arranhão que ela também tem no braço. A mulher ainda sugere entregar a boneca para um grupo de monges para que eles a queimem em um ritual.
Tadahiko liga para um templo conhecido mas o responsável diz que não há mais vagas no momento para uma cerimônia de queima. Sozinho, Tadahiko faz uma pesquisa sobre o tipo de boneca que Aya é seguindo o que tem escrito na redoma de madeira e vidro de onde ela veio e descobre que ela é uma boneca Rei e que foi feita por um artesão do início da era Showa (1926-1989) chamado Kokichi Yasumoto exclusivamente para sua filha.
Repentinamente, Tadahiko recebe um retorno do templo depois de repassar as informações sobre Aya e o responsável pela ligação diz que ele deve entregar a boneca o quanto antes pois ela é muito perigosa.
Tadahiko encucado, intensifica a pesquisa sobre Aya e descobre um vídeo na internet de um grupo de cinco jovens caçadores de mitos denominados rangers ocultistas (referindo à rangers como Power Rangers ou a denominação original de Super sentai, um grupo de no mínimo cinco jovens super heróis que se vestem cada um com uma roupa colorida para lutar contra as forças do mal) onde eles destrincham a história da filha de Kokichi.
Segundo a história, a boneca que Kokichi fez para a filha se enciumou e matou a dona. A mãe da menina ficou muito doente e em leito de morte pediu que enterrasse a boneca com ela no pico de uma ilha chamada Kannajima. A boneca no entanto saiu de sua tumba e vaga até hoje procurando por sua dona.
No que se segue do vídeo, os rangers rumam até a tal ilha a procura do túmulo da mulher de Kokichi.
Anoitece e Toshiko que toma conta de Mai a coloca para dormir com Aya e no meio do escuro, instantes depois, a senhorinha pega a menina acordada na frente da tevê.
A menina se joga nas costas da avó para ser levada de cavalinho e Toshiko a leva para a cama, porém ao chegar lá, percebe que Mai nunca saiu do leito e quem está em suas costas é Aya.
Em pânico, Toshiko liga para Tadahiko no hospital e o filho a tranquiliza dizendo que a boneca será levada para a queima na manhã seguinte.
Depois, Tadahiko vê a gravação da babá eletrônica que ele transferiu para o celular onde Aya conversa com Mai e ao ouvir o nome do distrito onde viveu Kokichi e que é o mesmo de onde a boneca diz ter vindo, Tadahiko pesquisa na internet pelo significado do nome Rei, o nome original da boneca Aya e descobre que uma das várias nomenclaturas usadas para definir a palavra é justamente Aya.
Na mesma hora, Tadahiko leva a redoma de Aya consigo enquanto sua mãe toma conta de Mai.
Toshiko ouve a porta do armário onde escondeu Aya mas a boneca já não está mais lá. Quando volta para o quarto de Mai percebe que a menina não está mais lá e que a janela está aberta indicando que a menina fugiu de casa.
A senhorinha corre sem perda do tempo e pergunta para quem encontra sobre o paradeiro da neta e ao ouvir uma pista de um ciclista, Toshiko encontra Mai sentada sobre uma ponte e se joga.
Tadahiko chega em casa no mesmo instante e ao procurar pela mãe, ele encontra Mai fora do ar com a boca coberta de sangue.
Toshiko por sua vez, depõe para a polícia dizendo ter achado que sua neta teria se jogado da ponte mas quando foi ver era apenas a boneca.
O detetive Yamamoto da policia mostra imagens da câmera da ponte onde se registra o momento em que Toshiko resgata a sua suposta neta de uma morte certa, até que por trás da senhora, alguém da altura de Mai pula nas costas da avó e a atacada à mordidas.
Indagado sobre o possível ataque de Mai, Tadahiko fica em silêncio para o detetive.
Pouco mais tarde, Tadahiko pega o relógio e pulso da mãe com marcas de mordidas e o leva até Mai que dorme para comparar com a arcada dentária da menina, porém do nada ela acorda e solta um grito estridente.
Na manhã seguinte, um representante do tempo aparece na casa dos Suzuki para levar Aya com redoma e tudo e incumbe Tadahiko de comparecer à cerimônia de queima que ocorre naquela mesma tarde.
Aya é posta junto de outras várias bonecas e sobre uma forte prece do líder dos monges ela é queimada enquanto Tadahiko grava tudo pelo celular para mostrar para Yoshie no hospital.
No entanto, Aya vai parar nas mãos de um dos monges que tenta vende-la para um colecionador como se fosse uma boneca comum, mas o mesmo não oferece mais do que ela aparenta valer o que faz com que a negociação seja cancelada.
