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Aqui no nosso point você encontra resenhas, curiosidades, trailers e críticas dos mais variados subgêneros de filmes de terror de todos os tempos. Tudo muito bem explicado para poder atender á vocês da melhor forma possível. Antes de mais nada, estejam cientes que todas as nossas resenhas CONTÉM SPOILER! Por isso, desfrute do nosso conteúdo em sua totalidade por conta e risco. Minhas críticas não são especializadas, eu sou apenas um cinéfilo entusiasta e tudo que eu relato nos parágrafos referentes as resenhas é puramente minha opinião pessoal, por isso sintam-se a vontade para concordar ou discordar mas mantendo a compostura no campo dos comentários ao final da postagem da semana. O cronograma deste blog segue as postagens de sábado sem hora definida e este ciclo só é quebrado tendo mais de uma postagem na semana em caso muito especial como por exemplo lançamentos. Preparados? então, apaguem as luzes, preparem um balde enorme de pipoca, garanta seu refrigerante e bom divertimento!

quarta-feira, 26 de março de 2025

Uma Chamada Perdida / One Missed Call / Chakushin Ari (2003-2008)

 


Mal tendo passando alguns meses desde a postagem que eu fiz ano passado com um mês todo dedicado aos filmes de terror asiáticos, já me bateu a vontade de explorar outras obras que passaram batidas por mim.

Resolvi então dar uma chance para Chakushin Ari de 2003, uma produção dirigida por Takashi Miike de Audition e Ichi the killer e sua adaptação para o cinema Hollywoodiano Uma chamada perdida de 2008, trazida com o intuito de rivalizar com os arrasa quarteirões O chamado e O grito que também são remakes de obras japonesas.

A história gira em torno de uma corrente de ligações misteriosas advindas do futuro que anunciam o dia e a hora da morte de seus receptores e que está envolvida com o ainda mais misterioso incêndio de um hospital que seria em tese o epicentro do despertar de um espírito vingador que se materializou em um aparelho celular iniciando uma sessão de acidentes fatais com dia e hora marcadas.

Nisso, temos a protagonista que tem um passado traumático e esta no meio desta corrente e um detetive que teve uma irmã vitimizada pela ligação da morte e juntos os dois unem forças para tentar desvendar o segredo e assim poder quebrar a maldição da corrente da morte..

Tudo começa com um incêndio em um hospital de onde uma linda menina de madeixas louras é resgatada e isso acontece meses antes dos eventos presentes.

Passado estes meses, agora sim estamos no presente e somos levados à luxuosa residência de Shelby Baum, cujo jardim temático onde ela está é ornamentado de forma asiática. Shelby percebe seu celular tocar no mesmo momento em que dá por falta de sua gata de estimação.

A procurar pela bichana, Shelby a vê do outro lado da fonte e inesperadamente, uma mão cadavérica emerge e a puxa para a morte para dentro da água e posteriormente leva sua gata junto. Depois de um breve instante de silêncio, vemos uma balinha vermelha surgir e boiar na água até por fim entrar a intro do filme.

Depois da introdução, somos levados até uma festa de jovens universitários onde conhecemos Beth Raymond e Brian Sousa, até que no mesmo momento a campainha toca e é Lean Cole, amiga de Beth que é a anfitriã.

Lean chega com a notícia do sepultamento de Shelby da qual ambas eram amigas e inesperadamente, Lean recebe uma chamada de voz em seu celular e estranhamente, era sua voz como vinda do futuro em uma premonição de que algo fatal acontecerá.

Enquanto isso longe dali, o detetive Jack Andrews recebe uma chamada de uma médica legista pedindo ao rapaz que faça o reconhecimento de um corpo que segundo a identificação pertence à Jean, irmã de Jack. A sós no necrotério, Jack examina a arcada dentária de Jean e percebe uma balinha vermelha saindo de sua boca repentinamente.

No dia seguinte, na universidade, Lean tem uma estranha visão com centopeias que a impedem de se concentrar na aula e na saída, Beth a convida para um café, que a amiga recusa dizendo estar mal dormida.

Pouco mais tarde, Lean dá uma passada na biblioteca e na saída, liga para Beth ao mesmo tempo que ela vê uma espécie de entidade cadavérica com bocas no lugar dos olhos e emitindo um ruído estridente dentro de um ônibus e depois vê uma mãe com seu bebê personificados como a mesma entidade.

