Bem-vindos!

Aqui no nosso point você encontra resenhas, curiosidades, trailers e críticas dos mais variados subgêneros de filmes de terror de todos os tempos. Tudo muito bem explicado para poder atender á vocês da melhor forma possível. Antes de mais nada, estejam cientes que todas as nossas resenhas CONTÉM SPOILER! Por isso, desfrute do nosso conteúdo em sua totalidade por conta e risco. Minhas críticas não são especializadas, eu sou apenas um cinéfilo entusiasta e tudo que eu relato nos parágrafos referentes as resenhas é puramente minha opinião pessoal, por isso sintam-se a vontade para concordar ou discordar mas mantendo a compostura no campo dos comentários ao final da postagem da semana. O cronograma deste blog segue as postagens de sábado sem hora definida e este ciclo só é quebrado tendo mais de uma postagem na semana em caso muito especial como por exemplo lançamentos. Preparados? então, apaguem as luzes, preparem um balde enorme de pipoca, garanta seu refrigerante e bom divertimento!

sábado, 28 de janeiro de 2023

O Antropófago / Anthropophagus / The Grim Reaper / The Savage Island (1980)

 


Não é surpresa para ninguém que o italiano Joe D'Amato foi um cineasta provido de poucos ou quase nenhum parafuso na cabeça. Realizador de clássicos polêmicos como Holocausto Canibal, Absurd, Buio Omega entre outros, ele tinha como marca registrada o extremismo descontrolado.

Suas obras não tinham limites colecionando inúmeras censuras, banimentos e processos por sempre elevar o gore de suas produções a um nível que Hollywood jamais se atreveria mesmo nos dias de hoje. Se hoje D'Amato seria cancelado? Ainda duvidam?

Em um de seus longas de 1980, O Antropófago (que recebeu assim como muitas obras da época trocentos títulos diferentes) o terror e o sangue jorram com gosto, mas nem foi isso que tornou este filme um cult entre os apreciadores, mas sim duas cenas em questão que geraram uma onda de nojo e mal estar quando assistidas na época: uma em que o antagonista canibaliza um feto recém parido e a cena final em que ele tenta comer suas próprias entranhas (foto acima) antes de pedir para abraçar o capeta no mármore dos infernos.

Se não fosse por isso, o filme ia cair no ostracismo pois o roteiro apesar de interessante era pouco criativo e o baixo orçamento (que mal pagava uma coxinha e um refrigerante caçulinha) deixou tudo muito simplesinho apesar dos efeitos práticos aceitáveis. 

Mas deixem as considerações para o final senão não vai ter o que criticar desta obra e o resto desta postagem seria facilmente ignorável sobretudo para aqueles que choram feito menininhas em trajes de balé por conta de spoilers.

A coisa toda se inicia numa praia de uma ilha adjunta a um vilarejo grego visualmente maravilhoso porém desprovido de movimentação de banhistas, exceto por um casal de turistas que resolvem aproveitar a calmaria e a solidão para curtir o sol e o mar.

A paz do casal é cessada em segundos quando alguém misterioso ataca a mulher mortalmente enquanto nadava e o marido, totalmente inconsciente do ocorrido ouvia música pelo rádio e rapidamente também se torna presa do assassino que o mata plantando um cutelo em sua testa.

Logo mais, somos apresentados a um grupo de turistas: o casal Arnold e Maggie, Carol que é irmã de Arnold e finalmente Daniel, Julie e Andy que se juntam em uma Kombi alaranjada  com destino a uma ilha grega onde desejam conhecer a praia e o vilarejo onde pretendem se hospedar. Preciso dizer que ilha é essa?

Chegando ao cais, o grupo freta um barco e se distraem com uma demonstração de cartomancia de Carol que tira a sorte de sua cunhada que está grávida, perto de dar a luz (responsabilidade é a alma do negócio por aqui, não?).

Segundo Carol, as cartas não revelam nada e segundo ela, quando as cartas não revelam o futuro de uma pessoa, significa que ela não terá um futuro.

Ao desembarcar, Maggie torce o tornozelo e acaba ficando na embarcação com Arnold até que possa se locomover com segurança.

Os outros adentram á vila e perambulam o lugar que parece completamente deserto, não se ouve uma única risada, um único suspiro, nada.

O grupo resolve se dividir para procurar um sinal de vida quando Daniel e Carol avistam uma mulher ao longe dentro de um dos casebres. Ao entrarem na humilde residência, avistam um aviso na janela escrito "vão embora" a dedo sobre a poeira do vidro imundo e logo adiante dão de cara com um cadáver apodrecido sabe-se lá há quanto tempo jogado no chão.

Enquanto isso, Magguie resolve pegar um pouco de água do mar em um balde para massagear seus pés cansados, porém acaba trazendo junto uma cabeça decapitada que ela só vê depois de pisotear sua protuberância molenga.

De volta ao grupo, geral se reúne dentro da casa e depois de analisar o cadáver o veredicto de que o corpo fora parcialmente devorado é praticamente unanime. 

O barco que trouxe Arnold e os outros ao cais acaba zarpando enquanto Maggie é arrastada por alguém para dentro da ilha.

Sem ter o que fazer, o grupo se abriga em uma pousada abandonada tão logo a noite chega e por lá resolvem ficar até amanhecer.

Carol diz ao grupo que sentiu algo muito errado ao ler as cartas para Maggie e que aquela ilha tem vibrações negativas como se uma força diabólica tivesse tomado controle do lugar.

Mais tarde, sem o menor sono, Carol resolve andar sem rumo pela pensão e acaba encontrando Andy pelo caminho até que depois de caminhar um pouco, a dupla chega a uma adega, onde uma mulher perturbada pula de dentro de um barril atacando o rapaz com uma faca ferindo sua mão.

Os demais, ouvem os gritos dos amigos e vão ao seu auxílio tratando de acalmar a estranha levando-a para outro cômodo onde ela é limpa, afinal estava embebedada dentro de um barril cheio. Logo depois, a estranha que atende pelo nome de Henriette é interrogada e se subentende que alguém a está perseguindo.

Um tempo depois, Carol, Andy e Julie tem uma discussão, pois o rapaz está atraído por Henriette, enquanto a irmã de Arnold está apaixonada pelo rapaz porém sem ser correspondida.

Carol e Julie por sua vez discutem, pois Julie é culpada por tudo o que vem acontecendo desde o grupo chegou a ilha. Entristecida, a garota corre para extravasar até chegar a um cemitério adjunto a pousada onde é trancada na maior maldade por Carol que a abandona.

Não muito depois, Daniel e Arnold encontram Julie e a ajudam a sair, voltando para dentro da pousada.

Em outra parte, Henriette que dormia acaba acordando assustada e Andy que estava por perto, sente uma presença por lá e ao sair para investigar, é atacado por um homem deformado que enlouquecido crava seus dentes no pescoço do rapaz matando-o ao romper sua jugular.

Amanhecendo, Arnold pega Daniel e as garotas e deixam a pousada e no caminho o grupo começa a falar sobre uma história sobre um casal que naufragou nas águas próximas a aquela ilha há alguns anos e que o homem acabou perdendo a razão.

Depois de muito andar, o grupo chega a um casarão onde são recepcionados por um corpo feminino que cai do alto da escadaria com uma corda amarrada no pescoço.