Na saída da loja de antiguidades, o monge sente-se sufocado e percebe longos cabelos negros saindo de sua boca e com isso, ele passa muito mal e despenca do alto de uma escada rolante quebrando o vidro da redoma de Aya.
Um monge do templo vai com Aya até o hospital para dizer à Tadahiko que o colega responsável pela reunião de bonecas na bancada da queima se enganou e colocou outra boneca no lugar de Aya e que isso custou-lhe a vida. O rapaz ainda aconselha o médico a levar a boneca até um especialista em purificação, pois Aya está além de seus poderes.
Tadahiko liga para um especialista indicado pelo monge que se chama Kanda e marca uma hora para mostrar-lhe Aya.
A enfermeira assistente de Tadahiko brinca inocentemente com Aya e ao chacoalha-la percebe que a boneca tem algo dentro dela. Ao conseguir faze-la expelir o que tinha em seu interior descobre-se que é nada menos que um dente de leite genuíno.
Encucado, Tadahiko leva Aya para a sala de radiografia que passe por uma sessão de raio-x escondido de seu superior e as chapas revelam que a boneca tem toda uma estrutura óssea dentro de si!
Kanda chega ao hospital em caráter de urgência para investigar a boneca, porém os exames aplicados em Aya acabaram vazando e a policia foi acionada, descobriram rapidamente a estrutura óssea da mesma e por isso a boneca acaba ficando sob custódia das autoridades.
Tadahiko leva Kanda até Yoshie para que o especialista se itere completamente sobre Aya e sua ligação com Mai.
Kanda mostra uma foto que ele tirou da redoma de Aya e revela que os talismãs que vieram sobre a estrutura estão em um dialeto antigo e invertidos e que aquilo é uma prece de reversão de maldição.
Enquanto isso, o policial dá por falta de Aya em sua viatura e ao entrar num túnel, ele atropela uma criança com um saco na cabeça. Ao sair para verificar, ele encontra "a criança" debaixo do carro se queixando de dor".
Não muito tempo depois, Kanda e os Suziki que pegaram estrada, chegam até o túnel e encontram o policial em transe abraçado com Aya acreditando que ela é uma criança e que ele a matou atropelada.
Kanda faz uma prece para inverter o transe do policial e depois trancafia Aya em uma caixa com várias trancas. Depois, o purificador passa o endereço de um estudioso sobre a história de Kokichi Yasumoto e sua boneca e os três vão imediatamente até a casa do tal homem que é um senhorzinho idoso e cadeirante que reconhece Aya imediatamente.
O velho se revela ter sido um policial que viveu e atuou no mesmo distrito onde viveu Kokichi e que ele mesmo tomou o depoimento do artesão no dia em que sua vida se tornou um inferno por conta de um crime, o suposto desaparecimento da filha de Kokichi que na verdade nunca desapareceu.
Vemos então um flashback e descobrimos que a filha de Kokichi se chamava Aya e que ela era uma menina que nasceu muito doente e por isso nunca pode ter uma vida normal como as outras crianças vivendo sob a tutela de sua mãe, Taeko na maior parte do tempo.
Os cuidados constantes com a saúde de Aya acabaram custando a sanidade da mãe da menina. Certo dia, Taeko tentou matar Aya e a si mesma enforcadas, porém a sua corda arrebentou bem antes a deixando em estado crítico.
Kokichi chegou em casa bem no momento em que encontra Taeko nas últimas e ao descobrir o crime da mulher, como ato desesperado de amor ele esquartejou Aya, a imbuiu numa moringa escaldante e depois a remontou esculpindo seus restos com argila dando origem a boneca Aya!
Em seu leito de morte, Taeko pediu ao marido para enterra-la no pico da ilha Kannajima com a boneca e dar a filha como desaparecida. E então, depois disso, alguém desenterrou a tumba de Aya e a boneca se perdeu por quase um século buscando por sua mãe para poder descansar em paz.
Kanda e os Suzuki se dirigem até a ilha Kannajima e encontram um novo mistério ao rever o vídeo dos rangers ocultistas: os jovens eram cinco, porém dos quatro, um grava o vídeo e não aparece na frente das telas, mas há cinco pessoas marchando até a ilha sendo que a que sobra é uma mulher não identificada!
O trio chega até uma hospedaria na entrada da ilha e se registram para poder usar o templo local. Ao analisar Aya, Kanda descobre que os lábios da boneca começaram a entrar em decomposição e seus dentes estão aparentes.
Kanda usa um amuleto magnético que traça pontos no mapa da ilha e Yoshie e Tadahiko escaneiam cada um para obter uma localização precisa.
Um terremoto ocorre do nada, a luz é cortada e ouvem-se batidas pelas paredes. Kanda pede para que pegue sua câmera e tire fotos do quarto. Os flashs revelam a presença de Aya transfigurada em uma criança fantasma e tudo se acalma e a luz volta.