Lean fala com Beth ao telefone sobre a data da mensagem de voz misteriosa que ela recebeu de si mesma que deveria acontecer em poucos minutos e Beth corre sem perda de tempo até a estação de metrô onde a amiga está se dirigindo passando neste exato momento sobre uma passarela de onde ela é arremessada do alto por uma força sobrenatural fazendo-a se chocar com o metrô que passa no mesmo instante a matando o que coincide exatamente com a mensagem do futuro, que era de fato uma premonição de sua morte.

Com o metro à alguns metros afrente de Lean, Beth que chegou no mesmo instante vê um fantasma deformado se manifestar por entre o veículo em movimento e em paralelo, vemos os dedos de Lean digitando uma mensagem em seu celular até desfalecer completamente e no corte para a cena seguinte, vemos os legistas retirarem uma balinha vermelha de dentro da boca da moribunda.

Na manhã seguinte, Beth, Brian e sua amiga Taylor Anthony discutem sobre a morte estranha de Lean e o rapaz tem uma visão com as mesmas centopeias evadindo da universidade, passando por um canteiro de obra no centro onde temos o vislumbre de uma entidade fantasma na figura de um operário, a mesma que tem bocas no lugar dos olhos.

Na sequencia, Brian chega em um café para relaxar a tensão e Beth chega em seguida querendo saber o que o amigo tem e neste momento, ela recebe uma mensagem de voz em seu celular enviada do futuro por Brian... uma premonição de sua morte também?

Brian se distrai por um instante ao ver uma entidade fantasma e se afasta de Beth se recusando a falar no assunto quase sendo atropelado. Beth pede para que Brian volte para pegar seu celular que ele deixou na mesa e nisso, ele replica a frase de sua mensagem futurista coincidindo com uma explosão no canteiro de obras que faz com que um vergalhão voe em direção ao rapaz o empalando pelo peito fazendo-o expelir uma balinha.

Na mesma tarde, Beth presta depoimento ao detetive Jack Andrews sobre a morte de Brian e ele liga a estranha aparição da balinha com o ocorrido de sua irmã.

Na saída, Jack diz para Beth que Jean era amiga de Shelby e talvez exista alguma conexão entre as mortes delas, de Lean e Brian.

Chegando em casa, Beth recebe uma carta que nas primeiras linhas anuncia uma revelação de algo que ocorreu na infância da jovem, porém ela não abre e na sequencia encontra Taylor desolada dizendo que ela será a próxima vítima da corrente de mensagens futuristas, que já está mais do que claro que são parte de uma maldição, um vez que ela também recebeu uma mensagem pelo celular.

Beth resolve tirar as baterias do celular da amiga e a dela para poderem descansar, mas em questão de horas, Taylor mesmo sem bateria recebe uma nova mensagem.

Na manhã seguinte, Beth leva ambos os celulares para a companhia de telefonia móvel exigindo o cancelamento de seus aparelhos e como não há o que fazer, Taylor quebra o seu telefone.

Não muito depois, as garotas encontram um homem chamado Ted Summers que se diz um representante de uma emissora de televisão famosa que apresenta à um programa sensacionalista e convida Taylor, sabendo que ela está amaldiçoada, mas que o caso é considerado uma possessão para fazer parte do tal programa para que ela passe por um ritual de exorcismo ao vivo e o maluco menciona que seu filho também passou por algo parecido.

Ted oferece um celular para que Taylor mantenha contato com ele caso considere a oferta e o aparelho toca o mesmo ringtone que antecede às mensagens mortais as fazendo evadir do local prontamente.

Na manhã seguinte, Beth descobre que Taylor resolveu passar um tempo isolada com os pais.

Nisso, Beth tem um rápido flashback de sua infância onde sua versão menina percebe que alguém está batendo na porta principal a fazendo ir até lá para tentar identificar pelo olho mágico quem está do outro lado. De volta ao presente, alguém bate na mesma porta e é o detetive Jack que ao entrar revela que todas as mensagens mortais foram mandadas em sequencia formando uma corrente e que a mensagem que Jean recebeu veio de uma enfermeira chamada Marie Layton que trabalhava em um asilo.

Jack e Beth vão até o local onde ninguém atende, mas a dupla dá o famoso jeitinho brasileiro para entrar e encontram o local todo abandonado enquanto em paralelo, o detetive Andrews tem uma visão com centopeias e vê na escultura de uma mãe com um bebê as figuras de entidades fantasmas.