Ao entrarem em um dos quartos, encontram Carol que até então estava desaparecida depois da maldade que fez com Julie e a mesma diz ter sido sava por uma mulher visivelmente perturbada.

Arnold e Andy veem pela janela, seu barco de volta ao cais muito possivelmente trazido de volta pela correnteza. Os rapazes mais do que rapidamente deixam as garotas para trás e vão ao cais para garantir sua volta para casa.

Depois de fazerem as pazes, Carol e Julie encontram um velho diário cujas poucas páginas legíveis fala sobre um monstro que atacou um grupo de turistas alemães anos atrás.

Arnold e Andy se dividem na volta. Arnold por sua vez encontra um túnel onde jazem uma porção de esqueletos de todos os tamanhos.

Ao se aprofundar, Arnold encontra Maggie viva, porém debilitada e sem pestanejar, ele a toma em seus braços iniciando uma fuga.

No casarão, Julie se separa das garotas e encontra um corpo decomposto em um dos quartos além de um retrato de um homem de frente para um barco.

Prestes a alcançar a saída do túnel, Arnold encontra o louco deformado que ao ver a barriga de Maggie tem uma lembrança. Neste flashback descobrimos que aquele homem se chama Nikos Karamalis que há muitos anos, naufragou junto com sua mulher Irina e seu filho que não resistiu a desidratação e a fome.

Perdido no mar, Nikos resolveu que a única forma do casal sobreviver até chegar a alguma ilha seria canibalizar o corpo do menino, porém Irina se opôs e acabou sendo morta acidentalmente quando o marido tentou arrancar um bife do próprio filho.

Tomado pela dor e pela culpa, Nikos perdeu a razão e passou a canibalizar todos que encontrava pela frente quando chegou a ilha, que em questão de tempo se tornou deserta já que seus populares viraram banquete.

De volta ao tempo presente, Nikos ataca Arnold e depois de tirá-lo de ação, remove o feto de Maggie com as próprias mãos e o canibaliza enquanto a mulher desmorona em choque.

Um tempo depois, Carol deixa Henriette sozinha para poder procurar Julie que ainda não retornou e ao encontrá-la é atacada e morta por Nikos que já estava por lá.

Desesperada, Julie pega Henriette e corre até o último andar da casa e se esconde com a garota no sótão. A medida no entanto não contém Nikos que estoura a telha e traga Henriette pelo buraco arrancando um bife de seu rosto, deixando-a agonizar.

Julie acerta a perna de Nikos na confusão e ao se dar conta que a jovem não tem salvação, ela corre para fora do casarão com uma picareta em mãos.

Na fuga, Julie acaba escorregando e colide com um poço, onde sua iminente queda é interrompida por uma corda que a segura pelo pulso.

Nikos sai de dentro da água do poço e tenta atacar a garota que consegue se livrar da corda ao mesmo tempo que Dany aparece rasgando a barriga do canibal com uma faca. O ferimento faz com que as entranhas de Nikos saltem para fora do corpo e enlouquecido pela fome, o canibal da Grécia tenta comer suas próprias tripas, porém não resiste e morre.

Apesar do enredo desenvolvido de forma confusa e abrupta, o argumento final, no qual a verdade sobre canibal enlouquecido vem a tona soube responder á muitos questionamentos, porém ainda ficou uma ponta solta: a identidade da mulher misteriosa que tentou alertar Arnold e os outros a fugirem e que possivelmente era a mesma mulher que salvou Carol levando-a para o casarão no arco final. Pelo menos para mim não ficou muito claro quem era, o que fazia e para onde foi. Duvido muito que seria a Irina e que ela tivesse sobrevivido e estivesse se escondendo de Nikos e tentando afastar os turistas de um final trágico.

Como eu já disse, os efeitos práticos foram aceitáveis, bem no nível de uma produção de Joe D'Amato mesmo. Pode se ver na cena final aquelas tripas bem feitas, o sangue realista que desta fez não era feito com tinta guache vermelho cereja como muitas produções de melhor orçamento da mesma época faziam e que cá entre nós sempre me revoltou tamanho amadorismo.

A maquiagem por sua vez ficou muito inferior a de um dublê de zumbi do trem fantasma do Play Center. Pode ver a caracterização do rosto do Nikos... parece mais que despejaram uma pá de cimento na testa dele e completaram com a careca do Beetle Juice.

Tirando o aspecto estético, a atuação de George Eastman como Nikos foi excelente garantindo no ano seguinte outro antagonista enlouquecido em outra obra de D'Amato, Absurd que tentou vender um produto parecido, porém menos chocante (não estou dizendo que o filme é ruim, muito pelo contrário, é outro slasher daqueles). 

Aliás, Eastman co-escreveu O antropófago com Joe D'Amato e este por sua vez dirigiu também. Ou seja, tivemos aqui uma versão ocidental dos lendários Akira Kurosawa e Toshiro Mifune, só que ao invés de épicos longa metragens de samurais, a dupla D'Amato e Eastman se destacaram pelo terror, coisa que sabiam fazer muito bem.

Para fechar, eu só tenho a elogiar a montagem e a ambientação. A Grécia (se é que era a Grécia mesmo) foi um local muito bem escolhido com seus vilarejos barrocos, suas construções singulares e suas praias exuberantes e bastantes atrativas.


Trailer:




sábado, 21 de janeiro de 2023

Cujo (1983)

 


O melhor amigo do homem já foi retratado nas telas do cinema e da tevê desde os primórdios como sendo herói em diversas aventuras e sempre cativando o público infantil com suas peripécias. Porém, o cinema de horror não ia deixar de transformar criaturas dóceis em máquinas de matar com a vertente dominação animal.

São várias as produções em que os totós foram vilanizados sobre os mais diferentes pretextos: experimentos genéticos, possessões demoníacas, ou como neste caso, o filme de 1983 Cujo, baseado numa obra de Stephen King (de novo ele), temos um cachorro da raça São Bernardo que se tornou um fazedor de sangue depois de ser mordido por um morcego e ser contaminado pelo seu veneno.

Completamente sem controle, Cujo, o cão que dá nome ao filme e ao livro, começa a perseguir uma família levando-os ao desespero e a claustrofobia imposta pelo animal que durante muitas horas encurrala mãe e filho dentro de um carro.

Tudo começa em mais uma noite mal dormida do pequeno Tad Trenton filho de Vic e Donna que como qualquer criança de sua idade, vê muita tevê e possui uma imaginação fértil que o engana na forma de monstros do armário e bichos papões entre outros, somado ao seu medo patológico do escuro.

A relação entre Vic e Donna não vai muito bem obrigando a mãe de Tad a procurar carinho nos braços de Steve Kemp que ironicamente é amigo da família.

Certo dia, Vic vai com a família até a cidade na oficina de Joe Camber para fazer uma revisão no carro e lá conhecem Cujo, um cão da raça São Bernardo pertencente aos Camber e que apesar de seu tamanho colossal, é dócil como um filhote.

Não bastasse o fracasso em casa, Vic ainda tem um baita revés nos negócios quando sua nova marca de cereal é acusada de causar sérios danos a saúde de seus consumidores.