Kanda percebe que na confusão seu pé acabou sendo perfurado por um prego de uma tabua solta o que o obriga a ser levado para o hospital local.
Tadahiko e Yoshie por sua vez, levam a boneca até o pico da ilha e com o auxilio de um detector, eles procuram pela tumba de Taeko encontrando após algumas falhas.
A tampa do recipiente mortuário é aberto e se confirma a presença dos restos mortais de Taeko. Yoshie deposita Aya sobre o recipiente junto à mãe, mas acaba deixando um porta retrato com uma foto de Mei cair.
Desesperada, Yoshie entra no recipiente para pegar o porta retrato, mas o fantasma de Aya se manifesta novamente e tenta agarra-la porém Tadahiko consegue puxar a mulher para fora. No entanto, Aya segura os cabelos de Yoshie antes que Tadahiko conseguisse colocar a tampa no recipiente.
No desespero, Yoshie quebra o porta retrato e usa o vidro para cortar seu cabelo e assim Aya é tragada para o recipiente enquanto Tadahiko finalmente a enclausura.
Os Suzuki voltam para casa exaustos e encontram Mai que abraça a mãe muito forte. Yoshie ordena que a filha a solte e percebe então que aquela é a entidade de Aya gritando para Tadahiko que está na lavanderia e encontra a verdadeira Mai presa na lavadora.
Tadahiko quebra o vidro da escotilha e puxa de lá de dentro...Mei?
Pai e filha vão até Yoshie e a menina toma Aya pela mão a levando até o além. Yoshie tenta evitar uma segunda perda, porém Tadahiko a contém, pois aquela é a hora de dar adeus à filha.
A cena corta e vemos os Suzuki passeando felizes com Mei na ilha Kannajima e ouvimos Yoshie agradecer à filha morta ao fundo.
De volta à realidade, os Suzuki vivem felizes com Mai e a levam até o hospital.
Em paralelo, Kanda mostra para Toshiko a gravação de Mai conversando com Aya pela babá eletrônica e revela-se que a menina tinha medo de Taeko pois a mãe vivia batendo nela por conta de sua exaustão. Ouve-se Aya dizendo que a mãe de Mai será apenas dela e que não irá dividi-la com mas ninguém.
Kanda diz que ele e os Suzuki cometeram um erro levando Aya até o túmulo da mãe, pois a menina a odiava.
Do lado de fora da casa, vemos os Suzuki passeando alegremente empurrando o carrinho de bebê de Mai, mas a menina está dentro do carro dos pais presa e batendo no vidro gritando por socorro. Yoshie e Tadahiko a ignoram totalmente e a câmera abaixa sobre o carrinho de bebê revelando que quem está lá é Aya!
A verdade é que Aya não queria descansar em paz, ela queria sim era encontrar uma família que a amasse e que não tivesse ninguém em seu caminho e que ela tinha na verdade ciúmes de Mai e a usou como pode expiatório para recuperar o lugar que ela tomara com o seu nascimento.
Apesar do filme pecar na imprevisibilidade proporcionando alguns momentos bem óbvios, a trama foi muito boa, tensa com todo filme japonês sabe fazer.
Eu digo seguramente que se Dollhouse tivesse chegado há alguns meses antes e fosse amplamente divulgado teria pego a época da explosão dos bebê reborn por aqui e teria se tornado uma sensação, por que potencial o filme tem.
Tirando os pontos baixos, o filme acertou em cheio no sobrenatural, é bem escrito na parte história e investigativa e tudo que eu gosto nestes tipo de filmes: bonecas possuídas, crianças do capiroto e uma reviravolta inesperada que me pegou de jeito num momento em que eu acreditava que o "felizes para sempre" ia se tornar o desfecho do filme.
Pasmo é a palavra que melhor define como eu me senti com o andamento da trama e de como em momento algum a menina Mai tem um momento de tranquilidade e que até mesmo no final ela se fode bonito deixando o espectador com o butico na mão.
É claro que no meio de tanto momento tenso a história deixa uma mensagem de desapego nos momentos finais quando Yoshie tem a chance de deixar a foto de Mei de lado e focar em selar o mal e a sua recusa em deixar os mortos descansarem foi a sua perdição. E ainda tem aquele momento lindo em que a fantasma de Mei aparece e toma atitude de levar Aya para o céu e que mais uma vez foi o momento de se desapegar e dar adeus. Aliás, aqui me dá a impressão de que quem Mei levou na verdade foi o espírito de Mai que já estava morta naquele momento e que a cena final, era Mai sim dentro do carro, porém presa metaforicamente em outro plano sem conseguir alertar os pais de que eles estavam sobre o domínio da boneca.
Trailer:

Nenhum comentário:
Postar um comentário