Enquanto isso, Beth encontra uma foto picada da qual ela junta os pedaços e revela Marie com duas meninas pequenas e a jovem no mesmo instante leva um susto com um boneco personificado como uma entidade fantasma.

Jack encontra um disco com uma gravação em vídeo de uma babá eletrônica filmada no mesmo quarto onde está a escultura e lá, ele encontra uma bombinha de asma.

Ao disparar o gatilho da bombinha, Jack faz com que Beth se assuste com o ruído do borrifo e ela diz te-lo ouvido no momento que antecedia as mortes de Lean e Brian.

Mais tarde, Jack e Marie checam a ficha de Marie e descobrem que sua filha mais velha Ellie morreu há alguns meses de um ataque de asma e que ela sofria agressões da mãe que inclusive chegou a ser avaliada psicologicamente.

A dupla revira os relatórios médicos de Marie descobrindo o histórico de agressões muito fora do usual sofridas tanto por Ellie quanto por sua irmã caçula Laurel, que em um corte descobrimos ser a linda menina loura do início do filme que sobreviveu ao incêndio do hospital.

Com o paradeiro de Laurel inicialmente incerto, a dupla deduz que Mary fugiu com a menina para escapar das acusações de envolvimento na morte de Ellie já que sua ficha estava começando a ficar cada vez maior e com episódios de agressões cada vez mais fora do normal.

Enquanto isso, Taylor participa do programa de Ted que é uma espécie de reality show apresentado e executado por um pregador. A jovem começa a ter visões enxergando as entidades fantasmas se manifestando em imagens sacras e neste momento, Beth tenta entrar no estúdio do programa que passa por estranhos eventos sobrenaturais ao vivo.

Taylor é sufocada por uma força sobrenatural a levando à morte e a fazendo expelir uma balinha.

O ringtone da morte toca no celular de Beth seguido da mensagem de premonição da data da morte dela mesma!

Jack se dispõe a proteger Beth e nisso, descobrimos que ela é órfã de pai e que está afastada há anos da mãe. O detetive percebe cicatrizes nos braços de Beth e nisso descobrimos que quando ela era criança, sua mãe a queimava com cigarro e que a mesma era completamente negligente com a menina.

Seguindo a cena em fashback, a menina Beth recebe uma indireta da mãe deixando explícito que ela fez algo com seu pai. Nisso, a pequena corre até o piso de cima onde ela através do olho mágico de uma porta vê as pernas inertes de seu pai esticadas e suspensas: ele tirou a própria vida se enforcando.

De volta ao presente, Jack recebe uma notícia sobre o paradeiro da menina Laurel Layton: ela foi acolhida depois de um tempo após o incêndio no hospital. Aliás, a menina estava internada na pediatria por conta de um corte no braço.

Junto de Beth, Jack vai até o lar adotivo onde Laurel está vivendo e se descobre que Marie desapareceu misteriosamente depois do incêndio.

A dupla tenta descobrir através de Laurel onde sua mãe está, porém sua tutora diz que ela está muda por conta do trauma. A menina carrega um ursinho de pelúcia com um emissor sonoro no peito que ao ser tocado reproduz uma melodia que é a mesma do ringtone da morte.

Com a falta de cooperação de Laurel, Beth resolve investigar no que sobrou do hospital incendiado acreditando que a corrente de mortes começaram por lá.

A hora da morte de Beth fica cada vez mais próxima e ela começa a enxergar as entidades fantasmas e na cena seguinte, ela fala com o médico que cuidou de Laurel depois do incêndio, o doutor Painter e ele deixa a entender que Marie estava no hospital no momento do incêndio e que morreu lá dentro, porém seu corpo jamais fora encontrado e em teoria, sua alma teria se materializado em algum aparelho de celular dando início à corrente da morte até chegar à jovem.

Sem mais tempo a perder, Beth finalmente vai até as ruínas do hospital que está abandonado desde então e invade uma ala totalmente à la Silent Hill que vai ficando cada vez mais sombria conforme a jovem avança.

Ao chegar no que sobrou do berçário, um horrendo bebê fantasma (feito em CGI super datado) com um celular na mão tocando o ringtone da morte que a faz correr. Beth acaba ficando presa e tenta ligar para Jack , porém é puxada por uma ninhada de centopeias e ao ser arrastada vê uma entidade fantasma na figura de sua mãe. A jovem consegue se esquivar e foge encontrando Jack à poucos metros que a ajuda a procurar uma saída e no processo, a jovem é puxado por uma entidade pelos cabelos, mas o detetive a salva.