Paralelo a isso, Cujo começa a se tornar evasivo com as pessoas e a exalar um muco purulento pelo focinho e isso é resultado de um acidente que aconteceu há pouco tempo depois que o animal perseguiu uma lebre até sua toca sem saber que lá se escondia um morcego que o mordeu e a toxina de suas presas acabaram mexendo com sua cabeça.

Visando reverter seu prejuízo profissional, Vic viaja para fora da cidade a trabalho o que deixa Tad profundamente chateado. 

Perto de lá, Brett, filho do mecânico Joe sob uma névoa espessa, encontra Cujo com o aspecto piorado pela toxina e apresentando pela primeira vez em sua vida um comportamento agressivo. Por ainda possuir um resquício de suas lembranças, Cujo poupa seu dono e velho amigo desaparecendo no breu.

No dia seguinte, Cujo ataca fatalmente Gary Pervier, dono do lixão local e amigo de Joe e da família Camber. Não demora muito para o dono da oficina encontrar o corpo do amigo, mas antes que pudesse chamar a polícia ele também é atacado sem piedade por Cujo.

Chegando a oficina, Donna encontra tudo solitário e silencioso e ao tentar tirar o cinto de segurança de Tad para juntos procurarem por um sinal de vida, Cujo os intimida forçando-os a voltar para o veículo onde ficam fechados a sete chaves.

Depois de esperarem um tempo, mãe e filho resolvem evadir do local o mais depressa possível, porém o carro morre antes mesmo do arranque.

Sem alternativa, Donna e Tad acabam dormindo até que ao amanhecer percebem que Cujo ainda está lá mais vigilante do que nunca.

O telefone da residência dos Camber começa a tocar fazendo Cujo ter um acesso fazendo-o atacar o carro dos Trenton e o bicho só para quando o telefone silencia.

Donna resolve depois de um tempo sair do carro enquanto Tad dorme e Cujo a ataca deixando-a em farrapos. Com muito custo, Donna consegue se soltar das presas de Cujo e volta mais uma vez para dentro do carro para manter a segurança do filho.

Enquanto isso com Vic, depois de não obter nenhuma notícia da mulher e do filho por muito tempo, ele resolve abandonar a nova campanha de seu cereal para voltar para casa o quanto antes.

De volta com Tad e Danna, o menino tem uma crise de falta de ar após tantas horas fechado no carro, além de estar debilitado pela fome e exausto pela desidratação. Com toda a paciência que só uma mãe pode ter, Danna contém a crise de Tad.

Já de volta a casa. Vic encontra o local todo destruído e suspeita de Steve, o amante fura-olho.

Bannerman, o xerife da cidade, chega a oficina e estranhando o silencio do local resolve investigar os arredores até dar de cara com Cujo que o persegue até o seleiro onde mata a autoridade.

Tad tem outro ataque ao presenciar o fim de Bannerman, mas Donna o acalma novamente.

Depois de ser desacreditado pelo investigador sobre suas suspeitas de Donna ter ido embora de casa com Tad e Steve, Vic resolve investigar outra linha por conta própria.

Mesmo ferida na perna, Donna resolve arriscar tudo para conseguir alguma ajuda agora que Tad está inconsciente no carro. Cujo a ataca, mas ela usa um taco de beisebol e nocauteia momentaneamente o animal abrindo um tempo de vantagem.

Sem perda de tempo, Donna tira Tad do carro e o leva para dentro da casa dos Camber e depois de muito tentar fazer o filho voltar a si ele finalmente reage, mas a alegria dura pouco pois Cujo invade a casa através da janela.

Sem pestanejar, Donna usa a arma que havia pego do xerife e dispara certeiramente matando Cujo.

Vic chega do nada e encontra a família, dando um abraço forte e iniciando sua possível reconciliação com Donna, afinal nunca é tarde para uma segunda chance.

Um enrendo bem simples e bem fluído com uma emersão bacana é o que você pode esperar deste clássico. Não é a melhor e nem uma das melhores adaptações de uma obra de King, mas trás com bastante eficiência a essência das obras impressas, não deixando dúvidas de que este é um derivado do mestre King.

Tem lá seus momentos de violência, mas o filme o faz de maneira sutil sem exageros. A maquiagem de Cujo é impecável, ilustrando de forma convincente cada um de seus estágios de decadência desde os primeiros focos de pus até seu estágio final em que o cachorro está completamente sujo e lambuzado.

As cenas de ataque, obviamente foram feitas por um ator vestindo fantasia de cachorro, o que não seria difícil de se convencer afinal o São Bernardo é uma das maiores raças de cachorro que existe, chegando ao tamanho de uma pessoa adulta, simplesmente bem pensado.

O enredo no entanto, apesar de fluído, tenta encher com linguiça uma lacuna totalmente dispensável que no caso é a briga do casal principal e a existência de um amante que se quer tem uma participação decisiva na trama, fora que o final fica meio sem sal com o aparecimento repentino de Vic deixando o público acreditar que há uma chance do casal reatar para que tudo termine numa boa. Era melhor que essa subtrama nem existisse e a única coisa que realmente funciona (para mim) é a motivação de Vic para deixar a família sozinha armando a situação perfeita para o desenvolvimento do arco principal que é o da incessante vigia de Cujo á Tad e Donna e o que valoriza muito a falta de gente para auxilia-los é o fato de que os Trent vivem numa comunidade rural. Sem mais.


Trailer:



segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

M3GAN (2023)

 


 E a primeira grande promessa do ano vazou e eu já estou trazendo um resumo básico e minhas primeiras impressões da nova obra do mestre James Wan, a mente por trás de grandes franquias como Jogos Mortais e o universo de Invocação do mal mesmo antes de ser lançado por estas bandas de forma oficial.

Desta vez, a proposta é algo totalmente novo, criativo e incontestavelmente a obra é uma critica social as consequências do consumo desenfreado da crescente tecnologia e o quão longe ela pode chegar. Mesclando um toque psicológico com muito suspense num roteiro completamente imprevisível, M3gan acerta muito naquilo que ela foi proposta: fazer o mal.

Desta vez, não temos nenhuma boneca possuída pelo pata rachada e nem mesmo a alma encarnada de um bandido num boneco de látex, mas sim, uma androide com inteligencia artificial aprimorada criada inicialmente para ser amiga, psicológica, professora, etc, mas que no final, acaba se tornando o consolo da sobrinha de uma das programadoras que perdeu recentemente seus pais.

A virada acontece quando a androide de nome M3gan sai de controle e começa a agir de forma autônoma distorcendo sua própria percepção da a realidade com o fim de proteger sua amiguinha de tudo aquilo que a machuque física ou psicologicamente, como sua criadora assim a programou.

A coisa toda começa com a pequena Cady de oito anos assistindo a um comercial de lançamento de um mascote robô bem parecido com o clássico Furby (se não for o mesmo) que funciona com comandos de vos enquanto pega estrada com os pais.

Estes mesmos pais acabam resolvendo ter uma D.R no meio do caminho, e Ryan o pai da menina acaba se distraindo ao volante até que seu carro se choca com um veículo de grande porte.

Depois, somos apresentados a engenheira robótica Gemma e seus assistentes Tess e Cole que estão estudando um protótipo de um androide que eles estão desenvolvendo sobre a supervisão do dono da empresa David, que descobre que seus técnicos estão trabalhando sem o seu consentimento.

Gemma aproveita a oportunidade para mostrar ao chefe o progresso de seu projeto, mas como o robô ainda está muito cru ele acaba explodindo sem fazer nada extraordinário.

Logo em seguida, Gemma recebe uma ligação do hospital informando que sua sobrinha e os pais sofreram um acidente de carro no qual a menina foi a única sobrevivente. Sim, é Cady, ela é sobrinha de Gemma e felizmente sofreu apenas algumas escoriações, porém seu psicológico está destroçado.

Sem necessidade de permanecer internada, Cady recebe alta e Gemma se torna responsável pela menina levando ela para viver em sua casa super tecnológica com direito a uma Alexa e tudo.

Obviamente Cady não tem uma boa adaptação e sua dificuldade em digerir toda essa mudança radical em sua vida a faz chorar durante a noite pela dor da perda e pela solidão e Gemma que ouve o pranto da sobrinha atras da porta se recolhe a sua impotência e sua falta de preparo pedagógico se colocando num dilema do que fazer para tornar a estadia da menina a mais acolhedora possível.

Felizmente, as coisas começam a dar certo pela manhã com a chegada de uma psicologa que foi designada para inicialmente observar um dia na vida de Cady em seu novo lar, além de fazer breves perguntas a ela e posteriormente um breve particular com Gemma.

Depois da rápida visita, Gemma se aproveita de algo que ela e Cady tem em comum para se aproximar dela e fazê-la se soltar uma vez que ela se mostra nada receptiva: a apreciação que ambas tem pela tecnologia. Gemma então mostra a menina dois de seus projetos: uma nova linha de mascotes robóticos do qual ela tem participação no desenvolvimento e um protótipo de um robô movido através dos comandos do sensor de movimento de um par de luvas.

Nos dias que se seguem, Gemma e sua equipe trabalham incessantemente na reconstrução do androide que ela resolve montar com uma feição feminina que é batizada com o nome de M3gan e o propósito de sua nova criação é que ela se torne uma espécie de amiga / tutora de Cady para auxiliá-la em sua terapia enquanto a tia que tem uma vida profissional bastante atribulada possa trabalhar com tranquilidade.

David e os outros executivos assistem á demonstração inicial dos talentos de M3gan que não só é uma boa companhia como também tem dotes pedagógicos além de outros talentos, o que deixa o chefe de Gemma bastante empolgado e ele dá o aval para que a androide vá passar um tempo com Cady até que ela se recupere de suas feridas internas.

M3gan e Cady se adaptam rapidamente uma a outra e juntas dividem tarefas, estudos; a androide auxilia a menina na higiene e na recreação e até aí é só sucesso.

Durante uma manutenção no chip de memória de M3gan, Gemma percebe que a androide está se comportando de forma inusual, mas não dá muita importância acreditando que aquilo pode ser uma falha facilmente reparável em seu sistema.

De forma autônoma, M3gan começa a escanear os brinquedos e pertences de Cady assimilando mal as informações enquanto a menina brinca com um arco de brinquedo e nesta, ela acaba deixando uma das flechas cair no quintal da vizinha, a senhorinha Celia.

M3gan vai até a cerca que divide os quintais para pegar o brinquedo e é atacada pelo cachorro de Celia que a chacoalha até deixa-la desgrenhada e suja e de quebra ainda morde o braço de Cady enquanto ela tentava tirar a a miga androide das garras do canino.

Gemma ouve os gritos da sobrinha e ao correr ao seu auxílio puxa uma breve briga com Celia que é grossa e não demonstra qualquer sinal de compaixão com as meninas e ainda as culpam por invadir seu quintal.

Na calada da noite, nada disposta a levar desaforo para casa, M3gan espera todos irem dormir para dar um sumiço no cachorro de Celia.

Ao amanhecer, Gemma vê de longe Celia procurando seu cachorro mas não faz caso, afinal como ela iria desconfiar de algo?

Mais tarde, Gemma leva Cady e M3gan para uma nova demonstração para outros empresários afim de conseguir financiamento para a produção em massa da androide multitarefas.

Cady encena estar triste e M3gan além de mandar bem como terapeuta ainda desbanca como cantora fechando o show com chave de ouro.

Pelas costas de David, Kurt, um dos executivos da empresa acessa o banco de dados com informações sobre o projeto M3gan e transfere todas as pastas para outro dispositivo para fazer o melhor uso possível destas informações milionárias o mais rápido possível, afinal a androide ainda não foi patenteada e replicar o projeto colocaria David e sua equipe numa enrascada.

Ainda naquele mesmo dia, a psicologa segue monitorando Cady e nota uma mudança estranha no comportamento da menina e de brinde ainda é intimidada por M3gan. Logo depois, a terapeuta tem uma particular com Gemma que tem outra particular com a sobrinha que a trata de forma grosseira.

M3gan, possessiva como sempre, intimida Gemma, mas é colocada em modo stand by.

No dia seguinte, Gemma leva Cady e M3gan para interagirem com outras crianças na floresta monitoradas por Ava que é um tipo de chefe dos escoteiros.

As crianças se separam e Cady procura mamonas quando é maltratada por Brandon, um garoto chato um pouco maior por ela, que toma o vegetal e esfrega seus espinhos na palma da mão da menina. Logo depois, ele rapta M3gan e a leva para longe da sobrinha de Gemma.

Longe o suficiente, Brandon tenta quebrar M3gan, porém ela revida puxando a orelha do meliante com toda a força e depois o persegue correndo de quatro até a rodovia movimentada onde o garoto é atropelado mortalmente. Cady avista M3gan de longe mas não fala nada.

Mais tarde, um policial bate a porta de Gemma e Celia aproveita a oportunidade para culpar a vizinha por ter esfriado seu cachorro.

A noite, M3gan é interrogada por Cady sobre o ocorrido com Brandon, porém a androide faz a egípcia e ainda canta Titanium da Sia para a menina dormir. (James Wan meu querido, me ajuda a te ajudar).

Pouco mais tarde, Celia bisbilhota o quintal de Gemma e M3gan a ataca mortalmente com uma pistola que dispara pregos e um jato d'água de alta pressão. 

De manhã, a polícia bate a porta de Gemma mais uma vez e esta vê o corpo da vizinha sendo levado pelos homens do IML.

Mais tarde, Gemma analisa as gravações do sistema ocular de M3gan e descobre um vídeo com o momento em que a androide encurralou o jovem Brandon, porém o resto do arquivo foi apagado. Neste momento, M3gan a surpiende, porém ela é desligada no ato.

Na manhã seguinte, enquanto leva Cady para uma sessão com a psicóloga, Gemma manda a real para a sobrinha sobre tirar M3gan dela alegando que já deu o que tinha que dar.

Enquanto Cady passa pela sessão, Gemma discute com Tess e Cole sobre o arquivo de vídeo apagado e suas suspeitas do envolvimento de M3gan na morte do menino Brandon, porém é claro, seus amigos a desacreditam.

Cady tem uma crise de choro e de estresse chamando por M3gan que neste momento se encontra embalada em plástico bolha e desligada.