Os dois correm ao ouvirem impactos de batida em uma porta de acesso e correm se esconder em uma sala de cirurgia onde o detetive é nocauteado e Beth acaba sendo separada dele e presa do outro lado de uma porta e o ringtone da morte ecoa por todo o lugar.

Beth encontra um compartimento que a leva ao duto de ventilação enquanto Jack que já despertou tenta encontrar uma saída de sua prisão.

Enquanto se arrasta, Beth encontra um corpo carbonizado encolhido no duto segurando um celular que se liga sozinho... seria o corpo de Marie?

Beth recolhe o aparelho e tenta arrebentá-lo até que o cadáver se mexe e a persegue até encurralá-la. A jovem pede à entidade que não a machuque e ao mesmo tempo, Jack a encontra.

Um tempo depois, finalmente fora do duto, a dupla deduz que Marie recebeu uma ligação do além que deu início à corrente.

Depois da longa noite, Jack leva Beth para casa e diz que contará à Laurel sobre a morte da mãe.

Beth reencontra a carta que ela recebera no dia anterior jogada no chão.

Jack chega ao lar adotivo de Laurel, porém como já está tarde, a menina já está dormindo e o detetive percebe um desenho feito pela menina retratando seu ursinho de pelúcia como se indicasse alguma pista contida nele. Ao examinar o brinquedo, Jack encontra outro disco da babá eletrônica que ao ser executado revela que Ellie era uma psicopata mirim.

Na gravação, descobrimos que foi ela quem cortou o braço de Laurel com uma faca e Marie a flagra descobrindo que foi a filha mais velha a responsável pelos episódios de agressão aos quais foram atribuídos injustamente à ela. Como castigo, Marie tranca Ellie no quarto levando a caçula consigo e nisso, descobrimos que a garota era asmática tendo um ataque. Ela tenta sugar sua bombinha, porém já não há mais remédio e como última opção, ela tenta usar o celular para chamar por socorro e nisso, ouvimos o ringtone da morte e percebemos frascos com centopeias dentro. Assim que a câmera volta a focar em Ellie a menina já estava morta por falta de ar.

De volta ao presente, Laurel que presencia a gravação diz que mesmo depois de ser agredida por Ellie, ela ganhava balinhas vermelhas da irmã!

Enquanto isso, na sala de evidências da delegacia, um policial de plantão ouve o ringtone da morte tocar de dentro de uma das caixas e era o celular de Ellie com uma mensagem do futuro.

Jack é prontamente notificado pelo policial e tenta entrar em contato com Beth que está relaxando e deixa uma mensagem dizendo que Marie não foi a precursora das mensagens da morte e que ela não tentou mata-la no hospital há algumas horas, mas sim protegê-la.

Em paralelo, a fantasma de Ellie espreita Beth que se levanta e anda pelo corredor vendo um vulto passar pelo quarto ao lado enquanto que no piso principal, Jack toca a campainha.

Ao ouvir a porta batendo por dentro, Jack se debruça para ver pelo olho mágico e tem seu olho perfurado concretizando a mensagem de sua morte.

Os vidros das janelas explodem trazendo um vendaval junto do fantasma de Ellie, porém o fantasma de Marie aparece e aprisiona a menina dentro do celular desaparecendo ao mesmo tempo que Jack expele uma balinha. O celular digita um número sozinho enquanto Beth observa sem ação uma ligação se iniciando...

A versão original tem poucos pontos que o diferem do remake Hollywoodiano, mas vale a pena listar alguns antes de traçar um contraponto, então aí vai...

Para começar, não existe a cena do incêndio do hospital e nem a morte da personagem referente à Shelby que no original se chama Rina. Alias, a subtrama do incêndio é vagamente explorada e o filme começa em um café ao invéz de uma festa e já imenda com a chegada da personagem referente à Lean que se chama Yoko informando o sepultamento de Rina. Ah, a Beth do original se chama Yumi e é bem mais mórbida que sua versão ocidental.

Existe também uma diferença na morte da versão original de Brian que na versão japonesa se chama Kenji; ele é arrastado para dentro de um elevador cuja cabina estava passando pelos andares superiores o que ocasionou em sua morte sendo jogado no fosso e nisso, vemos nitidamente seu celular digitando uma mensagem e a balinha é expelida de sua boca.