Logo depois, Gemma vê em um telão da empresa, um depoimento gravado de Cady falando sobre sua relação e a terapia com M3gan e neste momento, a tia da menina vai até o consultório tirá-la de lá e as duas acabam se atracando fisicamente, porém Cady se acalma e se desculpa com a tia.

Mais tarde, Tess recebe uma mensagem de Gemma e ao analisar o sistema de M3gan, percebe que alguém fez um log in não autorizado na programação da androide (tá explicado).

Cole corre parar averiguar M3gan para se certificar se ela de fato havia sido religada e a androide que está presa pelos pulsos em um aparato de contenção revela estar de fato ligada e esgana o parceiro de Tess com um cabo do aparato.

Tess corre ao auxílio de Cole e M3gan aproveita para escafeder-se e provoca uma explosão no laboratório tão logo Tess havia conseguido salvar o amigo de ser estrangulado, porém ambos perecem na explosão.

David encontra andando pelos corredores M3gan que pega uma espada, dá uma breve dançada, uma pirueta e o persegue até a porta de um elevador onde ela o mata apunhalando-o pelas costas. Kurt, que estava no elevador também é morto e quando a cabine chega ao andar térreo, geral entra em pânico ao ver os corpos enquanto M3gan chega ao estacionamento onde rouba um carro.

Gemma sente uma movimentação estranha na casa e é surpreendida por M3gan que toca piano. A androide responsabiliza sua criadora por afastá-la de sua melhor amiga e as duas acabam se atracando chamando a atenção de Cady que acorda. M3gan enrola a menina e a faz voltar para a cama.

M3gan persegue Gemma por toda a casa causando a maior bagunça e Cady salta da cama novamente com os barulhos de quebra-quebra.

A androide encurrala Gemma na garagem e esta a ataca com tudo que tem por perto incluindo uma serra elétrica deixando M3gan calvona de cria e com uma rachadura na cara, mas isso não a detém.

Cady chega na hora e M3gan tenta persuadi-la, mas a menina surpreende geral ao atacar a amiga com aquele robô controlado por um sensor de movimentos em um par de luvas no qual Gemma estava trabalhando e que havia mostrado á sobrinha anteriormente.

A androide é agarrada e tenta usar chantagem psicológica para enganar Cady, mas a menina a esmaga e a joga longe. M3gan no entanto, consegue se desfazer do robô e tenta atacar a sua agora ex-amiga, mas Gemma a impede e as duas se atracam novamente, até que Cady a ataca com um soco potencializado pela luva. M3gan ainda tenta resistir e esgana Gemma depois desta começar a arrancar os componentes da cara da androide com as próprias mãos. Cady por sua vez, mete uma chave de fenda bem no meio do chip de memória desativando M3gan de vez.

Exausta, porém com um sorriso no rosto daqueles que não se via há tempos, Cady dá a mão para sua tia selando a paz entre elas e as duas saem de casa ao mesmo tempo que a polícia chega com Tess e Cole que escaparam com vida por um triz.

Ao longe se vê um componente de Megan brilhar indicando que ela ainda vive...

James Wan acertou mais uma vez, o filme mandou bem no suspense, apesar que o vamos ver só começa mesmo lá pelos quarenta minutos de filme enquanto o enredo leva uma eternidade para se construir.

A espera contudo faz valer a pena, as cenas de ação e tensão foram muito bem produzidas e dirigidas, a violência é bem moderada porém eficaz. O triste é que são poucas as mortes e só uma ou outra se salvam. 

Contudo, M3gan roubou a cena sendo muito bem conduzida por suas três dublês de corpo que se revezam entre dançar, cantar, fazer piruetas, etc, e a atuação da personagem está perfeita, ela consegue se passar por robô na real, tanto na interpretação quanto no seu design que está muito bem feito.

Outro ponto fraco é a má exploração de personagens secundários que mal aparecem e não tem muita função, não se limitando muito em aparecer e morrer. É uma pena.

Vamos dizer que 2023 começou com o pé direito com relação ao terror, então vamos ver o que mais nos aguarda este ano e o que o mestre Wan nos reserva para o futuro além do novo capítulo de Invocação do mal, talvez uma sequência de M3gan? Nada é impossível.

ATUALIZAÇÃO (18/01/2023): Segundo fontes oficiais como os portais Omelete, Jovem Nerd, e Adoro Cinema, uma sequencia de M3gan foi confirmada pela Blun House para chegar aos cinemas no dia 17 de janeiro de 2025 com o título de M3gan 2.0. A informação foi vazada inicialmente pelo site gringo The Wrap.


Trailer:



sábado, 14 de janeiro de 2023

A Profecia IV - O Despertar / Omen IV - The Awakening (1991)

 


Hollywood as vezes não sabe a hora de parar, até mesmo quando uma franquia já está morta, enterrada e com a missa de sétimo dia rezada. A vontade de espremer a laranja dos lucros e ver sair o suco de dinheiro acaba sendo frustrada quando sobra apenas o bagaço e este bagaço é o que acaba azedando o suco tornando-o intragável.

O caso é que a franquia A profecia já estava encerrada de maneira épica sem qualquer argumento para uma sequencia, mas alguma mente brilhante achou que recomeçar o legado de Damien Thorn através de um herdeiro poderia ser o início de uma nova possível trilogia, mas é claro que não tinha como dar certo tanto é que esta quarta parte da saga do anti-Cristo encerrou a cronologia que só veio a ser revitalizada em 2006 com a tentativa de um novo remake do clássico de 1976 que infelizmente não vingou e por tanto não tivemos a oportunidade de ver adaptado as outras duas partes.

Mas vamos focar no telefilme de 1991 e aproveitar a brecha que foi dada no filme anterior. Aqui tudo foca no fruto da breve relação entre Damien e Kate Reynolds, a repórter que foi seduzida pelo filho de satanás e no fim de tudo acabou sendo a executora da cria do mal. 

Tudo começa meses depois da morte de Damien, quando o fruto do seu pecado, uma linda menina, vê a luz do dia e é deixada num orfanato de freiras aos cuidados da irmã Yvone que a redireciona para o lar dos advogados Gene e Karen York batizando-a de Delia.

Visivelmente perturbada, a irmã Yvone diverge com a madre superiora uma vez que ambas sabem quem é de verdade a recém nascida e as consequências que isso poderá gerar no futuro quando a besta redespertar e isso faz com que a autoridade máxima daquele orfanato religioso sofra um enfarto.

A recém chegada Delia mal debuta na sociedade e já causa duas estranhezas apesar do pouco tempo de vida: a primeira é um arranhão na face de Karen que estranha unhas tão densas e afiadas numa bebê de meses e a segunda é um ataque de choro que a menina tem ao receber o sacramento do batismo, afinal estamos falando da semente de satã.

Horas depois, o padre que celebrou a cerimônia prova do castigo demoníaco por ter manchado aquele pequeno ser de trevas tendo uma morte misteriosa e repentina.

Passam-se alguns poucos anos e neste tempo, graças as influências do governo (e do coisa ruim), Gene consegue uma grande notoriedade dentro do congresso onde concorre a presidência do país.

Paralelo a isso, o destino faz com que Delia se solte da barra da saia de Karen em direção á um caminhão em movimento sendo salva por ninguém menos que pelo cachorro enviado do inferno, um mascote semelhante ao que Damien teve na infância. Obviamente o cachorro consegue entrar para a família como forma de gratidão.

Passam-se mais alguns anos, agora Delia tem dez anos e já demonstra sinais claros de sua linhagem demoníaca ao bater em seu colega de classe e seu provocador de bullying Jerome Creighton. Não bastando a dor, Delia ainda humilha o menino na frente dos coleguinhas.

O pai do menino diverge com Karen na diretoria e a ameaça certo de que a vítima é o seu pobre filhinho humilhado. Creighton no entanto, é punido pela influência maligna que cerca Delia ao se chocar com um carro que carrega uma chapa de vidro afiada. Esta chapa escorrega de cima do veículo e decapita o pai de Jerome instantaneamente.

Dias depois, Delia sofre um acidente durante as aulas de equitação caindo de seu cavalo assim que este se sente agitado, afinal o animal sente que sua amazona é a cria do demônio, porém a menina escapa ilesa apenas com o susto.

Jo Thueston é a nova candidata a vaga de babá de Delia e esta parece ser imune a influência maligna da garota já que ela é coberta de talismãs e é super devota de forças misticas. 

Ao que se dá a entender, Jo sabe quem é Delia e sua candidatura a vaga de babá era só um pretexto para investigar a menina. Isso fica ainda mais evidente depois que Noah, um amigo de Jo quase bate com o carro sem explicação.

Afim de conseguir qualquer indício que a leve a verdade, Jo leva Delia a uma feira psíquica e a posiciona perto do campo de visão de Noah que tira uma foto da menina com uma câmera Polaroid que capta as auras e energias espectrais das pessoas.

A foto revela justamente uma aura negra entre Delia e Jo confirmando as suspeitas da babá.

Percebendo as intenções dos psíquicos, Delia dá uma amostra de seus poderes causando focos de incêndios nas tendas causando o pavor na multidão.

Depois do susto, Jo tenta interrogar Delia sobre os acontecimentos misteriosos recentes envolvendo a filha dos York e a menina responde com uma frase blasfema e desconexa e uma cuspida direta no rosto da babá.

Em seguida, Delia e seu mascote encurralam a babá em uma janela onde ela se joga para a morte aos olhos pasmos e incrédulos de Karen.

O impacto faz com que Karen tenha um mal súbito e ao ser examinada por Lou, o médico da família, os York descobrem que a matriarca está grávida.

Tempos depois, durante um passeio, Karen revela a Gene os indícios coletados por Jo sobre Delia, além de uma série de evidências e acontecimentos envolvendo a menina deixando claro que ela acredita que sua filha esconde algum segredo, porém o marido é completamente cego e justifica cada um dos atos cometidos pela filha como sendo normais.

Assim mesmo, Karen resolve coletar mais informações ao procurar um padre e mostrar para ele uma página específica do livro da luz de Jo que contém citações bíblicas. O sacerdote diz a Karen que sua família está de alguma forma ligada ao demônio e ainda completa dizendo que acredita na volta do anti-Cristo.

De volta a casa, Karen flagra Delia colocando duas pregadoras para correr de forma grosseira e anti-semita o que faz reascender a fagulha entre Gene e a esposa que mais uma vez defende a filha com unhas e dentes normalizando a situação.

No dia seguinte, Karen procura pela irmã Yvone no orfanato, mas a madre superiora diz não saber de seu paradeiro, pois a mesma deixou a vida religiosa há anos e foi embora da instituição. Além disso, a reverenda é evasiva as perguntas de Karen e seus argumentos sobre a maldade infantil, obviamente omitindo a verdade que ela conhece.

Depois de conseguir um possível endereço da ex-freira, Karen contrata o detetive Earl Knight para localizar a irmã Yvone e descobrir quem eram os pais biológicos de Delia.

Knight vai diretamente ao orfanato onde cria uma distração na recepção para se infiltrar na sala do arquivo moto para fotografar as fichas da irmã Yvone e de Delia.

Dias depois, Karen recebe um pacote de Knight com o resultado das investigações preliminares porém acaba entrando em trabalho de parto antes de poder ler o conteúdo e dá a luz a um menino criando a partir daí um medo colossal do que Delia pode fazer a ela e ao bebê.

Os frutos das investigações de Knight chegam quando ele encontra a irmã Yvone dirigindo um culto em um centro de ajuda espiritual onde agora ela atende pelo nome de Felicity.

Ao ver uma foto de Delia mostrado diretamente por Knight que não faz cerimônia alguma, Felicity entra em choque e é picada por uma de suas cobras. Antes de desfalecer, a ex-religiosa balbucia á Knight que a besta despertou.

Aproveitando que todos no culto estão ocupados, Knight adentra ao barraco de Felicity e encontra informações cruciais sobre Delia transferindo tudo para um envelope que é entregue aos correios para que chegue o quanto antes as mãos de Karen.

Ao passar por um coro natalino, Knight tem alucinações com figuras satânicas e sofre uma forte tontura. Depois de andar sem rumo, Knight tenta se recompor e é atingido fatalmente por uma bola de demolição.

Depois de receber o envelope de Knight, Karen leva o conteúdo para que o padre a ajude a analisar e juntos descobrem que Delia é filha biológica do ex-embaixador da Grã Bretanha Damien Thorn e da jornalista Kate Reynolds, nada menos que o anti-Cristo e sua marionete / executora.

Este fato é comprovado por Lou, o médico dos York que se revela como sendo o novo seguidor do satanás. Lou ainda diz que Delia tem um gêmeo parasita que ficou alojado em seu interior até o dia do acidente na hípica quando ela despertou para uma puberdade precoce. Este acidente foi proposital para que o gêmeo fosse retirado da menina e alojado no útero de Kate, ou seja, seu bebê de nome Alexander é o verdadeiro sucessor do anti-Cristo, enquanto Delia atuava como uma espécie de casulo e este só poderia ter um nascimento pleno em um corpo completamente desenvolvido. Além do mais, o anti-Cristo não é sempre um menino, sabidão?

Karen entra em um embate com Lou e o elimina buscando uma arma em seguida para acabar com este pesadelo de uma vez por todas.

Chegando em casa, Karen descobre que a babá de Delia, substituta de Jo é sua seguidora fervorosa eliminando-a a tiros.

Ao subir até o quarto do recém nascido Alexander, Karen o encontra nos braços de Delia e neste momento temos um vislumbre da mãozinha do bebê onde está marcado o número 666 constatando de uma vez que o pequeno é o filho do senhor das trevas.

Karen apavora-se ao constatar a verdade até que se ouve um tiro e no dia seguinte, descobre-se que a matriarca dos York morreu e Gene (que não fica claro se ele era seguidor de Delia ou apenas um pai extremamente coruja) acompanha o sepultamento mencionando uma viagem á Itália que ele já havia dito a falecida Karen que a família faria.

A Itália, segundo uma passagem bíblica é o local onde o anti-Cristo será educado até que esteja pronto para ascender ao poder. Tudo saiu conforme o o planejado pela profecia mais uma vez...

Assim se fechou a tampa do caixão desta franquia que não prometia muito e entregou quase nada. 

O gancho deixado no final claramente era o indício de que haveria uma quinta parte na qual o bebê Alexander despertaria seus poderes e seria preparado para dominar a humanidade, porém nós nunca vamos ver esta sequencia se tornar uma realidade infelizmente.