Taylor que originalmente se chama Matsumi é convidada por um representante de um templo onde se executa um ritual de exorcismo chamado Jyorei onde tudo ocorre de forma mais respeitosa e a jovem tem uma morte mais demorada de se concretizar e quando ocorre, ela perde o controle de seu corpo que se contorce e se quebra fazendo sua cabeça ser decapitada e a balinha é expelida. Aliás, ela vê uma entidade de longos cabelos negros que é a mesma que apareceu para ela em um vídeo anexado à sua mensagem mortal.

Falando nas entidades e nas centopeias, elas não existem na versão original. A personagem referente à Ellie que se chama Mimiko não se veste de forma toda dark como a versão americana, ela é uma menina totalmente fora de suspeita e seu quarto é tão comum quanto o de uma menina oriental de sua idade poderia ser. Sua subtrama começa a ser explorada bem mais cedo que a de Ellie, porém ela é tratada de forma bem mais vaga para segurar o plot twist.

Existe uma curiosidade bem bestinha, porém digna de nota do ursinho de Nanako que é a contraparte de Laurel, o bichinho executa o ringtone da morte e é dito que aquela melodia é a música tema de um programa infantil de televisão. Aliás, naquela cena em que no remake Beth e Jack vão ao lar adotivo de Laurel e Beth surta com a menina tentando faze-la falar, na versão original, o detetive que se chama Hiroshi Yamashita vai ao lar adotivo sozinho e é ele que surta com a menina, porém rapidamente pede desculpas.

No ato final que é totalmente diferente do remake, Yumi é possuída pelo espírito de Mimiko e esfaqueia Hiroshi assim que ele chega para tentar revelar a verdade sobre Marie que foi a única a ter seu nome original mantido. É revelado em uma cena em flashback que Hirsohi chegou a encontrar Mimiko com vida e tentou reanima-la com a bombinha, mas como a mesma estava vazia ele a levou para o hospital onde ela faleceu. Quando Hiroshi acorda da facada, ele se encontra no hospital onde ele é beijado por Mimiko que deixa o corpo de Yumi e isso percebemos por que a jovem emite um sorriso cheio de vida e satisfação deixando claro que tanto ela quanto o detetive quebraram a maldição.

As mortes da versão original obviamente são mais violentas e explícitas, como por exemplo na cena em que Yumi descobre o suicídio da avó, ela vê o corpo inteiro da mesma enquanto Beth via apenas as pernas e era as do pai. Outra que eu notei foi a morte de Yoko que é a mesma de Lean porém sua queda e o impacto com o metrô é mais crua, fora que vemos o braço dela decepado entre os trilhos.

Evidentemente, a violência do remake foi suavizado para que a produção conseguisse uma classificação indicativa mais acessível ao público jovem.

Voltando ao remake, o artifício das entidades até foi uma adição bem acertada e que deu uma identidade própria ao filme, porém os efeitos por computação gráfica que era uma crescente mania entre as produções da época, em sua maioria os filmes de terror acabou ficando muito mal executado, vide a cena do bebê de CGI do hospital que mais parecia um personagem de game de playstation 2.

Ao contrário da versão original que ainda gerou mais duas sequências tendo se tornado um sucesso, o remake acabou fracassando e uma possível sequencia que poderia estar sendo planejada acabou sendo descartada entrando para o hall das adaptações americanas que não deram certo junto com Pulse, remake de Kairo e Água negra, remake do filme homônimo.

Eu gostei bem mais da versão original, porém o remake também tem seus atrativos além de ter enxugado quase meia hora comparado ao original que tem quase duas horas e deu uma boa enrolada antes da grande revelação.

No mais, ambos os filmes conseguiram chegar perto daquela vibe de terror sobrenatural com assombrações que eram moda na época como Ju-On, a versão original de o Grito e Ringu, a versão que precedeu O chamado. Aliás, a semelhança vaga com estas produções que vieram antes lá no Japão fez com que a obra não tivesse o mesmo êxito e o mesmo sucesso comercial mesmo com duas sequencias garantidas. E convenhamos, o final do remake foi muito fraco, cheio de efeitos especiais toscos e a conclusão foi muito rápida e sem sentido servindo apenas para fechar o arco de Marie e redimir sua alma, enquanto que no original ela é uma personagem deveras escanteada.

Assim mesmo, assistam às duas versões e tirem suas próprias conclusões.   


Trailer (Versão de 2003):



Trailer (Versão de 2008):

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