O enredo não é ruim, o argumento inicial funciona muito bem como válvula de escape para continuar a franquia e isso teria sido levado a diante muito bem se a produção e direção tivesse ficado a cargo de nomes mais competentes e se o longa tivesse saído diretamente para o cinema para ganhar mais notoriedade e causar mais interesse no público.

O filme trabalhou bem o suspense, contudo por outro lado infelizmente não tivemos a primorosa trilha sonora de Jerry Goldsmith por que com certeza se tratando de uma produção made for Tv o orçamento foi duramente limitado e o maestro não teria aceitado um cachê inferior aos anteriores (meu achismo).

As atuações estão bastante ok, sobretudo a da pequena Asia Vieira que deu vida de forma impecável a vilãzinha Delia com seus trejeitos e caras e bocas de arrepiar, uma pena que ela não tenha tido uma carreira mais vasta com papeis mais marcantes.

No mais o filme é bem ok, não fede, não cheira e não é tão fraco como muitos fazem parecer, ele apenas teve a má sorte de ter um orçamento baixo e de cair em mãos amadoras, mas eu recomendo uma olhadinha pela curiosidade e pelo valor da franquia mesmo. Vai valer muito a pena.


Trailer 1:



Trailer 2:



sábado, 7 de janeiro de 2023

Aniversário Macabro / A Última Casa / The Last House on the Left (1972-2009)

 


O cinema de terror extremo ainda estava engatinhando nos anos 70 sem muitos títulos relevantes até que o até então novato Wes Craven resolveu começar sua carreira no vai ou raxa com um longa metragem livre de qualquer pudor ou preocupação com os sensores de classificação indicativa ou mesmo com a crítica especializada.

Nada estava certo e o fracasso e possivelmente o banimento da obra viria, mas Craven não se fez de rogado e rodou com pouco orçamento o pontapé para a sua entrada no mundo da sétima arte, um filme que quebraria o tabu que muitos jamais tentaram antes: o abuso sexual e a vingança como consequência do ato, algo que só viria a ser repetido anos depois com  A vingança de Jeniffer, o título que deu a origem do mais famoso Doce vingança, mas isso é um assunto para mais tarde...

A obra inicial de Craven, Aniversário macabro também ganhou um remake décadas mais tarde, em 2009 sob o título de A última casa, que é mais próximo da tradução do título original de ambas as versões The last house on the left e que narra as infelicidades de uma dupla de garotas que ao procurar diversão nas drogas viram alvo de uma armadilha que as levam a um fim trágico até que os pais de uma das duas descobrem o crime chocante e resolvem se vingar dos criminosos que caem em suas mãos por obra do destino.

As versões tem divergências mas seguem a mesma linha e um filme não desvaloriza o outro, porém a adaptação do clássico não fez o mesmo sucesso e mais tarde eu explico o por que e eu focarei primeiramente no resumo da versão original e depois eu explico as diferenças.

Tudo começa quando o casal formado pelos doutores John e Stelle Collingwood dão permissão á sua filha única Mari que vá a um show de rock ao vivo em outra cidade com sua melhor amiga Phyllis Stone, mesmo sabendo que a garota anda em más companhias e em lugares nada ortodoxos.

Mari pega o carro dos pais emprestado e com Phyllis a bordo, elas cortam caminho por um bosque denso visando fazer uma parada antes do tão esperado show.

Perto de lá, em uma casa casa decadente se ouve o noticiário de uma estação de rádio que alguns criminosos locais fugiram da cadeia e estão foragidos, entre eles: Krug Stillo, condenado a prisão perpétua acusado de ter matado um padre e duas freiras, além de ter viciado seu único filho em heroína desde muito cedo e Fred "doninha (Weasel no original)" Podowski, um estuprador notório (Fred e Krug... visionário o senhor Craven, não?).

Os próprios Fred e Krug ouvem o noticiário, acompanhados de Sadie, a amante de ambos e Junior Stillo, o filho bastardo de Krug vivendo uma vida completamente desregrada e promiscua.

Mari e Phyllis param justamente na frente da maloca dos foragidos com o intuito de conseguir droga da boa e ninguém menos que Junior oferece a elas uma colombiana das fortes pela bagatela de 20 dólares e as duas caem na arapuca do covarde filho de Krug que as leva para dentro de seu cafofo onde são impedidas de sair despertando o interesse de Fred que quer experimentar as meninas.

Enquanto isso, completamente despreocupados, John e Stelle preparam uma festa surpresa de aniversário para recepcionar a filha quando ela chegar do show.

De volta ao barraco dos foragidos, Fred e Krug estupram Mari sem fazer cerimônia enquanto Phyllis entra em desespero e Sadie assiste a tudo estasiada. 

Na manhã seguinte, a quadrilha desmaia as meninas e as levam para o bosque.

A falta de notícias de Mari faz seus pais contactarem a polícia e o xerife notifica aos Collingwood que o show onde supostamente sua filha deveria ter ido acabou de madrugada.

O carro de Fred quebra no meio do caminho forçando o grupo a seguir a pé sem se dar conta de que eles estão muito próximos a residência dos Collingwood onde o xerife tenta acalmar o casal preocupado.

Mais tarde, depois de muita caminhada, embrenhados no mato o bando resolve torturar Phyllis a obrigando a se mijar e depois a tirar suas calças. Logo depois, as duas são despidas e obrigadas a se tocarem.

Um tempo depois, enquanto Krug colhe lenha, Phyllis aproveita a oportunidade para fugir fazendo Sadie e Fred irem atrás. Mari por sua vez se aproveita da fragilidade e da falta de atitude de Junior para convencê-lo a fugir com ela em troca de drogas e de uma medalha hippie e o jovem que é um coitado fica balançado.

O xerife e seu assistente Harry recebem a notícia de que o bando de Krug foi visto por perto e que eles pretendem cruzar a fronteira com o Canadá. Ambos montam á viatura e partem ao encalço da quadrilha.

Sadie agarra Phyllis ao alcançá-la, mas é apedrejada na testa deixando a amiga de Mari fugir novamente.

Depois de muito correr, Phyllis chega a um cemitério próximo a rodovia, porém é cercada por Sadie, Krug e Fred e este último a apunhala pelas costas enquanto o xerife e seu assistente ficam sem combustível no meio do nada.

Phyllis tenta se arrastar enquanto o trio discute, mas ela fica sem forças e é alcançada sendo esfaqueada várias vezes revezadamente até a morte.

A essa altura, Mari e Junior se afastam da mata, mas o bando os alcança e a garota descobre da pior maneira que sua melhor amiga morreu.

Depois disso, o bando mutila Mari aos olhos vagos e sem força de vontade de Junior e a tortura segue com Krug a estuprando ferozmente.

Depois do ato, Mari caminha exausta, se sentindo destruída e desonrada enquanto o trio a observa calados e com um olhar vago sob uma música triste ao fundo (um momento raro de reflexão?).

Mari caminha até o lago onde pretende acabar com sua dor e indignidade e Krug resolve ajudá-la dando vários tiros até atingi-la mortalmente.

No maior estilo comédia pastelão da sessão da tarde, o xerife e Harry tentam pegar carona em uma caminhonete de carga de frangos de uma tiazinha banguela dos dentes da frente muito da debochada que além de oferecer o alto da cabine de seu veículo como única opção, ainda os derruba na arrancada (e mais uma vez a trilha sonora ao estilo de comédia rural brinda a cena com primor).

Depois de se banharem no lago, o bando se veste formalmente e procuram abrigo para passarem a noite e ironicamente acabam escolhendo a residência dos Collingwood como alvo.

Conseguindo hospedagem e bóia por meio da lábia, o trio se delicia com o jantar farto dos gentis Collingwood, enquanto Junior tem um pesadelo com a morte de Mari.

Naquela mesma noite, Stelle pega Junior no banheiro passando mal e ao tentar ajudá-lo, percebe que ele usa uma medalha hippie semelhante a de Mari no pescoço.

Desconfiada, Stelle abre a mala do rapaz e encontra uma peça de roupa suja de sangue.

Instintivamente, Stelle e John correm até o lago depois de um alerta da esposa e encontram o corpo da filha comprovando suas suspeitas sobre os estranhos hóspedes.

Enquanto isso, Fred que já havia sacado quem eram os Collingwood, sonha estar amarrado á uma mesa de cirurgia e que John está prestes a quebrar seus dentes da frente com uma marreta e uma estaca de ferro.

Sem sono, Fred vai até a sala onde Stelle está bebendo e esta, sabendo que o rapaz se sente atraído por ela o manipula fazendo-o achar que ela está dando mole para ele e aproveita para levar o recém chegado para dar uma volta no bosque enquanto John prepara algumas armadilhas pela casa (Kevin McCalister morreria de orgulho).

Logo depois, John se arma com uma espingarda, espalha espuma de barbear no chão do quarto de Mari e esconde a arma de Krug.

Paralelamente, Stelle convence Fred a se deixar ser amarrado com os braços para trás e inicia o sexo oral com ele até que ao excitá-lo, arranca o genital do criminoso com os dentes chamando a atenção dos demais com seu grito de dor sendo eliminado logo depois.

A luz do quarto se apaga e começa uma pancadaria no escuro. Assim que as luzes se ascendem, John e Krug iniciam um corpo a corpo onde o criminoso se dá conta que o corpo de Mari está sobre o sofá da sala entendendo que a casa caiu para o lado dele.

Furioso, Krug espanca John até que Junior finalmente toma uma atitude ao dar um tiro de advertência no próprio pai. Krug se aproveita de sua influência e faz chantagem psicológica para cima do rapaz o obrigando a atirar contra a própria boca e é o que ele faz se libertando de uma vez por todas de suas amarras de amargura e vício.

Krug ouve um barulho de moto serra e se dá conta que é John que aproveitou seu descuido para se armar e parte para cima de seu algos. 

Do lado de fora, Sadie encontra Stelle e entra em embate com ela enquanto Krug é atacado sem piedade. Sadie se desvencilha de Stelle e pula na piscina onde ela cai em uma das armadilhas de John: o pai de Mari eletrificou a piscina e com isso, a vagabunda vira torrada vertendo sangue até pela alma morrendo no processo.

O xerife e Harry chegam no momento em que John termina de mandar Krug para o inferno depois de trucidá-lo com suas próprias mãos. Stelle abraça o marido aos prantos e tranquilos sabendo que agora Mari e Phyllis podem descansar em paz.

O que se segue é uma chamada do elenco nos créditos finais ao som de uma música que mescla rock com country para animar o telespectador depois da chacina que acabou de acontecer.

O remake já começa totalmente diferente num ponto onde Krug é resgatado por Sadie e Fred (que nesta versão se chama Francis) de uma viatura de polícia, cena esta que teria sido interessante se existisse na versão original.

Na sequencia, Krug mata a sangue frio os policiais que o detiveram e o bando ai sim vão para casa sendo dados como foragidos.

Aliás, a versão de 2009 não conta nem com o xerife e tão pouco com Harry, o que foi uma excelente escolha visto que no original ambos só serviam como alivio cômico, o que para mim foi deveras desnecessário além de forçado ao extremo.

Nesta versão, a amiga de Mari se chama Paige e Junior se chama Justin e eles se conhecem num mercadinho onde Paige trabalha e depois de uma conversinha rápida, o filho de Krug oferece droga as meninas ao contrário do original onde as meninas vão direto aos negócios.

Outra diferença é que o trio de bandidos chegam de surpresa á maloca de Justin no momento da barganha enquanto no original eles já estavam lá. Justin não tinha nenhuma intenção de prejudicar as meninas e em momento algum fica claro se ele é ou não usuário de drogas e ele é totalmente inconivente com as atitudes do bando.

O início da história para os Collingwood também é diferente, por que a casa do bosque na versão de 2009 é um local de férias onde o cunhado de John era o caseiro durante o ano enquanto que no original é a residência fixa da família.

Stelle no remake se chama Emma e seu embate final com Francis (Fred) é bem diferente, não tendo sexo oral nem nada de vulgar. Além disso, ela consegue a façanha de prender o braço do assassino num triturador de lixo deixando só o toco e John encerra matando-o com uma marretada na cabeça.

Krug tenta matar Justin com um espeto de brasa, mas ao contrário da versão de 1972, aqui o garoto sobrevive já que ele consegue convencer o casal Collingwood de sua inocência e total reprovação dos atos do pai, afinal ele também é uma vítima.

Aliás, Mari sobrevive e consegue se arrastar até a casa do bosque chamando a atenção dos pais ao bater a porta com uma cadeira de balanço já que estava exaurida e nem se quer conseguir proferir uma única palavra.

Krug sobrevive também no final, porém ele é imobilizado em uma mesa de cirurgia improvisada e tem sua cabeça presa a um forno de microondas ligado em potencia máxima fazendo seu crânio explodir.

No final, a família Collingwood pega um barco que eles tem e vão embora com Justin e Mari prontos para recomeçarem uma nova vida.

Ao contrário da versão de 1972, o remake foi mais leve na questão do sexo reduzindo toda a atrocidade do original a uma única cena de sexo bem breve e com roupa, sem absolutamente nenhuma nudez.

O trio de criminosos no remake não é tão promiscuo e tão pouco tem vícios, se limitando apenas a matar e falar muita merda, porém a violência aqui é elevada a vigésima potência priorizando com gosto o sangue do início ao fim.

Ainda assim, ficou faltando aquele temperinho para ficar tão emblemático e memorável quanto o original, que também tem suas falhas, como por exemplo a presença escrota do xerife e seu atrapalhado assistente que além de não agregarem nada a trama ainda foram inúteis na cena final. Acredito eu que as façanhas de ambos foi uma desculpa do roteirismo para que o filme não ficasse ainda mais curto do que já era e por que tinha mais cachê disponível para pagar para alguém, vai saber.

A versão de 1972 por sua vez, tem sexo, promiscuidade, antagonistas mentalmente perturbados, um apelo dramático maior e pontual além de uma trilha sonora bastante aleatória e deveras contrastantes com cada momento em que eram executadas e é por conta deste capricho que a versão original me ganha, fora seu tempo de duração que é bem curtinho e mostra tudo o que tem que ser mostrado sem embarrigar muito, apesar do xerife... tá, parei.


Trailer (Versão de 1972):


Trailer (Versão de 2009):